Este Capítulo apresenta os temas: “Fundamentos da Indústria 4.0”; “Administração 4.0”; “Mercado Digital (Varejo 4.0)” e por fim, “Marketing 5.0”. Os assuntos dispostos neste capítulo possuem por objetivo fazer com que o leitor consiga compreender melhor sobre este tema e todas suas ramificações existentes.
Almeida (2019) salienta a importância da implantação de um modelo de Indústria 4.0 em uma organização, uma vez que esta ação contribui para a prosperidade e a modernidade dos processos, bem como oferta um atendimento diferenciado aos clientes, aumentando a competitividade da empresa e, consequentemente, aprimorando suas vendas e o seu prestígio no mercado. Vale Ressaltar, contudo, que cada ramo de atividade apresenta suas peculiaridades No que diz respeito aos processos de fabricação, estes devem ser analisados no sentido de buscar a melhor maneira de automatizá-los, ou seja, controlá-los para gerar maior lucratividade para empresa, e executar as atividades de forma que se diminua ao máximo os impactos ambientais, proporcionando assim, maior satisfação ao cliente final.
Figura 27: Indústria 4.0
Para que uma organização consiga implementar um sistema produtivo com base nos princípios da Indústria 4.0 todas as suas ações de planejamentos e investimentos devem seguir três pilares que seguem abaixo:
1. Digitalização integração das cadeias produtivas de valor (horizontal e vertical) presentes nos processos de fabricação, prevendo a disponibilidade de todos os recursos - insumos, matéria-prima, mão de obra, transportes etc. - Necessários para que a fabricação seja economicamente estável, ou seja, não sofra com possíveis faltas que acarretam à procura de outros fornecedores ou mercados que apresentam diferenças de preços diante das demandas de mercado.
2. Digitalização das Ofertas de produtos e serviços, facilitando o controle das informações pelo sistema de internet das coisas e para o Big Data, possibilitando o controle total do processo e a expedição do produto desde o momento do pedido por parte do cliente.
3. Modelos de negócios virtuais com uma estrutura de acesso ao cliente Smart Factory (fábrica inteligente), Que se torna possível diante das vantagens e recursos proporcionados pelas tecnologias de Big Data e internet das coisas (ALMEIDA, 2019, p. 34).
Almeida (2019) ainda destaca que essas tecnologias têm se mostrado fundamentais para coleta, a preparação e análise de grandes quantidades de dados em todas as etapas do processo de produção e distribuição de produtos, bem como para identificação de tendências e padrões dentro de matrizes ou similares de conjuntos de dados industriais.
Figura 28: Big Data
Fonte: br.freepik.com
Na Indústria 4.0, para este mesmo autor, o trabalho de inteligência de dados vem gerando ganhos de eficiência aumento de agilidade, redução de custos e criação de novos modelos de negócios e serviços que abrangem todo o ciclo de desenvolvimento de um produto. Assim, as empresas são capazes de dar precisão e de responsabilidade aos clientes, o que, antes, não era possível.
Existem três exemplos práticos de como as ferramentas de Big Data reforçam a qualidade da linha de produção na indústria 4.0:
Sensores espalhados em Pontos estratégicos das máquinas permitem aos fabricantes identificar baixos níveis de óleo, altas temperaturas, excesso de desperdício de materiais, vibrações e ruídos incomuns, queda dos níveis de produção ou padrões de tempo de execução que sugerem baixo rendimento.
Extração de insights de incidentes industriais que dificultam o processo produtivo, elaborando, a partir desses insumos utilizados nos processos produtivos, medidas preventivas contra incidentes semelhantes no futuro.
Identificação de falhas e anomalias em mercadorias antes mesmo que elas sejam lançadas no mercado e chegue até o consumidor final, evitando feedbacks negativos, possíveis recalls e desgaste da imagem da empresa (ALMEIDA, 2019, p. 34).
A maioria das empresas da indústria da transformação prevê que o uso de softwares de auxílio à manufatura proporcionará grande avanço nas áreas de relacionamento e de inteligência ao longo do ciclo de vida do produto. O trabalho com dados mais atentos ao consumidor inclui o desenvolvimento de novos produtos ou serviços baseados em especificações e das necessidades reais dos clientes, além da construção de uma cadeia de suprimentos tendo o consumidor como foco (ALMEIDA, 2019).
