O Arboretum-Pinetum Lucus Augusti fai públicas as suas diretrizes para a regularização dos exofitónimos

(29-06-2026)

O Arboretum-Pinetum Lucus Augusti acaba de fazer públicas as diretrizes aprovadas pola associação responsável pola sua gestão para a criação, adaptação e uso de exofitónimos, isto é, nomes vernáculos atribuídos a espécies vegetais forâneas que não contam com uma denominação tradicional estabilizada na comunidade linguística em que são comunicadas.

A existência de nomes vernáculos resulta especialmente importante para desenvolver o papel divulgador de um arboreto. O nome científico garante a identificação precisa da espécie, mas nem sempre é suficiente para facilitar a memória, a compreensão e a integração cultural das plantas por parte do público não especializado. Um nome vernáculo bem escolhido pode ajudar a reconhecer uma espécie, recordar a sua procedência, compreender a sua singularidade e incorporá-la aos materiais didáticos, às visitas guiadas e à sinalética interpretativa.

Porém, a atribuição de nomes comuns também pode gerar problemas. Muitas denominações procedentes de outras línguas ou tradições hortícolas recorrem a analogias que podem resultar botanicamente enganadoras. Assim, nomes como Wollemi pine, Huon pine, Japanese umbrella pine ou “carvalho australiano” podem levar a interpretar como pinheiros ou carvalhos espécies que não pertencem, respetivamente, aos géneros Pinus ou Quercus. As diretrizes procuram precisamente evitar que estas analogias sejam adotadas de modo automático sem explicação ou contextualização.