A mobilidade sustentável é um dos desafios mais importantes nas grandes cidades de hoje. Encontrar formas de equilibrar o desenvolvimento urbano com inclusão social e cuidado com o meio ambiente é uma necessidade crescente. Sabemos que o transporte motorizado é um dos principais contribuintes para as emissões de gases de efeito estufa, como o monóxido e dióxido de carbono, metano, Clorofluorcarbonetos (CFCs), entre outros. O excesso de carros também gera engarrafamentos, poluição sonora e o esgotamento de recursos não renováveis.
Nesse contexto, a bicicleta surge como uma solução acessível e eficiente. Mas, promover a mobilidade sustentável não se resume a trocar o carro pela bike; envolve também ações que podem inspirar outras pessoas e transformar o espaço urbano. E como você pode contribuir nesta missão?
Adotar a boa prática de usar a bicicleta ou combinar outros meios de transporte. A bicicleta é um dos transportes mais sustentáveis. Substituir o carro pela bike em pequenos trajetos reduz a emissão de gases de efeito estufa, melhora a qualidade do ar e ainda traz benefícios à sua saúde física e mental. Se a bicicleta não for suficiente para todo o percurso, experimente combiná-la com outros transportes coletivos, como ônibus e metrô. Muitas cidades têm investido em infraestrutura que facilita esse tipo de integração. Reduzir a necessidade de longos deslocamentos também é uma forma de promover a mobilidade sustentável. Comprar de fornecedores próximos ou frequentar locais no seu bairro é uma atitude simples, mas eficaz.
Conscientizar as outras pessoas. A união faz a força! Compartilhe informações sobre os benefícios da mobilidade sustentável com amigos, familiares e colegas. Uma boa conversa ou post nas redes sociais pode inspirar outras pessoas a repensarem seus hábitos de transporte.
Apoiar políticas públicas de incentivo. Participe de discussões e movimentos que incentivem investimentos em ciclovias, transporte público de qualidade e projetos urbanos que priorizem pedestres e ciclistas.
Organizar ou participe de eventos locais. Eventos como passeios ciclísticos comunitários, corridas, movimentos de arrecadação e oficinas de manutenção de bicicletas ajudam a fortalecer a comunidade de ciclistas e mostram para mais pessoas que é possível e seguro usar a bicicleta no dia-a-dia. Nesse contexto, também é importante que as pessoas busquem dar visibilidade a esses eventos.
Doar. Doar bicicletas e itens de segurança que não estão mais em uso é uma atitude que vai além de praticar o bem. Essa ação permite que pessoas menos favorecidas tenham acesso à bicicleta, um meio de transporte que traz inúmeros benefícios. Além disso, contribui para que mais pessoas descubram as vantagens desse hábito sustentável, promovendo a inclusão e o uso consciente dos recursos.
Manter sua bicicleta em boas condições não apenas prolonga sua vida útil, mas também garante sua segurança e um bom desempenho. Uma manutenção regular pode prevenir problemas antes que eles ocorram, reduzindo custos e evitando situações perigosas, como possíveis acidentes. É preciso sempre lembrar que, em situações de risco, quase sempre acabamos envolvendo a segurança de outras pessoas. Por isso, trata-se, também, de uma questão de empatia. Aqui estão os principais itens que precisam ser verificados de forma constante:
1. Pneus e Rodas
Pressão dos pneus: Verifique regularmente e mantenha a pressão adequada para seu peso e função do equipamento para evitar furos e melhorar a performance.
Estado dos pneus: Inspecione por desgastes, rachaduras ou cortes.
Raios e rodas: Certifique-se de que os raios estejam tensionados e as rodas alinhadas. Um ajuste preciso do aperto para alinhar a forma do aro deve ser feito por um especialista.
2. Freios
Pastilhas de freio: Observe o desgaste e substitua quando necessário.
Câmbios ou cabos: Certifique-se de que os cabos estejam ajustados e sem danos.
3. Transmissão
Corrente: Limpe e lubrifique regularmente para evitar desgaste prematuro.
Coroas e catracas: Verifique por desgastes e acúmulo de sujeira.
4. Quadro e Componentes
Parafusos: Aperte os parafusos regularmente para evitar folgas.
Quadro: Verifique por trincas ou danos.
5. Suspensões (se aplicável)
Limpe as hastes e verifique o funcionamento adequado.
Realize a revisão conforme recomendação do fabricante.
