A conjunção é o aspecto mais forte da astrologia. Um aspecto que ocorre quando dois ou mais planetas se encontram no mesmo grau do mesmo signo, podendo, no entanto, considerar-se que mantém tal aspecto se a distância entre eles não exceder os 10º, ressalvando-se que tal margem pode variar consoante os programas de astrologia e os astrólogos. Por outro lado, importa referir que a conjunção é tanta mais forte quanto mais próximos estiverem os planetas em causa.
Em termos de análise, a conjunção, tal como o nome indica, traduz-se num trabalho conjunto entre as energias dos planetas envolvidos. Na sua presença, sabemos que os planetas em causa cooperarão entre si. No entanto, tal não siginifica necessariamente algo positivo. Razão pela qual não o considero, genericamente, um aspecto harmónico ou tenso. Diria que depende. E depende de quê? Dos aspectos que os planetas em conjunção fizerem aos demais. Se ambos tiverem predominantemente bons aspectos, então será uma conjunção benéfica e repleta de potencial mas se, pelo contrário, ambos tiverem envoltos em aspectos tensos, então será um aspecto que requererá algum trabalho da parte do indivíduo. Se um tiver genericamente aspectos tensos e outro genericamente aspectos harmónicos, então a conjunção será mais ou menos harmónica consoante a predominância de aspectos de que o planeta mais forte ou dominante faz aos demais.
Em síntese, uma conjunção traduz sempre cooperação energética entre planetas que, nessa condição, se alimentam mutuamente ajudando-se um ao outro no alcance dos seus objectivos, não podendo ser classificada como um aspecto harmónico ou tenso, mas antes como um aspecto neutro. Uma realidade que advém da dependência dessa condição face à natureza dos aspectos que os planetas envolvidos fizerem aos demais.