Inteligência Artificial na pós-graduação brasileira: o que revela o mapeamento dos cursos lato sensu

Estudo analisa a oferta de especializações em Inteligência Artificial no Brasil e aponta tendências, lacunas regionais e desafios para a formação de profissionais na área

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um tema restrito a laboratórios de pesquisa e passou a integrar o cotidiano de empresas, serviços públicos e da própria área da saúde. Mas como o Brasil está formando profissionais para lidar com essa transformação?

Um estudo conduzido pelo pesquisador André Massahiro Shimaoka e pelo professor Luciano Rodrigo Lopes, vinculados ao DIS/EPM da Unifesp, analisou a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu (especializações) em Inteligência Artificial no país. O objetivo foi entender como está estruturada essa formação e quais são suas principais características.

Crescimento acelerado — mas desigual

O levantamento mostra que houve um aumento significativo na oferta de cursos de especialização em IA nos últimos anos. Esse crescimento acompanha a expansão do interesse do mercado por soluções baseadas em dados, automação e aprendizado de máquina.

No entanto, a distribuição desses cursos não é homogênea. A maior parte está concentrada nas regiões Sudeste e Sul, refletindo desigualdades históricas na oferta de ensino superior e na infraestrutura tecnológica. Em outras regiões, a presença ainda é limitada, o que pode impactar a formação de profissionais locais e ampliar diferenças no acesso às oportunidades.