6. Lubrificação Geral
Aplique lubrificante em partes móveis recomendadas, como rolamentos e pedais, para garantir um funcionamento suave e com menor desgaste.
7. Verificações Gerais
Realize um teste rápido antes de cada pedalada prolongada para garantir que tudo esteja funcionando corretamente, e não deixe de levar sua bicicleta a um especialista para realizar uma revisão periódica.
Manutenções simples podem ser feitas em casa, mas é importante levar a bicicleta a um mecânico especializado periodicamente para uma revisão mais detalhada
Usar os equipamentos certos é essencial para garantir a segurança e o conforto ao pedalar. Eles ajudam a proteger o ciclista de lesões em caso de quedas e aumentam a visibilidade nas vias, evitando acidentes. Além disso, esses equipamentos promovem uma experiência mais tranquila e confiável para o ciclista, especialmente em trajetos mais desafiadores ou em ambientes urbanos movimentados.
Então, o que deve ser usado e por que? Quais equipamentos são opcionais e quais são obrigatórios para uma pedalada segura?
Capacete: é a proteção indispensável mais importante para os ciclistas. Ele protege a cabeça em caso de quedas ou impactos, reduzindo significativamente o risco de lesões graves. Para funcionar bem, o capacete deve estar ajustado firmemente na cabeça, com a correia presa ao queixo e o ajuste adequado à circunferência craniana. Escolher um modelo certificado por normas de segurança é indispensável, como as regulamentações EN 1078 (padrão europeu) ou CPSC (padrão americano), que garantem a eficácia do capacete em situações de impacto. Além disso, ele deve ser substituído após qualquer impacto relevante, mesmo que não apresente danos visíveis.
Farol dianteiro e lanterna traseira: item indispensável. São úteis para iluminar o caminho em passeios noturnos ou em condições de baixa luminosidade. Eles também aumentam a visibilidade do ciclista para motoristas e pedestres, tornando-o mais perceptível nas vias. As lanternas servem para alertar os veículos que estão atrás sobre a presença do ciclista. Luzes que piscam são particularmente eficazes para chamar atenção. Certifique-se de que o farol esteja em bom estado de funcionamento, com baterias carregadas ou recarregáveis, e escolha modelos com modos de luz ajustáveis, como pulsante ou constante, para diferentes necessidades.
Luva de proteção: protegem as mãos contra arranhões e lesões em caso de quedas, além de melhorar a aderência ao guidão, especialmente em condições de chuva ou suor. Usar luvas regularmente também ajuda a prevenir calosidades e garante maior controle durante o uso da bicicleta, mas a sua não utilização não afeta drasticamente na segurança ao pedalar.
Joelheiras e cotoveleiras: ideais para quem pedala em trilhas ou pratica esportes como BMX e mountain biking. Eles protegem as articulações contra impactos em terrenos difíceis. Também são recomendadas para crianças e iniciantes, ajudando a prevenir lesões mais graves em caso de quedas.
Roupas adequadas: serem confortáveis e seguras faz muita diferença na experiência de pedalar. Tecidos refletivos ajudam os motoristas a verem o ciclista à noite, aumentando a segurança. Em climas frios, roupas térmicas ajudam a manter o calor corporal, enquanto em dias quentes, tecidos leves e respiráveis evitam superaquecimento. Para trajetos longos, calças com acolchoamento interno são recomendadas para reduzir o impacto no assento e proporcionar maior conforto. Independente da atividade, é sempre importante usar roupas que tornem o ciclista visível no trânsito, principalmente na baixa visibilidade.
Adesivos refletores: são uma solução prática e acessível para aumentar a visibilidade do ciclista à noite. Podem ser aplicados em diversas partes da bicicleta. Posicione os adesivos em lugares visíveis e estratégicos, como nas laterais das rodas, onde refletem a luz dos faróis de veículos, e ao longo do quadro, especialmente em áreas mais próximas ao guidão e ao selim. Certifique-se de que os adesivos estejam limpos e bem fixados antes de pedalar.
Campainha ou buzina: essencial para alertar pedestres e outros ciclistas sobre a presença do ciclista. Seu uso é especialmente importante em ciclovias, parques ou áreas movimentadas, onde a comunicação rápida pode evitar colisões.
Espelho retrovisor: permite que o ciclista observe o tráfego atrás sem precisar virar o corpo. Ele pode ser fixado no guidão ou no capacete. Espelhos ajustáveis e com proteção anti-reflexo são ideais para trajetos urbanos e diurnos, enquanto modelos dobráveis são práticos para armazenamento.