Sob a ótica de Stevan Jr.; Leme; Santos (2018), as principais vantagens da adoção da indústria 4.0 podem ser resumidas nos itens, a saber:
Virtualização do sistema;
Operação em tempo real;
Descentralização;
Orientação a serviços;
Modularidade na manufatura;
Integração das operações.
Esses itens são considerados propulsores para que as empresas de manufatura consigam obter cadeias de produção digitalmente conectadas e um ótimo controle de dados e informações, desde a entrada de insumos, passando por todos os níveis de manufatura, até a entrega dos produtos ao consumidor. Esta ação proporciona velocidade no sistema de produção em série, além de flexibilidade e otimização da produção com alta variabilidade de produtos (STEVAN JR.; LEME; SANTOS, 2018).
Stevan Jr.; Leme; Santos (2018) destacam que a gestão é uma área que estuda e sistematiza os métodos e as práticas aplicadas na gestão ou no gerenciamento de negócios, pessoas ou recursos, cujo objetivo é trabalhar para alcançar metas estrategicamente definidas. A gestão caracteriza-se por ser fundamentada em um conjunto de princípios, funções e normas estabelecidas e aplicadas para disciplinar os processos de produção. O foco da gestão é alcançar uma maximização de objetivos, tais como satisfação do cliente, aumento do lucro, domínio de determinado segmento de mercado, entre outros, para que a empresa consiga ficar na liderança em sua área de atuação.
Figura 29: Administração 4.0
Para as indústrias inseridas na Indústria 4.0, a capacidade de inovar é um importante diferencial no mercado, salientando-se que as abordagens de gestão tradicionais não se aplicam a esse novo cenário. Se a organização precisa trabalhar de forma inteligente, serão necessários funcionários inteligentes, além de um clima organizacional composto por máquinas e equipamentos inteligentes, com a capacidade de aprender e inovar. Isso tudo requer práticas de gerenciamento adequadas. O Conceito de sistemas cibernéticos (CPS) é fundamental para o cenário de fábrica inteligente, no qual existe a reengenharia de produtos e a diferenciação de metodologias para a resolução de problemas encontrados nas cadeias de suprimentos. A Gestão 4.0 para a indústria 4.0 é uma questão relevante em que as capacidades devem ser desenvolvidas em todos os níveis nas organizações (STEVAN JR.; LEME; SANTOS, 2018).
Conforme Stevan Jr.; Leme; Santos (2018) o conceito de Gestão 4.0 permite uma profunda análise do sistema corporativo (equipe, departamento, empresa ou mercado) e pode identificar áreas que necessitam de mudanças que podem ser realizadas de acordo com a necessidade de cada parte integrante e agente da empresa.
Na percepção de Stevan Jr.; Leme; Santos (2018) a Gestão 4.0 estabelece o fundamento teórico das formas mais ágeis de resolução de problemas. Quando a empresa é capaz de realmente entender e avaliar o valor das ideias de especialistas que são aplicáveis na sua produtividade ela se torna extremamente competitiva no mercado. Nesse sentido, é possível desenvolver nos funcionários as habilidades necessárias para adaptar em estruturas específicas na organização. Entretanto, é importante a empresa desenvolver um manual que forneça informações sobre casos práticos, proporcionando assim, uma transformação ágil e escalável. Nesse caso, existe a possibilidade de se utilizar o Critical Chain Project Management (CCPM). Para estes mesmos autores ainda, a Gestão 4.0 gera um impacto positivo considerável no trabalho diário e algo inovador nos modelos de trabalho.
Figura 30: Critical Chain Project Management
O modo e a metodologia de trabalho profissional necessita ser totalmente transformado para que se obtenha melhor eficiência e liderança. Para isso, é importante focar no desenvolvimento de cada profissional da Indústria. Os funcionários na gestão 4.0 passam por um processo permanente de necessidade de atualização, ou seja, eles precisam lidar com novas situações e novos conteúdos com o foco em formatos de aprendizagem mais acessíveis a qualquer hora e em qualquer lugar. As funções de gerenciamento de pessoas, que graças à Internet, estão disponíveis na nuvem, auxiliam as empresas a acompanhar mais rapidamente as mudanças do cenário mundial, comprovando que o salto tecnológico proposto pelo escopo da Indústria 4.0 veio para ficar (STEVAN JR.; LEME; SANTOS, 2018).
