É a divindade das águas doces, da beleza e da fertilidade na cultura africana. É muito conhecida por ser sedutora e apaixonar-se facilmente, tendo sido esposa de Xangô, vivido com Ifá, Oxalá, Ogum e Erinlé, com quem teve um filho chamado Logum Edé, dentre outros. Vaidosa como ninguém, vivia coberta de jóias, colares de cristal e pedras preciosas.
Diz a lenda que estavam sendo organizadas reuniões pelos Orixás, das quais as mulheres não podiam participar. Revoltada, Oxum resolve se vigar dos Orixás, tornando todas as mulheres estéreis e secando as fontes, fazendo assim com que as terras ficassem improdutivas. Os Orixás procuraram Olodumaré e lhe explicaram que apesar de tudo que deliberavam nas reuniões, nada crescia naquelas terras. Foi então que Olodumaré perguntou aos Orixás se Oxum participava das reuniões; ao ouvir a resposta, Olodumaré explica-lhes, então, que sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada iria dar certo. Os Orixás convidam Oxum para participar de suas reuniões, e depois de muita insistência, ela resolve aceitar. Logo em seguida todas as mulheres e empreendimentos obtêm bons resultados.
Joyce Ornelas - 701
Fontes: http://guardioesdaluz.sites.uol.com.br/oxumafro.htm
FRANDI, Reginaldo. Histórias dos deuses Africanos que viveram para o Brasil com os escravos. São Paulo. Companhia das Letrinhas. 2002.