Orixá do fogo e dona das paixões, Iansã (mitologia Yorubá), também conhecida como Oyá, é guerreira e poderosa, sabe ir à luta e defender o que é de seu interesse. Como orixá das paixões, Iansã sabe conquistar, mas demonstra seu amor da mesma forma que demonstra sua raiva. Iansã também é a senhora dos eguns, guia desses espíritos.
Iansã casou-se muitas vezes e amou todos os seus maridos verdadeiramente, entre eles estavam muitos orixás e, graças a eles, conquistou muitos poderes, tornando-se um.
Iansã era mulher de Ogum, era linda e valente, a melhor companhia para um guerreiro. Um dia, Oxaguiã roubou Iansã, raptou-a e fez dela sua mulher. Depois de um tempo, Oxaguiã teve que partir para uma nova guerra e mandou encomendar armas a Ogum e ele respondeu: "Sem Iansã, não há fogo. Sem fogo, não há armas. Se queres armas para guerrear, devolve minha mulher."
Oxaguiã não devolveu Iansã, mas a mandou soprar a forja de Ogum. O sopro derrubava folhas e levantava poeira. O povo chamou aquele fenômeno de vento. Quando era mais forte, chamava-o de ventania. Mutas vezes, os sopros de Iansã derrubavam árvores, levantavam violentos poeirões e provocava chuva. O povo tinha muito medo do fenômeno e deu-lhe o nome de tempestade.
A vida prosseguia, mas agora o vento e a tempestade existiam.
Mayara - 701
Fontes:
1. http://dofonodelogum.sites.uol.com.br/iansa.html
2. http://ocandomble.wordpress.com/os-orixas/iansa/
3. PRANDI, Reginaldo. Ifá, o adivinho: histórias dos deuses africanos que vieram para o Brasil com os escravos. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2002.