Olá, minha gente! Tudo certinho? Espero que sim!
Hoje nós iremos tratar de um conceito muito simples. O conceito de ENARMONIA.
Na aula passada, eu havia falado com vocês que DUAS NOTAS podem ocupar O MESMO SOM, ou seja, em um teclado, a tecla preta depois da nota dó pode ser dó# ou réb. Tanto dó# quanto réb são homófonas (homo=igual fono=som) por possuirem o mesmo som. Lembram disso?
Então, no estudo da Música, há um fenômeno que nos permite tocar o mesmo som com até três nomes diferentes, ou seja, até três notas de nomes diferentes podem ter o mesmo som. Elas são homófonas, mas, em Música, chamamos esse fenômeno de Enarmonia. São notas enarmônicas.
Enarmonia é a substituição de uma nota por outra, que, apesar de ter nome e escrita diferentes, representa o mesmo som, ou seja, as duas notas apresentam o mesmo resultado auditivo.
Observe que em cada compasso a seguir foram colocadas duas ou três notas que possuem o mesmo som, mas, nomes diferentes. Aproveitando a ocasião, vamos recordar os sinais de alteração:
Convido você a fazer essa revisão nas nossas aulas anteriores e também consultando o site https://marisaramires.com.br/acidentes-ou-sinais-de-alteracao/ , da professora Marisa Ramires, do onde veio essa ilustração. Aproveitem e entrem no canal dela também e se inscrevam!! Ela é top!!
Bem, depois de recordados os sinais de alteraçõ, vamos analisar algumas notas enarmônicas:
Notem que em cada compasso, você tem notas diferentes, porém, com o mesmo som. Em Enarmonia, falamos que a mesma nota tem três nomes, o que sai na mesma ideia sonora, entende? Como exemplo, no primeiro compasso, temos dó, si# e ré dobrado bemol. Observando no teclado, elas ocupam a mesma tecla.
Mas, para que serve esse conceito de ENARMONIA? Bem, vou dar um breve e pequeno uso. Você aprendeu a criar escalas maiores com bemóis e sustenidos, a partir da regra dos intervalos de T T sT T T T sT. Pois bem, para que essa sequência fosse obedecida, você precisou usar bemóis ou sustenidos, mas, não pode utilizá-los de qualquer maneira. Na escala de sol maior, por exemplo, você descobriu que tinha que colocar um sustenido em fá porque de mi para fá seria o intervalo de um tom. Já na escala de Sol bemol maior, você precisou recorrer aos bemóis para criar a escala e o sol era bemol. Ora, fá# e sol# ocupam o mesmo lugar espacial e sonoro, porém, como cada escala tem suas especificidades no uso dos acidentes, as escalas feitas com # devem usar direto o sustenido e as que se utilizam de bemóis, devem sempre utilizar desse acidente para ser construídas. Nesse vai e vem de construção intervalar, sem perceber, você utiliza mesmas notas, mas, com nomes diferentes. Esse é apenas o início do uso desse conceito. Tem muita coisa ainda para descobrir em tempo oportuno.
Curiosidade: há músicas com bemol e sustenidos em sua composição? Há sim! mas, quando isso acontece, a alteração que não é comum ao tom da escala utilizada na construção da composição, e considerada como uma acidental, ou seja, localizada apenas naquele trecho. Cuidado para não confndir com mudanças de tonalidade do trecho musical. Vamos ver isso mais tarde também.