Óculos de proteção: ajudam a proteger os olhos contra poeira, vento e insetos. Eles também reduzem o desconforto causado pelo sol, especialmente quando possuem lentes com proteção UV. Embora opcionais, os óculos são especialmente úteis em trilhas ou áreas com alta concentração de partículas suspensas no ar.
Um dos desafios mais comuns enfrentados por ciclistas, tanto em grandes metrópoles quanto em pequenas cidades, é a prevenção contra furtos e roubos. Esse problema afeta especialmente aqueles que possuem bicicletas de maior valor de mercado, tornando-as alvos atrativos para criminosos.
Embora soluções definitivas dependam de intervenções por meio de políticas públicas (como a ampliação de estacionamentos seguros, campanhas educativas e o fortalecimento da segurança), há medidas que todos os ciclistas podem adotar para minimizar os riscos e proteger seu bem.
Escolha de um cadeado de alta qualidade. Prefira modelos robustos, como "U-lock" ou correntes reforçadas, para dificultar a ação de criminosos.
Formas adequadas de travar a bicicleta. Prenda o quadro e pelo menos uma das rodas a um ponto fixo e seguro. Prefira pretender a bicicleta de forma a dificultar seu transporte em caso de um furto.
Escolha de locais seguros. Estacione em áreas bem iluminadas, movimentadas e equipadas com suportes específicos para bicicletas. Na falta de locais adequados, busque superfícies presas ao solo e evite locais sem qualquer tipo de fiscalização.
Equipar a bicicleta com componentes anti-furto. Utilize parafusos especiais ou dispositivos semelhantes para proteger partes removíveis, como selim e rodas.
Evitar deixar a bike estacionada por longos períodos. Sempre que possível, limite o tempo em que a bicicleta fica sem supervisão.
Tecnologias de rastreamento. É sempre uma boa ideia instalar dispositivos GPS que possam auxiliar na localização em caso de furto.
Personalizar e marcar a bicicleta. Coloque sua personalidade na bicicleta. Adicione adesivos ou gravações exclusivas para desestimular o roubo e facilitar a identificação.
Nesta seção, vamos apresentar as principais ferramentas utilizadas na manutenção de bicicletas, explicando para que servem e como podem auxiliar em diferentes situações. Com os equipamentos certos, você garantirá uma manutenção eficiente, segura e com menos riscos de erros.
Realizar a manutenção da sua bicicleta exige o uso de ferramentas adequadas e em bom estado. Ferramentas de baixa qualidade ou desgastadas podem causar danos aos componentes da bicicleta ou até mesmo resultar em acidentes durante o uso.
Chaves Allen: Utilizadas para apertar ou soltar parafusos e porcas que tenham um furo hexagonal como encaixe.
Alicate de Corte, de Bico, de Pressão e Universal: Utilizados para cortar, segurar, apertar ou travar componentes.
Chave de Fenda e Phillips: Utilizadas para apertar ou soltar parafusos com desenho da cabeça específicos para essa ferramenta.
Chave Fixa e Ajustável: Utilizadas para apertar ou soltar parafusos e porcas, que possuem a cabeça com formato hexagonal, como o nome diz a fixa possui tamanho fixo e a ajustável você ajusta o tamanho dela de acordo com o que precisa.
Chave Catraca e seu Bits: Utilizada para apertar ou soltar parafusos e porcas que estão em locais apertados mais rapidamente, pois não é necessário desencaixar várias vezes a chave, os bits são colocados na chave para adaptá-la ao parafuso ou porca que está sendo utilizado no local.
Extrator de Pedivela: Utilizado para desmontar o pedivela da bicicleta quando este está preso em um movimento central de ponta quadrada.
Extrator de Movimento Central: Utilizado para montar ou desmontar o movimento central da bicicleta.
Extrator de Corrente: Utilizado para retirar um pino da corrente, para montar ou desmontar a corrente da bicicleta.
Extrator de Catraca e Cassete: Utilizado para montar ou desmontar a catraca e o cassete da bicicleta.
Ferramenta para montar e desmontar a caixa de direção: Utilizada para montar ou desmontar a caixa de direção da bicicleta.
Chave de Raios: Utilizada para montar ou desmontar os raios no aro da bicicleta.
Óleo Lubrificante, Cera, Graxa e Desengraxante: o óleo diminui atrito entre partes móveis, já a cera é muita utilizada para lubrificar a corrente, pois demora mais para sair do que os outros, graxa utilizada para lubrificação de locais fechados, como rolamentos e o desengraxante é utilizado para a limpeza de superfícies onde anteriormente havia sido utilizado algum tipo de lubrificante.
