Marcas d’Água é produto de um trabalho de graduação apresentado ao Departamento de Comunicações e Artes da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo, na disciplina de Tecnologias da Comunicação na Sociedade Contemporânea – CCA0290 – 2025205.
O projeto propõe uma investigação sobre a trajetória do que se entende como "pirataria" — de sua origem marítima à sua reconfiguração digital — como prática histórica de circulação, acesso e resistência cultural.
Atualmente, o a iniciativa conta com uma linha do tempo que apresenta marcos históricos entre 1980 e 2025, relacionando transformações tecnológicas, políticas e culturais ao modo como se distribuem e preservam bens culturais no mundo digital.
Mais do que um relato cronológico, pretende-se despertar uma reflexão crítica sobre a tensão entre cultura livre e cultura da permissão, mostrando como práticas e ações de acesso aberto opera, e tensionam simultaneamente entre infração, mediação e infraestrutura.
A experiência busca provocar o visitante a questionar: quem pode acessar, armazenar e preservar a cultura em um mundo governado por licenças, plataformas e algoritmos?
Ao longo da narrativa, o público é convidado a percorrer uma história marcada por paradoxos: a expansão do compartilhamento global e o alargamento do controle corporativo; a promessa de acesso ilimitado e a exclusão simbólica de vozes, obras e memórias.
O projeto integra fundamentos de cultura digital, comunicação, políticas de acesso e preservação de acervos.