A tartaruga-verde (Chelonia mydas), também chamada de tartaruga-aruanã, é uma espécie marinha que pertence à classe dos répteis. Ela vive em mares tropicais e subtropicais ao redor do mundo, sendo encontrada no Brasil em locais como Fernando de Noronha (PE), Atol das Rocas (RN) e Ilha de Trindade (ES). Essa tartaruga prefere águas rasas, ricas em recifes de corais, algas e gramíneas marinhas, onde pode se alimentar com facilidade.
A alimentação dessa espécie muda ao longo da vida. Quando filhotes, as tartarugas-verdes são onívoras, consumindo pequenos invertebrados e algas. Conforme crescem, tornam-se herbívoras, alimentando-se principalmente de algas e ervas marinhas. Essa dieta faz com que sua gordura corporal tenha uma coloração esverdeada, o que deu origem ao seu nome.
As tartarugas-verdes possuem patas adaptadas para nadar. Com um corpo robusto e hidrodinâmico, a tartaruga-verde pode atingir até 143 cm de comprimento e pesar cerca de 230 kg. Sua carapaça pode apresentar cores variadas, como verde, verde-acinzentado e marrom, com manchas negras e amareladas nos indivíduos mais jovens. Sua cabeça é pequena e possui um único par de escamas. A respiração ocorre através das narinas e da boca - por onde entra o ar - e dos pulmões. Então, mesmo vivendo no mar, ela precisa subir à superfície para realizar a respiração pulmonar.
A reprodução acontece nos meses mais quentes do ano, entre dezembro e junho no Brasil. As fêmeas voltam às praias onde nasceram para deixar os ovs na areia. Cada fêmea pode ter entre 1 e 9 ninhadas por temporada, com uma média de 150 ovos por ninho. Os ovos incubam por um período de 45 a 75 dias e, quando os filhotes nascem, saem do ninho geralmente à noite e correm para o mar, guiados pela luz natural.
Apesar de ter saído da lista de espécies ameaçadas, sendo atualmente classificada como quase ameaçada, a tartaruga-verde ainda enfrenta grandes desafios para sobreviver. Entre as principais ameaças estão a poluição marinha, a captura acidental em redes de pesca e a destruição das praias de desova devido ao crescimento das cidades e da ocupação humana.
O nome tartaruga-verde não vem da cor de sua carapaça, mas sim da tonalidade esverdeada de sua gordura, causada pela alimentação herbívora. Além disso, essas tartarugas podem viver até 75 anos ou mais, desempenhando um papel muito importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos, ajudando a manter as áreas de recifes e ervas marinhas saudáveis. Proteger a tartaruga-verde é essencial para a conservação dos oceanos e da biodiversidade marinha!