Para entender o funcionamento e a performance de uma bicicleta, é fundamental entender o que é a tração. De maneira sucinta, a tração é a força que alavanca a bicicleta quando o ciclista pedala, permitindo seu deslocamento. É por meio da tração que o impulso aplicado ao movimento de pedalar é transformado em energia, transmitindo-a para as rodas através do sistema de pedais, pedivela, corrente, engrenagens e roda traseira. Uma boa tração, além de permitir que o ciclista controle melhor sua bicicleta, contribui para a velocidade e a aceleração do veículo em condições adversas.
Esse sistema de geração de movimento tem início quando o ciclista pedala. A rotação dos pedais é transmitida para a corrente da bicicleta por meio da pedivela: componente que conecta os pedais ao eixo central da bicicleta. Este pode ter mais de uma coroa (engrenagem dianteira), variando seu comprimento de acordo com o modelo da bicicleta. Um pedivela mais longo gera maior impulso, porém dificulta o giro.
A corrente é responsável por conectar a coroa ao cassete ou pinhão da roda traseira, transmitindo a força aplicada nos pedais para o sistema de engrenagens. Quando girada, essa força é transferida para a roda traseira, fazendo com que as engrenagens movimentem a roda. Por fim, essa energia é aplicada ao solo por meio do contato entre o pneu e o chão, e a tração gerada permite que a bicicleta se desloque para frente de forma eficiente.
O cassete é constituído por várias engrenagens de tamanhos diferentes presas no cubo traseiro, e a escolha da engrenagem influencia diretamente a facilidade de pedalar e a velocidade da bicicleta. Uma engrenagem maior atrás, por exemplo, deixará as marchas mais leves, sendo comum para trilhas cassetes com engrenagens grandes. Ademais, uma maior quantidade de engrenagens resulta numa maior possibilidade de combinação com as coroas, e, portanto, numa maior quantidade de marchas possíveis para a bicicleta: multiplicando-se o número de engrenagens do cassete com o número de coroas, obtém-se a quantidade de marchas da bicicleta. Por exemplo, uma bicicleta de 24 marchas tem 8 engrenagens atrás e 3 coroas na frente, enquanto uma de 27 marchas tem 9 engrenagens atrás e 3 coroas na frente.
As marchas são um recurso importante para otimizar a tração em diferentes tipos de terreno e velocidade. A troca de marchas nada mais é do que o ajuste sobre qual engrenagem da roda traseira vai interagir com a corrente, tornando o pedalar mais fácil e devagar caso seja combinada uma engrenagem maior na roda de trás e uma coroa menor na pedivela, ou mais rápido e difícil para uma engrenagem menor e a coroa maior.
Por fim, pode-se citar a roda livre ou cubo livre, componente que permite a roda traseira girar livremente mesmo que o ciclista pare de pedalar, possibilitando que a bicicleta mantenha velocidade sem precisar que uma força seja aplicada nos pedais o tempo todo.
6.1 O Movimento Circular Uniforme (MCU) Aplicado a Bicicletas
A transmissão do movimento circular entre duas rodas ou engrenagens pode ocorrer de dois modos: encostando-os (Fig. 3a) ou ligando-os por uma corrente, como acontece no caso das bicicletas (Fig. 3b). Em ambos os casos, usam-se engrenagens cujos dentes se adaptam entre si e se encaixam nos elos da corrente de ligação, evitando deslizamento ou escorregamento. A diferença, porém, é que na primeira maneira de conectar essas engrenagens ocorre a inversão do sentido do movimento dos componentes envolvidos, o que não acontece na transmissão por corrente.
Ainda assim, destaca-se que em ambas as situações as velocidades lineares de qualquer ponto contido na superfície das duas rodas são iguais em relação ao tempo, VA=VB. Sabe-se da física que V=ω×R, sendo V a velocidade linear, ω a velocidade angular medida em radianos por segundo e R o raio das rodas/engrenagens em questão. Assim, para o exemplo, tem-se:
Observamos que as velocidades angulares das rodas são inversamente proporcionais aos respectivos raios.
Ver figuras e equações no PDF.
O conjunto de rodas de sua bicicleta sempre merece uma atenção especial, pois ele influencia diretamente em sua estabilidade e conforto, além de que, tendo esses componentes em bom estado, você se previne do desgaste excessivo e de eventuais furos em sua câmara de ar.