É notório que as demandas tecnológicas da Indústria 4.0 tem impactos imediatos em questões como o planejamento de sucesso e desenvolvimento estratégico das pessoas envolvidas neste processo. Nesse sentido, quanto mais os processos estiverem ajustados e padronizados, melhor será a gestão de pessoas nessa filosofia. Porém, como as pessoas também são partes integrante e elementos indispensáveis na Indústria 4.0, estas, por sua vez, devem ter suas habilidades contextualizadas, para que se adaptem ao novo processo Industrial como um todo. (STEVAN JR.; LEME; SANTOS, 2018).
Cervieri Junior et. al. (2015, p 132) destacam que o foco da tecnologia está na experiência do usuário (User Experience - UX), onde se amplia e se compreende melhor o comportamento do consumidor para agregar também características dos usuários das plataformas online. Inclusive com técnicas de neuromarketing que são amplamente utilizadas nas compras físicas ou virtuais.
Sobre Varejo:
Por ser o elo entre os produtos de fabricantes e atacadistas e os consumidores, o varejo tem condições de promover a integração de soluções tecnológicas ao longo de toda a cadeia de suprimentos, além disso, utilizado como porta de entrada de inovação aplicadas às atividades logísticas, o varejo pode atuar como um difusor de eficiência em todos os elos a montante do ponto de venda (CERVIERI JUNIOR et. al, 2015, p. 132).
Com o uso da tecnologia, o varejo digital pode trabalhar em três frentes, segundo Cervieri Junior et. al. (2015, p. 164) nas quais seguem: "(i) interpretação do comportamento dos consumidores; (ii) enriquecimento das experiências de consumo e; (iii) difusão de eficiência ao longo da cadeia de suprimentos". Destaca-se que essa nova realidade vem mudando a forma de atuação do varejo mundial.
Existem algumas tecnologias que estão transformando o setor do varejo digital, que segundo a Invetti (2018), empresa criadora de plataformas para emissão de documentos fiscais eletrônicos, se destacam:
- A loja do futuro
Quando falamos em varejo digital, a forma mais fácil de imaginar seu funcionamento é pensando no conceito de "loja do futuro" - um lugar flexível e com alta capacidade de adaptação que está onde o cliente precisar. É mais ou menos isso que as novas tecnologias permitem ao empreendedor: romper as barreiras que o separam do seu público e oferecer um serviço mais personalizado. [...]
- Heatmapping
Se você costuma pesquisar hábitos de consumo, já deve ter se deparado com algum exemplo de heat map - são aqueles mapas de calor que mostram os pontos dos sites que chamam mais ou menos a atenção. A novidade no varejo digital é que agora essa tecnologia está sendo aplicada em lojas físicas para mostrar como os consumidores se comportam quando estão fazendo compras [...]
- Gôndola Virtual
Das novidades do varejo digital, essa é a que literalmente leva a loja para mais perto do cliente. Tanto que as vendas nem precisam acontecer dentro da loja, podendo ser feitas até numa estação de metrô. E o mais impressionante é que outro item muito importante do processo de compra não está presente: o produto [...]
- Ominichannel
É praticamente impossível falar em varejo digital e não falar em omnichannel. Isso porque não se trata necessariamente de uma tecnologia para integrar todos os canais de vendas disponíveis para que o cliente tenha a mesma experiência de compra em todos eles, independente de qual seja. [...]
- Beacon Technology
Conhecer a fundo os hábitos e comportamento dos consumidores é um dado valioso para qualquer empreendimento. No varejo digital, isso não é exceção. E a solução encontrada para levar essa estratégia um patamar acima foi a tecnologia beacon. [...]
- Etiquetas RFID
Com a queda no preço das etiquetas RFID (identificação por radio-frequência), elas têm tudo para se tornar a grande estrela do varejo digital. Isso porque, quando utilizadas em conjunto com novos sistemas baseados em IoT, trazem muitas vantagens para o lojista no rastreamento de produtos e controle de estoque (ALVES; CAMARGO; MOURA, 2022, p.29-30).
