Com raiz na segunda metade do século XX, na revolução das TIC, expansão da computação, na cibernética e na tecnociência, na ciência dos sistemas e nas ciências da complexidade, a Terceira Revolução Industrial corresponde a uma alteração estrutural em curso com impacto alargado no tecido empresarial, processos e formas de organização económica, assim como ao nível das vias de financiamento e da estrutura dos mercados financeiros.
A Terceira Revolução Industrial é alimentada pelas chamadas tecnologias exponenciais e decorre, em particular, das sinergias e aplicações alargadas de quatro eixos tecnológicos centrais:
· Nanotecnologia;
· Biotecnologia;
· Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs);
· Inteligência Artificial, Robótica, Neurociencia e Neurotecnologia
Mais recentemente, com o desenvolvimento da Internet das Coisas (Internet of Things (IoT)) e com a integração da aprendizagem de máquina nas TICs foi identificada um novo vector de transformação industrial, o vector dos sistemas ciber-físicos. Enquanto autores como Jeremy Rifkin considerem que a terceira revolução industrial ainda está em curso, integrando a revolução dos sistemas ciber-físicos na terceira revolução industrial, instituições como o World Economic Forum (WEF) consideram que a revolução dos sistemas ciber-físicos constitui já o início de uma quarta revolução industrial.
Efectivamente, seja uma nova fase da terceira revolução, ou já uma quarta revolução, o vector de transformação dos sistemas ciber-físicos integra os elementos da terceira mas sob uma nova base paradigmática: a dos sistemas inteligentes em rede e da expansão do interface homem-máquina com a convergência dos seguintes eixos tecnológicos:
- Neurotecnologia;
- Augmented Reality (AR) e Virtual Reality (VR);
- Internet das Coisas;
- Tecnologias Quânticas;
- Aprendizagem de Máquina;
- Enhancement technologies.
Os eixos acima decorrem da convergência crescente das NBIC, assim, são um novo nível no edifício tecnológico humano.
As transformações industriais decorrentes das NBIC e dos seis eixos associados à quarta revolução estão a alterar radicalmente a estrutura das indústrias tradicionais e não se situam exclusivamente nas chamadas empresas produtoras de tecnologia, trata-se de transformações que afectam transversalmente todas as indústrias.
O vídeo abaixo do World Economic Forum contém uma reflexão em torno daquela que considera ser a quarta revolução:
Fonte: World Economic Forum (2016) Link: https://www.youtube.com/watch?v=khjY5LWF3tg