O clarinetista português Vítor Fernandes é amplamente reconhecido como um dos mais destacados clarinetistas da sua geração. Artista Buffet Crampon e Vandoren, é aclamado pela sua sensibilidade musical, elegância e domínio técnico. Como afirma Romain Guyot, Clarinete Solista da Chamber Orchestra of Europe:
“A sua grande sensibilidade, a sua profunda musicalidade, a sua elegância e refinamento, combinados com um controlo total do som, da respiração e da técnica, sã o incomparáveis.”
Vítor alcançou reconhecimento internacional após vencer o Primeiro Prémio no Concurso Internacional de Clarinete de Gante em 2017 e o Segundo Prémio no 73.º Concurso Internacional de Música de Genebra em 2018. Desde então, tem desenvolvido uma carreira multifacetada que abrange concertos a solo, música de câmara, colaborações orquestrais e uma crescente dedicação ao ensino.
Apresentou-se como solista com orquestras como a Brussels Philharmonic, Sofia Philharmonic, Nordwestdeutsche Philharmonie, Kammerorchester Basel, L’Orchestre de Chambre de Genève, Győr Symphony Orchestra, Royal Symphonic Band of the Belgian Guides, United Nations Orchestra, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Banda Sinfónica Portuguesa e Polish Sinfonia Iuventus Orchestra. O seu repertó rio de concerto estende-se desde a clareza e elegância de Mozart e Spohr até ao modernismo expressivo de Tomasi e Nielsen, incluindo ainda obras contemporâneas de compositores como Frank Ticheli.
Como Clarinete Solista Convidado, Vítor colaborou com muitas das principais orquestras europeias, incluindo a Royal Concertgebouw Orchestra, London Symphony Orchestra, Chamber Orchestra of Europe, Orchestre Philharmonique de Radio France, Rotterdam Philharmonic, Royal Liverpool Philharmonic, SWR Symphonieorchester Stuttgart, Bergen Philharmonic e a Opéra de Lyon, sob a direção de maestros como Mikko Franck, Lahav Shani, Klaus Mäkelä , Paavo Järvi, Domingo Hindoyan e Vasily Petrenko. Enquanto solista, colaborou ainda com maestros como Nayden Todorov, Pierre Bleuse, Lucie Leguay, Nuno Coelho e Kevin Griffiths.
Está igualmente envolvido em projetos de música de câmara, tendo colaborado com artistas como Dmitry Shishkin, Theo Fouchenneret, Elina Vähälä , Anna Egholm e o Quatuor Voce.
A sua agenda recente e futura inclui uma ampla digressã o a solo pela Á sia, com concertos e masterclasses em Taipé, Kaohsiung, Tainan e Zhengzhou (China), seguida de uma tournée com a Chamber Orchestra of Europe. No início de 2026, participará no Seoul Winter Music Festival, prosseguindo depois a sua atividade artística e pedagógica em Genebra, Itália, Noruega e em Portugal, onde mantém uma residência em São João da Madeira, apresentando-se com o Quarteto de Cordas de Matosinhos (antigos ECHO Rising Stars).
Profundamente empenhado na educação musical, Vítor lançou em 2025 uma série de masterclasses em Paris, iniciada com uma sessão no Buffet Crampon Showroom, que pretende desenvolver como uma iniciativa pedagógica regular para jovens clarinetistas. Deu também masterclasses em instituições como a National Taipei University of the Arts, Korean National University of Arts, HAMU Praga, Hochschule für Musik Detmold, Beijing Central Conservatory, SOTA Singapura, CODARTS Roterdão e Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO), entre outras. A sua atividade pedagógica estende-se a festivais e instituiçõ es em toda a Europa, Á sia e América do Sul.
As suas interpretações foram transmitidas pela Rádio e Televisão de Portugal, Radio Télévision Suisse, France Musique, Bartók Radio Hungria e Rádio Nacional da Eslovénia.
Vítor concluiu o seu Mestrado na Haute École de Musique de Genève em 2018, onde recebeu o Prémio Sih-Woo Cardinaux-Chang, e obteve o Diplôme de Soliste com distinção e menção honrosa do júri em 2020.
Fora do palco, gosta de explorar as paisagens naturais de Portugal e os seus trilhos
pedestres.