Nas mãos tímidas, a argila moldo,
Um mundo novo, sem medo eu encontro.
O barro me traz alento.
Nas curvas e formas que se revelam,
Com as mãos sujas de terra, me conecto,
Com a ancestralidade, com o divino afeto.
A cerâmica me envolve, me acolhe,
E nas imperfeições, descubro o meu valor.
A argila cede e se transforma sob meus dedos,
E eu me reinvento, me torno mais inteira.
Cada peça é um pedaço de mim que fica,
Um reflexo do tempo, uma história que se eterniza.
E mesmo sem saber, sigo meu caminho,
Pois a cerâmica me ensina que o importante
É esperar o tempo de cada coisa.
No ateliê, rodeada de cores e pincéis,
Deixo a ansiedade partir, me sinto em paz,
A arte me liberta, me leva além das amarras, me cura dos meus devaneios.
Alexandra Prasinos Bernal