Existem diversos tipos de calibradores e bombas, porém, o método é essencialmente o mesmo: apoie a bicicleta em uma superfície estável, de modo que ela não tombe ou caia em você. Remova a tampa protetora do bico-válvula, desrosqueando-a. O bico sempre está localizado no perímetro interno do aro, na parte rígida. Em seguida, introduza o bocal da bomba no pino, trave-o e bombeie o ar até que a pressão esteja dentro dos limites adequados. Terminado o processo, remova o bocal rapidamente, sem deixar com que o ar vaze e coloque a tampa do pino.
Calibração: Em todo pneu existe um escrito em sua banda lateral, no qual possui as informações de qual a calibração para ele, portanto sempre verifique com um calibrador se a pressão interna do seu pneu está entre a máxima e a mínima recomendadas, isso garante uma boa aderência do pneu e evita o desgaste excessivo dele.
Desgaste do Pneu: Rachados pelo pneu, ou até mesmo o pneu estiver despedaçando, indicando que esse está ressecado, ou quando perceber que os cravos do pneu já estão quase desaparecendo por completo, indicando que o pneu já foi gasto totalmente e precisa ser trocado, utilizar pneus muito gastos faz com que sua câmara de ar fure mais facilmente.
Sentido de Rotação: Na banda lateral de todo pneu há o desenho de uma flecha, esta indica o sentido no qual o pneu deve girar quando você estiver pedalando para frente, assim se esse estiver errado, você irá aumentar o desgaste e diminuir a aderência do pneu.
Desalinhamento do Aro: Quando o aperto dos raios está mal distribuído gera o desalinhamento do aro, isso também pode ocorrer devido a fortes impactos que acabam entortando os raios ou até mesmo o aro, porém esse é um caso mais extremo, normalmente reajustando o aperto dos raios será o suficiente para alinhar novamente a roda. Desalinhamentos acentuados podem ser percebidos a olho nu, mas para um ajuste correto, recomenda-se levar a bicicleta para uma oficina.
Identificar um furo: Para identificar um furo na câmara de ar é necessário tê-la em mãos, assim um dos métodos mais simples e rápidos de se identificar o furo é: encher uma bacia com água, após isso afunde a câmara dentro da água e assim quando o furo estiver submerso você verá a liberação de bolha exatamente no local onde existe o furo. Uma forma mais prática é apenas molhar a câmara de ar e assim ocorrerá também a liberação de bolhas no local.
Retirar a Câmara de Ar: Para retirar a câmara de ar da bicicleta é necessário ter em mãos duas espátulas para retirar o pneu do aro, assim quando encaixadas no aro você deve fazer uma alavanca de forma que puxará o pneu para fora do aro, retirando o pneu, a câmara estará livre para ser retirada.
Remendar a Câmara de Ar: Tendo a câmara de ar em mãos e o furo identificado, deve-se limpar o local onde será aplicado o remendo. Recomenda-se limpar e lixar o local para aumentar aderência da cola. Então aplica-se a cola e deve-se esperar um tempo para aplicar o remendo. O tubo da cola indica o tempo necessário, que normalmente é de 1 a 2 minutos. Em seguida, é aplicado o remendo no local, removendo excessos no tamanho. Finalmente, espera-se a cola secar e assim já poderá montar novamente seu pneu com segurança.
Escolher o tamanho ideal de bicicleta é uma das etapas mais importantes para garantir conforto, segurança e eficiência ao pedalar. Pessoas com diferentes tamanhos e pesos precisam de quadros ajustados às suas necessidades: ciclistas maiores e mais pesados geralmente se beneficiam de quadros mais compridos e reforçados, enquanto ciclistas menores costumam optar por quadros mais estreitos e com geometria adaptada.
Usar uma bicicleta de tamanho inadequado pode trazer riscos significativos. Uma bicicleta pequena pode tornar a experiência desconfortável, causando dores nas articulações dos braços, joelhos e nas costas. Por outro lado, uma bicicleta muito grande pode comprometer a segurança, dificultando a mobilidade e o alcance do ciclista ao chão. Em situações de emergência, a incapacidade de apoiar os pés no chão pode ser especialmente perigosa.
Para encontrar o tamanho ideal, é preciso levar em conta a sua altura, o comprimento das pernas e o tipo de bicicleta que você deseja usar. O método apresentado a seguir é eficaz, mas claramente não deve ser dado como absoluto. Além dos cálculos, precisamos levar em consideração a geometria do quadro (se ela favorece a pessoa e a função da bicicleta), as proporções corporais do ciclista, e claro, o teste pessoal para verificar se a bicicleta causa qualquer desconforto à pessoa.
