O Evangelho da Família
Os Padres sinodais insistiram no facto de que as famílias cristãs são, pela graça do sacramento nupcial, os sujeitos principais da pastoral familiar, sobretudo oferecendo « o testemunho jubiloso dos cônjuges e das famílias, igrejas domésticas Para isso – sublinharam – é preciso fazer-lhes « experimentar que o Evangelho da família é alegria que “enche o coração e a vida inteira”, porque, em Cristo, somos “libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento”(Evangelii gaudium, 1).
À luz da parábola do semeador (cf. Mt 13, 3-9), a nossa tarefa consiste em cooperar na sementeira: o resto é obra de Deus. E não se deve esquecer também que a Igreja, que prega sobre a família, é sinal de contradição » mas os esposos agradecem que os pastores lhes ofereçam motivações para uma aposta corajosa num amor forte, sólido, duradouro, capaz de enfrentar todos os imprevistos que lhes surjam. É com humilde compreensão que a Igreja quer chegar às famílias, com o desejo de « acompanhar todas e cada uma delas a fim de que descubram a saída melhor para superar as dificuldades que encontram no seu caminho ».
Não basta inserir uma genérica preocupação pela família nos grandes projectos pastorais; para que as famílias possam ser sujeitos cada vez mais activos da pastoral familiar, requer-se « um esforço evangelizador e catequético dirigido à família », que a encaminhe nesta direcção.
Amoris Laetitia, 200
Objectivos da Jornada Nacional da Pastoral Familiar
Viver uma experiência de discernimento pastoral, segundo as três etapas: reconhecer, interpretar, escolher;
Experimentar um estilo sinodal, no triplo movimento: comunhão, participação, missão;
Projetar juntos uma pastoral missionária e evangelizadora em que as famílias são sujeitos dessa pastoral, em saída, para chegar a todos.