No vídeo de abertura desta seção, somos convidados a refletir sobre como instituições educacionais podem ser reconhecidas como sendo Organismos Vivos.
A fé cristã está essencialmente firmada nas Escrituras Sagradas da Bíblia Hebraica, escrita por Moisés e pelos profetas, e do Novo Testamento, escrito pelos evangelistas e apóstolos. Essa fé é tradicionalmente expressa em Confissões de Fé que receberam o nome de “Credos”. Nesta seção, vamos trazer um resumo das principais doutrinas e ensinamentos cristãos com um texto narrativo baseado no Credo Apostólico.
Nós cremos em Deus Pai todo-poderoso (Isaías 63.16; Mateus 3.17, 6.9; Gênesis 17.1), o Criador do céu e da terra (Gênesis 1.1; Jeremias 51.15; Colossenses 1.16). Ele sabe de todas as coisas e está presente em todos os lugares. Ele criou o mundo não por necessidade ou obrigação, mas como um ato criativo. A Criação é uma dádiva de amor e graça. O ser humano foi criado à imagem de Deus (Gênesis 1.27), mas rebelou-se contra o Criador ao ceder às tentações e cair em pecado (Gênesis 3). Eles foram expulsos do Jardim do Éden (Gênesis 3). Desde então, todos os seres humanos são concebidos e nascem em pecado (Salmo 51). Apesar do pecado humano, Deus mantém e sustenta sua Criação por sua bondade divina.
Deus, em sua misericórdia, prometeu enviar um Salvador que esmagaria o diabo (Gênesis 3.15) e traria salvação a todos (Isaías 52-53). Assim, cremos em Jesus Cristo (Atos 4.11-12), filho unigênito do Pai, nosso Senhor (João 1.18, 3.16; Atos 10.36), o qual foi concebido pelo Espírito Santo (Mateus 1.18) e nasceu da virgem Maria (Lucas 1.34-35). Mesmo sendo Deus igual ao Pai e o Espírito Santo, Jesus assumiu a forma de servo (Filipenses 2) e foi obediente ao Pai até a morte. Antes, ele padeceu sob Pôncio Pilatos (Mateus 27.2,26), foi crucificado, morto e sepultado (João 19.18,30; Marcos 15.46; Romanos 5.6; João 19.38-42); desceu ao inferno (1Pedro 3.18-19; Efésios 4.9), no terceiro dia ressuscitou dos mortos (Mateus 17.23; 28.5-6; 1Coríntios 15.4-8), subiu ao céu (Lucas 24.51; Atos 1.9-11) e está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso (Salmo 110.1; Hebreus 1.3), donde há de vir a julgar os vivos e os mortos (João 14.3; Mateus 25.31-33; Atos 10.42).
Nós cremos no Espírito Santo, que é o Senhor e doador da vida, que inspirou os profetas e apóstolos a escreverem as Sagradas Escrituras (João 14.16-17; 15.26; 2Coríntios 3.17). Cremos que o Espírito Santo está conosco desde o batismo (Mateus 28.19), chamando-nos pelo evangelho e iluminando-nos com o dom do perdão. Cremos que o batismo concede perdão de pecados (Atos 2.38) e nos faz ser sepultados com Cristo para renascermos para uma nova vida (Romanos 6.4).
Cremos que todos os que confiam em Cristo como seu Salvador pertencem à santa Igreja Cristã, que é a comunhão dos santos (Efésios 5.27; 1Coríntios 10.16; Apocalipse 7.9-14). Cremos que por meio do batismo, da pregação da Palavra de Deus e pela Santa Ceia recebemos a graça de Deus e o perdão dos pecados (Atos 2.38; 1Pedro 3.21; Tito 3.5).
Cremos que o ser humano é salvo por graça (o perdão é presente gratuito de Deus) por meio da fé (Romanos 1.17; Efésios 2.8-9). Essa graça imerecida nos motiva a agir em amor ao próximo e a praticar boas obras em favor das pessoas (Efésios 2.10, Filipenses 2.13). Assim, o amor de Cristo nos liberta dos pecados e nos impulsiona a sermos servos de nosso próximo (2 Coríntios 5.14).
Cremos também que os mortos irão ressuscitar na segunda vinda de Cristo (1Tessalonisenses 4.16-17; 1Coríntios 15.12-23; Apocalipse 22), a qual aguardamos com grande esperança e expectativa (Apocalipse 22.20). Cremos que esta nova vida (Apocalipse 22) será uma realidade em que morte, doenças e pecado não mais existirão e em que todos os salvos habitarão em felicidade eterna com Deus (Apocalipse 21).
Enquanto esse dia tão glorioso não chega, cremos que Deus continua conosco e nunca nos abandonará (Mateus 28.20, Hebreus 13.5). Somos convidados a entregar a Ele todas as nossas pesadas cargas e Ele nos aliviará (Mateus 11.28-30).
Ao mesmo tempo em que dá um contundente testemunho de fé, nossa confessionalidade se constrói em respeito à alteridade de cada um. Neste vídeo, somos convidados a refletir sobre como esta relação acontece.
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