O primeiro passo é medir sua altura. Para isso, fique descalço, em pé, encostado em uma parede, com os pés ligeiramente separados. Use uma fita métrica para medir da base dos pés até o topo da cabeça.
A segunda medida é o cavalo. Essa medida ajuda a determinar a altura ideal do quadro e a distância ao chão, garantindo segurança em paradas. Trata-se da distância da base dos pés até a parte interna das pernas, simulando como se estivesse sentado no banco da bicicleta. Fique descalço e encoste-se em uma parede. Para encontrar essa medida, mantenha as pernas levemente afastadas (cerca de 15 cm). Meça a distância do chão até o ponto mais alto entre as pernas (como se estivesse sentado no selim).
Para calcular o tamanho do quadro ideal para seu porte, é preciso ter em mãos a medida do cavalo. O cálculo varia de acordo com o tipo de bicicleta:
Para Mountain Bike (MTB), o cálculo é feito usando o cavalo (em cm) × 0,66 = tamanho do quadro em cm.
Para Bicicleta de Estrada, o cálculo é feito usando o cavalo (em cm) × 0,67 = tamanho do quadro em cm.
Já para Bicicletas Híbridas ou Urbanas, usa-se uma proporção intermediária ou consultamos as tabelas de tamanhos e proporções fornecidas pelo fabricante.
A regulagem correta da altura e da inclinação do selim é essencial para garantir uma pedalada mais confortável, segura e eficiente. Com o ajuste certo, o ciclista pode aproveitar ao máximo sua bicicleta, reduzindo o esforço e prevenindo desconfortos. Por outro lado, um selim mal ajustado pode causar dores, comprometer o desempenho e até aumentar o risco de lesões. Neste módulo, você aprenderá, passo a passo, como ajustar a altura e a inclinação do selim, adaptando sua bicicleta perfeitamente às suas necessidades.
1. Altura
Posicione sua bicicleta sobre uma superfície plana, firme e nivelada. Deixe-a encostada ou presa, de forma que ela não tombe com seu próprio peso.
Suba na bicicleta e apoie os calcanhares sobre os pedais. Antes de subir, certifique-se de que a abraçadeira do selim está bem presa, para que ele não desça abruptamente quando você montar na bicicleta.
Pedale para trás até que um dos pedais fique na posição mais baixa. Sua perna deve ficar quase totalmente esticada, mas com o joelho levemente flexionado (cerca de 15 a 25 graus). Os pés devem estar posicionados no pedal de forma correta: planta do pé no meio do pedal, eixo do pedal alinhado ao primeiro metatarso e mantendo a ponta do pé para fora do pedal.
Solte a abraçadeira ou o parafuso do canote usando uma chave adequada. Suba ou desça o selim até atingir a altura ideal. Aperte o parafuso firmemente após o ajuste, e certifique-se de que, ao olhar por cima, o selim esteja alinhado com o quadro, garantindo que você não ficará torto quando montar na bicicleta.
Teste seu ajuste: pedale e verifique se seus quadris não balançam ao girar os pedais. Caso isso ocorra, abaixe o selim levemente.
2. Deslocamento horizontal
Confira sua regulagem: a maioria dos bancos possui uma regulagem no deslocamento horizontal do banco, permitindo que a pessoa o posicione mais para frente ou mais para trás. Após ajustar a altura, verifique como está sua postura, a inclinação do seu corpo, e se há desconforto na região pélvica.
Após testar, desça da bicicleta e afrouxe o parafuso localizado na parte de baixo do selim. Mova-o sobre seu trilho, de forma a deslocá-lo para frente ou para trás.
Caso sinta sua coluna muito comprimida, ou os braços muito dobrados ao montar na bicicleta, afaste o selim movendo-o para trás. Caso perceba que seu braço está completamente esticado, que a coluna está tensionada ao montar na bicicleta, ou caso sinta um desconforto na região pélvica, mova-o para frente.
3. Inclinação
Deixe o selim inicialmente em sua configuração padrão: é deixar o selim paralelo ao chão. Use um nível de bolha para ajudar na verificação.
Adapte conforme a necessidade: se sentir pressão excessiva na região pélvica, incline levemente o selim para baixo (2 a 3 graus). Se sentir desconforto nos braços ou nas mãos, incline o selim levemente para cima.
