É cineasta, documentarista, pesquisador e produtor de vídeo cearense dedicado há décadas ao estudo e divulgação da história do cangaço no Nordeste.
Principais pontos da trajetória
Ele tem um amplo acervo audiovisual, por meio de sua produtora Laser Vídeo, com entrevistas, depoimentos e registros feitos com ex-cangaceiros, voltantes, coiteiros e testemunhas dos cenários onde se desenrolaram os episódios do cangaço.
Começou seu interesse ainda na infância, influenciado por contos de seu avô sobre Lampião e por filmes de faroeste; essas influências despertaram nele o desejo de registrar as memórias orais e visuais do cangaço.
É reconhecido como um dos grandes documentaristas do tema no Brasil, sendo elogiado por sua sensibilidade, por visitar lugares remotos, ouvir depoimentos raros e dar voz a pessoas pouco ouvidas, valorizando os detalhes históricos e culturais frequentemente deixados à margem.
Ele participa de organizações, eventos e iniciativas culturais relacionadas ao cangaço, como encontros de pesquisadores, carreatas culturais, produções de vídeos e documentários que visam preservar memória e patrimônio cultural.
É advogado, autor, pesquisador e escritor com forte atuação no campo da história e cultura do cangaço nordestino. Sua obra concentra-se em recuperar memórias, fatos e personagens relacionados ao cangaço, com trabalhos bem documentados que envolvem pesquisa de arquivos, relatos orais, genealogia, datas e localidades.
Ele é autor de diversos livros relevantes para o estudo desse tema, entre os quais:
Cangaceiros de Lampião de A a Z — uma obra de referência, especialmente por sua riqueza em conteúdos documentais que adicionam precisão e profundidade ao conhecimento sobre os grupos de Lampião e seus integrantes.
O Cangaceirismo no Nordeste — título que aparece como um dos seus trabalhos mais presentes em sebos e livrarias especializadas.
Outros títulos de ensaios e relatos históricos, como Histórias do Cangaço / O Saque de Sousa Paraíba – 27 de Julho de 1924 entre muitos.
Sua produção não é apenas quantitativa, mas também importante para manter viva a memória cultural do Nordeste, especialmente em regiões como a Paraíba, onde muitos dos acontecimentos do cangaço tiveram lugar. Ele contribui para o patrimônio cultural, ajudando pesquisadores, estudantes e o público em geral a conhecerem melhor o passado, suas figuras e desdobramentos.
É graduado em História, com especialização em História, Cultura e Literatura Afro-Brasileira e Indígena.
É autor de diversos livros e trabalhos de pesquisa sobre o cangaço, especialmente focados no Agreste do estado de Pernambuco. Ele pesquisa o percurso de Lampião, de coiteiros, volantes e as relações locais com eventos cangaceiros.
Alguns de seus trabalhos mais relevantes:
A Volta do Rei do Cangaço — seu primeiro livro, ficção com Lampião como protagonista, mas também interliga realidade histórica.
Lampião, o Cangaço e Outros Fatos no Agreste Pernambucano — pesquisa documental sobre a presença de Lampião e de outros cangaceiros no Agreste do Estado.
Capoeiras, Pessoas, Histórias e Causos — obra que reúne memórias locais, causos, histórias populares da sua terra natal.
Lampião em Serrinha do Catimbau — lançamento mais recente, que traz à tona detalhes da passagem de Lampião pela região, incluindo sua rota de fuga, episódios com Maria Bonita, entre outras narrativas menos conhecidas.
Júnior Almeida participa ativamente de grupos e redes de pesquisa sobre o cangaço, como o GECAPE (Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco) e a ABLAC (Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço).
É escritor, cordelista, poeta, documentarista, ator e ativista cultural. Ele transita entre diversas expressões da cultura popular — literatura de cordel, poesia moderna, sonetos, registro de manifestações culturais do Cariri paraibano, música, teatro, documentários, vídeos de memória.
Ele também é conhecido por:
Produzir folhetos de cordel tradicionais (inclusive uma das primeiras edições de cordel em Braile no Brasil)
Idealizar o projeto/documentário "Tesouros do Cariri", onde ele registra valores culturais do interior da Paraíba (artistas, músicos, escritores, manifestações locais pouco documentadas)
Realizar saraus poéticos-musicais, intervenções culturais de base, valorizando o que vem do sertão interno, da oralidade, das raízes populares
Trabalhou em muitos ofícios — bancário, feirante, fotógrafo, locutor, etc. — e foi moldando sua arte a partir dessas experiências de vida.
Sua escrita poesia e de cordel costumam valorizar o regionalismo: imagens do sertão, linguagem popular, oralidade, natureza, religiosidade, elementos culturais do Cariri e de outras regiões nordestinas, memória local.
É escritor, poeta e historiador paraibano, advogado de formação, com forte atuação no estudo da literatura de cordel e na valorização dos poetas populares brasileiros.
É servidor federal, tendo sido aprovado em concurso para o Tribunal Regional do Trabalho (13ª Região) desde 2006.
Sua obra mais recente é Leandro Gomes de Barros e os Primórdios do Cordel Brasileiro, lançado em 2025. É um livro de estudo histórico-literário que trata da vida e obra de Leandro Gomes de Barros, considerado um dos maiores poetas populares do Brasil.
O autor combina em sua escrita rigor de pesquisa com acessibilidade, buscando aproximar estudantes, leitores gerais e admiradores do cordel da rica tradição popular nordestina.
Há parcerias com prefeituras para disponibilização de sua obra em escolas, fortalecendo a difusão da literatura de cordel no sertão. Por exemplo, foi feita parceria entre a Prefeitura de Paulista (PB) e Guttemberg para distribuir seu livro às escolas municipais.
O lançamento de sua obra tem sido destaque em eventos literários e culturais da Paraíba, demonstrando reconhecimento local pela valorização da memória popular.