Nesta linha do tempo, acompanhamos a evolução comucacional e tecnológica de marcos que se aproximam — ou de alguma forma foram (às vezes, forçadamente) relacionados — ao conceito de pirataria, especialmente digital, em diálogo com as transformações da mídia e da cultura digital.


Ao longo das últimas décadas, as práticas de recriação e compartilhamento tornaram-se parte estruturante de experiências culturais. Do camelô à nuvem, do disquete à IA, pessoas que têm conhecimento de conceitos, técnicas e métodos de rede e sistema da informação, de alguma forma, aplicam esses saberes para explorar, testar e modificar imposições dominantes.


Cada momento histórico revela uma disputa: entre cópia e controle, entre acesso e exclusão, entre memória e apagamento. E faz pensar: o que chamamos de pirataria pode ser, também, o que mantém viva a circulação do conhecimento em tempos de bloqueios e algoritmos.