De acordo com o SEBRAE-MS (2018) os avanços tecnológicos dos últimos anos e o cenário econômico mundial mudaram as formas de comunicar, vender e consumir. Essa nova fase do comércio possui uma proporção gigantesca e o que realmente assusta os empreendedores é a falta de conhecimento sobre as novas técnicas existentes e como eles devem aplicá-las. Esta nova era do varejo é conhecida como Varejo 4.0, que concilia as tendências da internet com o mundo real (físico) para aprimorar a experiência de compra e o relacionamento com o cliente. Destaca-se que, acompanhar o comportamento do público de uma empresa é a chave para reinventar as estratégias de vendas.
Figura 31: Varejo 4.0
Assim, verifica-se que no varejo 4.0 há uma conciliação entre o ambiente físico e as tendências do ambiente digital que, em conjunto, buscam criar um vínculo maior com o cliente. Por exemplo, quando se pensa em consumir o produto “música”, os clientes não procuram mais lojas físicas para adquirir seus DVDs, CDs, ou outros dispositivos físicos para consumir música, mas sim através de alguma espécie de aplicativo ou dispositivo que esteja disponível na Internet. Da mesma forma aplica-se à locação de filmes, visto que, atualmente, as plataformas de streaming revolucionaram esse tipo de consumo (ALVES; CAMARGO; MOURA, 2022).
O varejo 4.0 é o varejo da experiência de consumo, que, segundo Almeida e Soares (2019), se concentra em resolver o problema do cliente, trazendo uma solução rápida em qualquer plataforma online ou off-line na qual o cliente queira utilizar no momento. Essa aproximação transforma o conceito e indica que a melhor maneira de trazer e manter o consumidor são proporcionar a melhor experiência de compra. O varejo 4.0 alinha as diversas ferramentas tecnológicas como websites, sistemas de ponto de vendas, aplicativos móveis, sistemas de cadeia de suprimentos, sensores de loja, enfim, vários instrumentos que possibilitam compreender a jornada desse novo cliente, que, com o advento das redes sociais e com acesso quase ilimitado à informação, passa a ser um cliente bem mais informado (ALVES; CAMARGO; MOURA, 2022).
Essa nova forma de vendas proporcionou uma maneira de contato personalizado com os consumidores e, com o mercado sabedor das reais necessidades dos clientes, as vendas recomendam produtos específicos e atraentes, otimizando assim, o gerenciamento da cadeia de suprimentos. Como já destacado, o varejo 4.0 é o varejo da troca de experiências, bem como maior relacionamento com os clientes, uma vez que a tecnologia possibilitou e ofertou um aprimoramento na conexão com os clientes, e, a cada dia mais, os consumidores passam a descobrir todas as possibilidades deste novo tipo de varejo que veio para ficar (ALVES; CAMARGO; MOURA, 2022).
Contemplam Kotler; Kartajaya; Setiawnn (2021) que os profissionais do marketing até pouquíssimo tempo atrás ainda estavam no período de transição e adaptação do mundo físico para o mundo digital. No entanto, com a pandemia de Covid-19 em 2020 a digitalização dos negócios foi acelerada mundialmente. Com o estabelecimento em lockdowns (confinamentos e quarentenas), além de políticas de distanciamento físico, tanto os grandes e pequenos mercados, quanto os profissionais de marketing foram forçados a se adaptar a essa nova realidade digital, ou seja, vendas sem contato físico por meio da Internet (on line).
Kotler; Kartajaya; Setiawnn (2021) destacam alguns exemplos de marketing 5.0, tais como o aprendizado de máquina de Inteligência Artificial (IA) onde as empresas conseguem avaliar se um produto novo, com determinadas características têm probabilidade de dar certo utilizando um algoritmo preditivo. Dessa forma, o profissional de marketing pode economizar várias etapas no processo de desenvolvimento de novos produtos. Na maioria dos casos essas previsões são mais precisas do que a pesquisa retroativa de mercado e geram ideias mais rapidamente do que os dispendiosos testes de conceito. A PepsiCo, por exemplo, lança regularmente novas bebidas com base em uma análise aprofundada das conversas dos seus consumidores nas redes sociais.