Aperte novamente os parafusos, confira os apertos e certifique-se de que todos estão bem pressionados. Por fim, faça um teste e confira se é necessário fazer mais algum ajuste fino.
Sempre que realizar ajustes ou mexer em qualquer componente da bicicleta, é fundamental conferir o aperto de todos os parafusos e fixações.
Certifique-se de que os parafusos estejam bem ajustados, sem excessos ou folgas, para evitar problemas mecânicos durante o uso. Componentes mal apertados podem se soltar ou falhar, colocando em risco sua segurança e o desempenho da bicicleta. Um cuidado simples como esse reduz consideravelmente as chances de falhas e aumenta a confiabilidade da bicicleta.
Para saber o sentido correto dos parafusos, é possível aplicar a regra da mão direita: com sua mão direita, posicione o dedão para cima e alinhe-o com o sentido do parafuso. Com os demais dedos, flexionando-os, você conseguirá descobrir o sentido de aperto do parafuso. Em resumo: girando no sentido horário, aperta-se. Girando no sentido anti-horário, desaperta-se. Cuidado com as exceções. Alguns parafusos tem seu sentido invertido devido à sua função na bicicleta. Mas a grande maioria dos parafusos segue a regra convencional da mão direita.
Manter uma bicicleta bem lubrificada também é essencial para garantir o bom funcionamento e a durabilidade dos componentes. A lubrificação reduz o atrito entre as peças móveis, como corrente, câmbios e rolamentos, evitando desgastes prematuros e melhorando o desempenho geral.
Uma bicicleta bem cuidada oferece pedaladas mais suaves, mudanças de marchas precisas e maior eficiência mecânica. Além disso, os lubrificantes criam uma camada protetora que impede a ação da umidade e da sujeira, prevenindo a corrosão e aumentando a vida útil das peças. Esse cuidado não apenas reduz custos com manutenção, mas também assegura maior segurança e conforto ao pedalar.
9.1 Cuidado com excessos e uso incorreto da lubrificação
Excesso: o excesso de lubrificante na bicicleta pode ser tão prejudicial quanto a falta dele. Quando aplicado em quantidade maior do que o necessário, ele atrai poeira, sujeira e detritos, formando uma pasta abrasiva que acelera o desgaste das peças, especialmente da corrente e engrenagens. Além disso, o excesso dificulta a limpeza e pode comprometer o desempenho da bicicleta e aumentar o risco de falhas.
Uso incorreto: também pode causar danos significativos à bicicleta. Produtos inadequados, como óleo de cozinha ou graxas muito densas, podem prejudicar o funcionamento das peças e reduzir sua vida útil. Além disso, é essencial escolher o tipo certo de lubrificante para cada componente, como ceras para correntes ou graxas específicas para rolamentos. Não remover resíduos antigos antes de aplicar um novo produto também é um erro comum, que pode resultar em acúmulos prejudiciais e menor eficiência.
9.2 Como aplicar corretamente ceras e graxas
Nessa seção, resumimos os princípios básicos para aplicação de ceras e graxas.
1. Ceras são ideais para locais secos e com pouca umidade. Os passos para aplicar cera são:
Limpeza da corrente: Antes de aplicar a cera, é fundamental que a corrente esteja completamente limpa e seca. Use um desengraxante adequado para remover resíduos antigos de lubrificante e sujeira acumulada. Finalize com um pano seco.
Aplicação da cera: Após agitar bem o frasco para garantir uma mistura homogênea, aplique a cera diretamente nos elos da corrente enquanto gira os pedais de trás.
Remoção do excesso: Após aplicar, espere alguns minutos para que a cera penetre. Em seguida, use um pano limpo para remover o excesso (se houver), evitando o acúmulo de resíduos.
Secagem: Deixe a cera secar completamente antes de usar a bicicleta, garantindo melhor aderência e durabilidade.
2. Graxas: Utilize-a principalmente em áreas como rolamentos, eixos e caixa de direção. Os passos para aplicar graxas são:
Preparação: primeiro, desmonte a peça que será lubrificada, limpando todas as peças com um desengraxante e um pano limpo, removendo qualquer graxa antiga e sujeira acumulada.
Escolha da graxa: utilize graxas de boa qualidade, preferencialmente à base de lítio, que são resistentes à água e oferecem maior durabilidade.
Aplicação da graxa: use uma pequena quantidade de graxa e aplique diretamente na superfície do componente. Espalhe uniformemente com o dedo ou uma espátula plástica, garantindo que toda a área de contato esteja coberta.
