O elemento Ar encontra-se associado aos signos de Gémeos, Balança e Aquário.
Ligado ao pensamento e à actividade mental e racional, torna-se no elemento mais ligado ao Homem, Ser distinguido dos mais, essencialmente, pelo seu lado pensante, lógico e racional.
No elemento Ar temos, portanto, a actividade mental, racional, lógica e analítica. Nele encontramos representado a nossa capacidade de compreensão e entendimento mental da realidade que nos cerca. Uma capacidade que resulta na sua descriminação e catalogação, possível pela análise objectiva que conseguimos fazer dela. E por realidade devemos entender, não só factos e objectos, como pessoas.
Ar fala-nos de informação e conhecimento, capazes de nos conduzirem a um entendimento da realidade e das experiências que vivemos. Mas igualmente de um entendimento da realidade capaz de nos permitir comunicá-la, informá-la e transmiti-la ao Mundo que nos rodeia, dando-a a conhecer aquele. Facto que pressupõe objectividade, frieza e distanciamento emocional.
Só reunidos estes três factores, conseguimos ser suficientemente imparciais para apreender e transmitir a realidade que nos cerca. Aqui analisa-se objectivamente a realidade, pensamentos e ideias sem envolvimento emocional.
Ar é relação mental. São pontes mentais criadas entre uma multiplicidade de realidades aparentemente díspares, segregadas e divididas, conduzindo-as à unidade. Daí ser o elemento da relação. Factor chave dos signos associados a este elemento.
Em Gémeos temos o comunicativo. O que, fria e objectivamente, com uma imensa actividade e curiosidade mental, absorve a notícia para a transmitir aos outros. Comunica, escreve, fala e ensina, assente numa enorme rapidez, inteligência e versatilidade mental, que lhe impede, no entanto, de se direcionar, focar e abordar qualquer uma das questões que toque com profundidade.
Já em Balança, temos o dependente. Dependente relacional. Aquele que, pela sua incessante preocupação em ser justo, imparcial, diplomático, cordial, e em não ferir nem magoar ninguém, sempre pensando como, face a qualquer iniciativa que tome, irá reagir o outro, acaba por ter uma imensa dificuldade em optar e decidir e agir.
Finalmente em Aquário, temos a subtileza mental. Uma mente que vibra numa dimensão por vezes, de tal modo intangível e subtil que poucos são os que, para além deles, a conseguem alcançar. Razão pela qual, se não souber trazer materialidade e tangibilidade a esses pensamentos tão elevados, por mais legítimos, válidos e úteis que possam ser, os mesmos acabarão por se revelarem infrutíferos. Realidade que só mudará quando aceitar adoptar uma postura mais humilde, partilhando com os outros as suas visões num real projecto e compromisso colectivos.
Ao Ar falta, por tudo isto, tangibilidade por vezes. Materialidade e emoções que deem vida e cor ao conhecimento que adquirimos. Na verdade, podemos ler e saber tudo sobre tudo. Mas se não vivermos o que aprendemos, se não pusermos o que aprendemos ao serviço dos demais, dando utilidade e vida a esse conhecimento, permitindo que o mesmo dê os seus frutos, então tornar-nos-emos heremitas fechados sobre nós próprios, e completamente desligados do Mundo e da realidade que nos cerca. Tornar-nos-emos seres cinzentos, gélidos e isolados, situação que se manterá até que permitamos que a cor, calor e luz da mágica linguagem do Amor nos invada, através de uma profunda experiência de relação assente numa dádiva e entrega incondicionais.