Figura 32: IA – Inteligência Artificial
A Inteligência Artificial também pode ajudar a revelar padrões de consumo para os e - varejistas recomendar produtos e conteúdos corretos a clusters (grupos homogêneos) de clientes com base em seu perfil. Tais motores de recomendação são a diferenciação crucial dos atores do e-comerce e outros negócios digitais, tais como a Amazon, a Netflix e o YouTube. A Inteligência Artificial analisa continuamente o histórico de compras para criar uma segmentação dinâmica e determinar o perfil dos clientes a fim de identificar relações ocultas entre produtos aparentemente não relacionados, viabilizando ações de up-selling (quando o cliente é estimulado a levar um produto mais caro do que aquele que pretendia comprar) e o cross-selling (quando o cliente é estimulado a levar um produto que complementa a compra inicial) (KOTLER; KARTAJAYA; SETIAWNN, 2021).
A implementação do marketing 5.0, sob a percepção de Kotler; Kartajaya; Setiawnn (2021) não se limita a processos internos, uma vez que combinando com PNL (Programação Neurolinguística), sensores e robótica, a Inteligência Artificial (IA) pode auxiliar os profissionais de marketing na relação direta com o cliente.
Uma das aplicações mais populares são os chatbots (ferramenta de conversa com os clientes em linguagem natural através de aplicativos de mensagens e outras plataformas virtuais) dos serviços de atendimento. Diante tantos desafios, especialmente no que diz respeito aos recursos humanos, as organizações começaram a utilizar robôs e outros recursos automatizados para substituir o pessoal da linha de frente. A Nestlé japonesa, por exemplo, utiliza robôs turbinados por Inteligência Artificial (IA) para servir café, como outro exemplo pode-se citar a rede de Hotéis Hilton, nos Estados Unidos, que faz experiências com um robô atendente, bem como outras empresas que utilizam a Inteligência Artificial (IA) para executar diversas atividades em suas respectivas funções.
Kotler; Kartajaya; Setiawnn (2021) salientam que o Marketing 5.0 aplica tecnologias que mimetizam e imitam o comportamento humano para criar, comunicar, entregar e aumentar o valor ao longo da jornada do cliente. Um dos temas cruciais do marketing 5.0 é o que se denomina next tech, que é composto por um grupo de tecnologias utilizadas para emular e simular as capacidades do profissional de marketing humano. Isso inclui a IA, a PLN, os sensores, a robótica, a realidade aumentada (RA), a realidade virtual (VR), a internet das coisas (IoT) e o blockchain (uma ferramenta de banco de dados muito avançado que oferta o compartilhamento transparente e ágil de informações na rede de uma organização). Essa combinação de tecnologias é o que torna possível o marketing 5.0 (KOTLER; KARTAJAYA; SETIAWNN, 2021).
O marketing 5.0 se baseia na antropocentricidade do marketing 3.0 e no poder tecnológico do marketing 4.0. O marketing 5.0 é definido como o uso de tecnologias que se assemelham e mimetizam o ser humano para criar, comunicar, entregar e aumentar o valor da experiência geral do cliente. O marketing 5.0 começa pelo mapeamento da jornada do cliente, identificando quais tecnologias de marketing (martechs) podem adicionar valor e melhorar o desempenho do profissional de marketing humano (KOTLER; KARTAJAYA; SETIAWNN, 2021),
As empresas que aplicam o Marketing 5.0 precisam agir com base em dados desde o início de sua implantação. A criação de um ecossistema de dados é o pré-requisito para programar de imediato os usos práticos do marketing 5.0. O marketing 5.0 permite que o profissional de marketing realize o marketing preditivo, uma vez que faz uma avaliação estimativa de forma positiva sobre o retorno potencial de qualquer investimento de marketing que a empresa venha aplicar. O marketing 5.0 também permite que o profissional entregue para a organização um marketing personalizado e contextual a cada cliente individual no ponto de venda. Por fim, através do marketing 5.0, o profissional de marketing da linha de frente pode criar uma interface contínua e sem emendas (seamless) com o cliente usando o marketing aumentado. Assim, através do Marketing 5.0 todos esses elementos de execução trabalham com agilidade corporativa e exigem esforços dos profissionais de marketing para manipulá-los, proporcionando uma resposta em tempo real sobre as transformações do mercado no qual a organização atua em seus respectivos pontos estratégicos (KOTLER; KARTAJAYA; SETIAWNN, 2021).
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