A atividade Curta-metragem: Verso e Imagem é ministrada pelos líderes Gabriel Nascimento e Danilo Portela propõe um diálogo entre literatura e cinema a partir da análise e da produção de um curta-metragem poético. Partimos da compreensão de que a imagem cinematográfica vai além da simples reprodução da realidade. Embora o cinema desperte fascínio por sua capacidade de representar o mundo, a câmera também constrói perspectivas, produz sentidos e pode funcionar como uma ferramenta ideológica.
Nesse contexto, será apresentado um breve percurso histórico do curta-metragem poético, desde as experiências cinematográficas do início do século XX até suas manifestações contemporâneas. Ao longo da atividade, discutiremos como a linguagem poética foi incorporada ao cinema e de que maneira elementos como composição fotográfica, enquadramento, ritmo, montagem e sonoridade contribuem para a construção de uma narrativa poética no audiovisual.
Como exercício prático, os participantes produzirão um curta-metragem inspirado em poemas de autores piauienses, refletindo sobre diferentes possibilidades de adaptação da poesia para a linguagem cinematográfica. A proposta busca valorizar a produção literária do Piauí, ao mesmo tempo em que estimula a experimentação criativa e a compreensão das relações entre imagem, palavra e expressão artística.
A oficina de escrita criativa Cordel Encantado, ministrada por Ana Laís e Larisa Yasmin, une Literatura Oral Piauiense, na forma do gênero cordel, e Literatura Fantástica, na forma de lendas folclóricas do Piauí, ao propor a produção de mini cordéis com temáticas que explorem o universo do imaginário popular das lendas piauienses. A produção deverá ser individual, manuscrita em folhetos artesanais, xilogravados e, posteriormente, expostos em um varal de cordel para a comunidade interna e externa.
A oficina será realizada em duas etapas, sendo a primeira para orientação e a segunda para socialização dos mini cordéis e produção coletiva do varal. Haverá também as culminâncias: interna e externa.
O objetivo geral da oficina é a produção de mini cordéis inspirados em lendas e elementos do imaginário popular do Piauí. Assim, os objetivos específicos abrangem: conhecer as principais características estruturais e históricas do cordel; conhecer lendas pertencentes ao imaginário popular piauiense; estimular a escrita autoral e a criatividade a partir do folclore do Piauí; produção de mini cordéis em sextilhas, respeitando os elementos básicos do gênero; incentivar a oralidade por meio da leitura/recital e socialização das produções.
Quanto aos critérios de avaliação, será observado a adequação à estrutura básica do gênero cordel; o desenvolvimento da temática relacionada às lendas piauienses; a originalidade na criatividade da produção; e a entrega dentro do prazo proposto.
Espera-se, com a execução desta oficina, valorizar a cultura nordestina do cordel, das lendas folclóricas piauienses, promovendo a criatividade e ampliando repertórios acadêmicos ao fortalecer práticas literárias piauienses.
A oficina "HQ's Extraordinárias" nasce do encontro entre duas formas de narrar: a literatura de horror e a linguagem dos quadrinhos. Tomando como ponto de partida a coletânea "Histórias Extraordinárias", de Edgar Allan Poe, a atividade convida os participantes a percorrer os caminhos de um dos autores que transformou o medo em arte, revelando como palavras podem construir sombras, despertar inquietações e conduzir o leitor por espaços onde a razão parece vacilar.
Ao longo da oficina, serão explorados os elementos que moldam o horror literário: a atmosfera, o suspense, o desconhecido, o psicológico e o sobrenatural. Mais do que compreender o que assusta, a proposta é refletir sobre como a literatura desperta emoções e transforma o invisível em presença, conduzindo o leitor por narrativas que permanecem vivas mesmo depois da última página. A partir dessa imersão, o olhar se volta para os quadrinhos e para as inúmeras possibilidades da narrativa visual.
Serão apresentados fundamentos como design de personagens, requadros, tipografia, balões, enquadramentos, composição de páginas e outros recursos que dão forma às histórias. Assim como na literatura, cada escolha visual carrega intenção: um silêncio entre quadros, uma sombra mais longa ou um traço mais expressivo também contam histórias. Unindo teoria e prática, a oficina propõe um diálogo entre a palavra e a imagem, mostrando como ambas podem caminhar lado a lado na construção do horror.
Ao final da atividade, cada participante produzirá uma história em quadrinhos inspirada na obra de Edgar Allan Poe, reinterpretando seus contos por meio da narrativa gráfica e descobrindo novas maneiras de dar forma ao extraordinário. A oficina será conduzida por Ellis Alanys e Juliana Kássia, que vêm se dedicando ao estudo da literatura de horror e das histórias em quadrinhos para proporcionar uma experiência sensível, criativa e enriquecedora, na qual a imaginação encontra espaço para atravessar as fronteiras entre a escrita e a arte.
Toda cantiga de roda guarda um segredo: o poder de transformar a memória em afeto, o ritmo em presença e a fala em poesia. É dessa força da tradição oral que nasce esta atividade do GECRIT, ministrada pelas líderes Maria Eduarda Pereira Braga e Glenda Santos Gomes.
A oficina propõe um encontro entre a escrita criativa, a crônica, a oralidade e o patrimônio cultural afro-brasileiro, utilizando cantigas de roda de matriz africana e afro-brasileira como ponto de partida para a produção literária. A partir delas, os participantes serão convidados a transformar lembranças, vivências e histórias do cotidiano em crônicas autorais.
Mais do que ensinar um gênero textual, a atividade busca mostrar como a literatura pode surgir das experiências compartilhadas, das narrativas que atravessam gerações e dos pequenos acontecimentos que compõem a vida cotidiana. Ao longo da oficina, os participantes terão contato com elementos da escrita de crônicas e desenvolverão seus próprios textos em um espaço de experimentação, escuta e troca.
Ao final, espera-se que cada participante conclua sua própria crônica, fortalecendo sua escrita autoral e reconhecendo a riqueza literária presente na memória, na cultura popular e nas tradições que continuam vivas por meio da oralidade.