Montagem: reinstale o componente no lugar, verificando se o movimento está suave e sem ruídos.
9.3 Como verificar a falta de lubrificação
Uma breve inspeção da sua bicicleta permite identificar a necessidade de lubrificação:
Nas juntas: juntas da bicicleta, como os pivôs de câmbios e freios, são áreas sujeitas a atrito constante. A falta de lubrificação geralmente se manifesta por ruídos como estalos ou rangidos durante o uso. Além disso, movimentos rígidos ou travados ao acionar os freios ou ao mudar as marchas podem indicar atrito excessivo. Verifique visualmente se há sujeira acumulada ou sinais de ferrugem, e aplique um lubrificante específico para partes móveis, removendo o excesso com um pano limpo.
Na corrente: é um dos componentes que mais demandam atenção na lubrificação. Uma corrente seca ou ruidosa, especialmente durante as pedaladas, é um sinal claro de que precisa de lubrificação. Além disso, se a corrente apresenta ferrugem ou dificuldade para deslizar suavemente sobre as engrenagens, é necessário limpá-la e aplicar um lubrificante adequado, como cera ou óleo específico. Certifique-se de espalhar o produto por todos os elos e remover o excesso para evitar acúmulo de sujeira. Também não se esqueça de verificar, na revisão, o desgaste dos elos da corrente.
Na caixa de direção: ela é responsável pelo movimento suave do guidão e, quando mal lubrificada, pode apresentar sinais como movimentos duros, trancos ou ruídos metálicos ao girar, e jogo ao longo do tempo. Para verificar, levante a roda dianteira e gire o guidão. Caso sinta resistência ou ouça ruídos, será necessário desmontar a caixa de direção, limpar os rolamentos e aplicar graxa adequada antes de remontar. Esse cuidado garante a durabilidade e o funcionamento correto do sistema. Algumas caixas de direção possuem mecanismos bastante complexos, e a montagem incorreta do sistema pode danificar as peças e colocar o ciclista em risco. Por isso, recomenda-se levar a bicicleta para um profissional, nesse caso.
O que é Tração em Bicicletas?. Moda Bike, 2025. Disponível em: https://modabike.com.br/glossario/o-que-e-tracao-em-bicicletas/.
Entendendo a Transmissão da Bicicleta. Redação Pedal, 2008. Disponível em: https://www.pedal.com.br/entendendo-a-transmissao_texto2315.html.
O poder das polias e engrenagens para a locomoção das magrelas. Estado de Minas Enem, 2019. Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/enem/2019/04/11/noticia-especial-enem,1045789/o-poder-das-polias-e-engrenagens-para-a-locomocao-das-magrelas.shtml
Quais são as vantagens de se fazer uma manutenção frequente em uma bicicleta?
Cite quatro verificações a se fazer para garantir que a bicicleta esteja em boas condições de uso. Justifique o motivo de cada escolha.
Quais são os equipamentos de segurança que o ciclista deve vestir ao sair para pedalar? Qual desses é considerado indispensável? Justifique.
No geral dos equipamentos de segurança que são instalados na bicicleta como faróis, refletores, entre outros, qual seria o fator desses equipamentos que garantem a segurança do ciclista?
Cite maneiras de ciclistas prevenir furtos de bicicletas.
Quais os riscos ao escolher ferramentas inadequadas ou de baixa qualidade para a realização de manutenções?
Quais ferramentas seriam ideais para a formação de um kit básico de reparo?
Descreva o funcionamento de uma bicicleta de maneira sucinta.
Considerando uma bicicleta “single speed”(com apenas uma marcha), em que está instalada uma coroa de 39 dentes, e uma catraca com 16 dentes. Qual seria a cadência em rotações por minuto [rpm] que o ciclista deve manter para pedalar a 25 km/h? Considere um cenário ideal. O diâmetro da roda: d=700 mm. 1 rad/s=30/π rpm.
Quais fatores devem ser considerados ao escolher um quadro para garantir o conforto e performance do ciclista?
O conjunto de rodas da bicicleta é um dos principais quando se trata de segurança e performance. Quais medidas devem ser tomadas antes de uma pedalada para garantir que o conjunto irá funcionar devidamente?
Qual a importância da lubrificação nas bicicletas?
De que maneira deve ser feita a lubrificação em uma bicicleta?
Qual a diferença entre ceras e graxas? Em que caso deve ser utilizado cada uma delas?