Professores europeus reúnem-se em Florença para curso sobre Inteligência Artificial
na Educação Inclusiva
Entre os dias 6 e 11 de julho, a cidade de Florença recebeu mais um curso da Europass Teacher Academy, desta vez dedicado ao tema "Inclusive Teaching with Artificial Intelligence" (Ensino Inclusivo com Inteligência Artificial). A ação de formação, com a duração de 30 horas, reuniu um grupo internacional de docentes empenhados em explorar o potencial da IA na promoção da inclusão em contexto escolar.
O grupo de formandos revelou-se particularmente diversificado do ponto de vista geográfico, contando com um grupo de participantes de diferentes países europeus: Lituânia, Espanha, Polónia, Eslovénia e Portugal, representado pelas professoras Bárbara Tavares, Carla Santos e Rute Pinheiro, do Agrupamento de Escolas de Ermesinde. Esta pluralidade de origens e realidades educativas permitiu um enriquecedor cruzamento de experiências e práticas pedagógicas ao longo de toda a semana de trabalho.
Sob orientação da formadora Layla Dari, os participantes desenvolveram competências para integrar ferramentas de inteligência artificial em aulas e atividades letivas, com o objetivo de reforçar o envolvimento dos alunos e melhorar os resultados de aprendizagem. O curso permitiu ainda aprofundar boas práticas para a implementação da IA como instrumento ao serviço da inclusão, um tema que se tem revelado central nas agendas educativas europeias.
Os participantes exploraram ferramentas de IA aplicáveis à sala de aula, como o Napkin (para transformar texto em visuais e esquemas), o Goosechase (para gamificar aprendizagens através de caças ao tesouro digitais) e o Eduaide.ai (assistente de IA para planificação de aulas e materiais didáticos), entre outras, sempre com o foco em reforçar o envolvimento dos alunos e promover a inclusão.
Um balanço claramente positivo
No final da formação, o balanço traçado pelos participantes foi amplamente positivo. Para além da aquisição de novas ferramentas para aplicar em sala de aula, destacou-se o valor da partilha de experiências entre profissionais de diferentes sistemas educativos europeus, um dos aspetos mais valorizados por quem participa neste tipo de mobilidade. Esta experiência formativa insere-se no âmbito do programa Erasmus+, cuja mais-valia para o desenvolvimento profissional docente é amplamente reconhecida. Entre as várias vantagens associadas à participação em mobilidades Erasmus, destacam-se duas particularmente relevantes:
● Atualização e diversificação de práticas pedagógicas — o contacto direto com formadores e colegas de outros países permite aos professores conhecer metodologias e recursos inovadores, muitas vezes ainda pouco explorados nas suas escolas de origem, trazendo-os, depois, para o contexto da sua própria prática letiva.
●Alargamento de redes de contacto internacionais — a mobilidade favorece a criação de laços profissionais duradouros entre docentes de diferentes países, abrindo caminho a futuras parcerias, projetos de cooperação europeia e a um enriquecimento contínuo através do intercâmbio de boas práticas. A participação do Agrupamento de Escolas de Ermesinde neste tipo de iniciativas assume particular relevância no atual contexto educativo, ao contribuir diretamente para a atualização contínua do seu corpo docente. O investimento em mobilidades Erasmus + reflete uma aposta estratégica do Agrupamento na internacionalização, na inovação pedagógica e na melhoria do ensino, com benefícios extensivos, em última análise, a toda a comunidade educativa e, em particular, aos alunos.
Exemplos da componente cultural
Para além do trabalho em sala de aula, houve também tempo para conhecer a cultura e a gastronomia locais: refeições nas típicas tratorias e osterias, uma ida à ópera, visita às Galerias Uffizi e visitas às cidades de Pisa, Siena e San Giminiano completaram a semana, tornando-a rica em troca de experiências e novas aprendizagens.