Na Estação Mapillary, os participantes do AcaraGeo Visita tiveram uma oficina prática sobre como mapear ruas de forma colaborativa. Utilizando apenas o smartphone, eles aprenderam a capturar imagens para a plataforma Mapillary, uma ferramenta de código aberto que funciona como uma alternativa comunitária ao Google Street View.
Os participantes ficaram muito interessados na possibilidade de usar essa tecnologia para mapear e diagnosticar problemas em suas próprias comunidades e o uso Inteligência Artificial (IA) para identificar automaticamente objetos nas fotos, como placas de trânsito, bancos e postes.
O link da plataforma está disponível em: Mapillary
A Estação de Drones combinou uma explicação técnica sobre o uso de Drones com uma aguardada demonstração de voo. Os participantes aprenderam o básico sobre como a aeronave captura imagens de alta resolução para uso em engenharia e cartografia.
Um drone, tecnicamente chamado de Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), é uma aeronave que voa sem piloto a bordo, sendo operado por controle remoto ou seguindo uma rota autônoma pré-programada. Ele funciona como uma plataforma voadora versátil que pode ser equipada com câmeras para fotografia e filmagem, sensores para mapeamento de terrenos e agricultura, ou até mesmo para transportar pequenas cargas.
O maior interesse demonstrado pelos jovens foi entender como usar o equipamento. A demonstração de pilotagem despertou grande entusiasmo, e ficou claro que a maior curiosidade era sobre o "como fazer", vislumbrando o potencial do drone como uma ferramenta de trabalho que eles mesmos poderiam operar.
A Estação Cadastro teve como objetivo apresentar as ferramentas e processos essenciais para o cadastro e a regularização de imóveis. A recepção dos participantes, refletida no questionário, foi extremamente positiva, principalmente entre os estudantes de Engenharia de Agrimensura e Cartografia.
Os participantes valorizaram a oportunidade de entender como é feito o registro de uma propriedade e a importância da demarcação de terras, e conhecer as ferramentas que são utilizadas nessa área.
Na Estação Impressora 3D, foi mostrado sobre como a tecnologia e a cartografia podem ser uma poderosa ferramenta de acessibilidade. O que mais chamou a atenção entre os jovens foi sua aplicação direta na inclusão de pessoas com deficiência (PCD). A discussão sobre como um mapa em relevo pode mudar a forma como uma pessoa com deficiência visual explora um ambiente novo despertou a empatia e a curiosidade dos participantes. Eles se mostraram muito interessados em saber mais sobre a realidade e os desafios de acessibilidade, transformando a estação em um ponto de reflexão e conscientização.
Os monitores explicaram como um mapa digital vira um objeto físico, impresso camada por camada com relevos, texturas e legendas em Braille, permitindo que informações geográficas sejam lidas com as pontas dos dedos.
É uma máquina que cria objetos físicos a partir de um modelo digital. Ela funciona depositando material, como plástico, em camadas sucessivas, uma sobre a outra, até que a peça tridimensional esteja completa.
É um mapa feito para ser lido pelo tato, essencial para a orientação de pessoas com deficiência visual. Ele usa relevos, texturas e escrita em Braille para representar o espaço (ruas, salas, etc.), permitindo que o usuário se localize com mais autonomia.
Nesta estação, os participantes conheceram o OpenStreetMap (OSM) , que é uma plataforma global e colaborativa onde qualquer pessoa, em qualquer lugar, pode adicionar, editar e usar dados de mapa de forma livre e gratuita.
O tema central foi mostrar como o OSM é uma ferramenta poderosa para a cartografia social, permitindo que comunidades mapeiem seus próprios territórios e realidades, muitas vezes invisíveis nos mapas comerciais. Além disso, os participantes puderam utilizar óculos 3D para a visulização de mapas 3D e jogar o “Geomemória”, um jogo da memória geográfico que utiliza imagens do projeto Mapa Biomas para que os participantes adivinhem e localizem nos cards diferentes áreas do Brasil.
Explore e colabore com o OpenStreetMap: https://www.openstreetmap.org
Nesta estação, os participantes conheceram a Caixa de Areia (Sandbox) de Realidade Aumentada, uma ferramenta que une o mundo físico e o digital. Na Caixa de Areia um monitor esculpe o relevo na areia e, simultaneamente, um mapa topográfico com cores e curvas de nível ser projetado sobre a superfície, mudando em tempo real.
Foi explicado que a tecnologia por trás da ferramenta combina uma câmera de profundidade Intel RealSense, que "lê" o formato da areia, com um projetor que "desenha" o mapa por cima.