Instrumentum Laboris para a Jornada de Pastoral Familiar
Ao longo da nossa Jornada, faremos uma experiência de caminho sinodal –comunhão, de participação e missão – de discernimento comunitário sobre a pastoral familiar no momento atual da Igreja e do mundo.
A dinâmica de discernimento comunitário que pretendemos experimentar tem por base um caminho de discernimento pessoal, tendo em conta a experiência pessoal de cada um e de cada família, mas também, e sobretudo, a forma como o Espírito Santo nos sugere que devemos interpretar essa experiência e que passos concretos nos inspira para a renovação da pastoral familiar.
É importante ter por base o tema que nos congrega e que foi exposto na meditação inicial: “Famílias, sujeitos de evangelização”. Ao final do dia, deveríamos ter uma resposta para a questão: “Como ajudar as famílias cristãs a serem sujeitos de evangelização?” (outras questões que podem ajudar a perceber o alcance pretendido: “Como podem as famílias cristãs ser os principais sujeitos da pastoral familiar?” [cf. AL 200]; “Que outros setores da evangelização podem receber um contributo específico e concreto das famílias cristãs”; “Como ajudar as famílias cristãs a passar de consumidoras a produtoras e dinamizadoras de conteúdos de evangelização?”)
Os passos do discernimento são três que correspondem a três momentos distintos:
Reconhecer (uma leitura do tempo presente a partir da experiência de cada um: que vejo no mundo presente?);
À escuta da realidade concreta de base
A realidade é mais importante do que a ideia» (cf. Evangelii Gaudium 231-233): nesta Primeira Parte somos convidados a escutar e olhar as famílias nas condições reais em que se encontram, bem como a ação da Igreja em relação a elas. (cf. Instrumentum Laboris do Sínodo dos Jovens, n. 4)
Interpretar (uma leitura espiritual dos resultados do primeiro passo, com base na oração pessoal: como leio aquilo que vejo à luz da minha fé em Jesus Cristo?; começa-se a pensar em passos concretos a dar para converter a realidade e transformá-la à luz do Evangelho)
Fé e pastoral familiar: deixar-se inquietar e procurar caminhos concretos
O segundo passo é regressar àquilo que foi reconhecido no primeiro passo, recorrendo a critérios de interpretação e avaliação a partir de um olhar de fé. As categorias de referência só podem ser as bíblicas, antropológicas e teológicas expressas pelas palavras-chave da Jornada: famílias; evangelização; graça do sacramento nupcial.
O apelo de Cristo a viver segundo as suas intenções é o nosso horizonte de referência e, ao mesmo tempo, permanece uma fonte de sã inquietude de crise benéfica: «Uma fé que não nos põe em crise é uma fé em crise; uma fé que não nos faz crescer é uma fé que deve crescer; uma fé que não nos questiona é uma fé sobre a qual nos devemos questionar; uma fé que não nos anima é uma fé que deve ser animada; uma fé que não nos sacode é uma fé que deve ser sacudida» (Papa Francisco) (cf. Instrumentum Laboris do Sínodo dos Jovens, nn. 3 e 73)
Eleger (fazer opções, com base nos passos anteriores, que sejam viáveis e que possam ser propostas válidas a apresentar na pastoral das dioceses de cada um)
Caminhos de conversão pastoral e missionária
Nesta terceira fase de discernimento, é necessário examinar os instrumentos e as práticas pastorais, e cultivar a liberdade interior necessária para escolher os que melhor nos permitam alcançar o objetivo e abandonar os que se revelam menos capazes de o fazer.
“Escolher” não significa dar respostas definitivas aos problemas encontrados, mas antes de mais identificar passos concretos para crescer na capacidade de realizar, como comunidade eclesial, os processos de discernimento em vista da missão.
Com base nos elementos interpretativos do contexto surgidos no Passo 2, trata-se agora de concentrar-se na determinação da perspetiva, do estilo e dos instrumentos mais adequados para permitir que a Igreja cumpra a sua missão para com as famílias: ajudá-las a encontrar o Senhor, a sentir-se amadas por Ele e a responder ao seu chamamento à alegria do amor. (cf. Instrumentum Laboris do Sínodo dos Jovens, nn. 3, 137 e 139)
Passo 1 – RECONHECER: à escuta da realidade concreta de base
Identificar, através do diálogo e do debate, as três dificuldades e os três desafios mais importantes em relação à pastoral familiar, em relação ao tema “Famílias, sujeitos de evangelização”.
Primeira dificuldade
Segunda dificuldade
Terceira dificuldade
Primeiro desafio
Segundo desafio
Terceiro desafio
Passo 2 – INTERPRETAR: fé e pastoral familiar – deixar-se inquietar – caminhos a percorrer
Retomemos os desafios identificados no Passo 1 e procuremos identificar, através do diálogo e do debate:
Que desafios atuais da pastoral familiar podem ser verdadeiras oportunidades para uma conversão pastoral, em ordem a responsabilizar as famílias na evangelização?
Quais são as mentalidades a converter para poder enfrentar com determinação esses desafios?
Que mudanças pastorais são necessárias para superar esses desafios e agarrar as oportunidades que se abrem?
Desafios
como oportunidades
Mentalidades
a converter
Mudanças pastorais necessárias
Passo 3 – ESCOLHER: caminhos de conversão pastoral e missionária
Identificar, através do diálogo e do debate, passos concretos a dar para a conversão da pastoral familiar nas dioceses (como indicador sugere-se: duas opções pastorais e um possível projeto pastoral)
Grupos mistos
Primeira escolha
Segunda escolha
Projeto pastoral
Grupos por Zonas Geográficas / Movimentos
Primeira escolha
Segunda escolha
Projeto pastoral