BRASÕES DE ARMAS

 
 
       Nos vãos das janelas da casamata os paineis de azulejo têm uma composição clássica com um brasão de armas no centro. São ao todo 16 janelas o que equivale a 32 paineis e respectivo mesmo numero de brasões, que correspondem na sua maioria a Governadores e capitães-generais de Angola, outros coincidentemente a navegadores portugueses, e ainda brasões d'armas de Portugal, província ultramarina de Angola, São Salvador do Congo, cidade de S. Paulo de Luanda e da cidade de Benguela. Na soleira dos vãos tem um painel comum a todas janelas com um desenho de uma Rosa dos Ventos centrada num almofadão.
 
5  - Sá
Salvador Correia de Sá e Benevides (1602, Cádis - Lisboa, 1 de Janeiro de 1688) foi um militar e político português que se destacou no comando da frota que em 1647 reconquistou Angola e São Tomé e Príncipe para Portugal, terminando a ocupação holandesa. Foi por três vezes governador da capitania do Rio de Janeiro (1637-1642, 1648 e 1659-1660); governador da capitania do Sul do Brasil (1659-1662); governador de Angola (1648-1651) e Almirante da Costa do Sul e Rio da Prata com superintendência em todas as matérias de Guerra; administrador de todas as Minas do Brasil e Conselheiro dos Conselhos de Guerra e Ultramarino.

Filho de Martim Correia de Sá, bandeirante, que descendia da família dos fundadores do Rio de Janeiro Mem de Sá e Estácio de Sá. Nascido durante a União Ibérica, em 1625 defendeu Vila Velha contra o holandês Piet Heyn participando em seguida na força luso-espanhola da Jornada dos Vassalos que reconquistou Salvador durante a primeira das invasões holandesas do Brasil. Em 1630 desceu o rio Tietê com o bandeirante André Fernandes. Nomeado por Filipe III "Almirante da Costa do Sul e Rio da Prata", foi chamado a dominar um levante dos Paiaguás e dos Guaicurus. Em 1632 dominou os Calchaquis em San Miguel de Tucumán.

Em 1641, após a restauração da Independência Portuguesa, aclamou o rei D. João IV de Portugal, o que lhe custou muitos bens que possuía no Peru e em Espanha. De regresso a Portugal, em 1643 foi nomeado almirante das frotas do Brasil e membro do Conselho Ultramarino. Em 1647 comandou a frota que reconquistou Angola e São Tomé e Príncipe para Portugal, para resolver a questão da ocupação holandesa em África, sendo nomeado governador de Angola. Em 1662 superou a chamada Revolta da Cachaça, no Rio de Janeiro. No ano seguinte regressou a Portugal, onde se manteve até a morte como um membro do Conselho Ultramarino.

 
 
6  - Cabral
Penso que este brasão também é referente a Pedro Alvares Cabral
 
Filomeno da Câmara de Melo Cabral (Ponta Delgada, 10 de Fevereiro de 1873Lisboa, 27 de Janeiro de 1934) foi um militar da Armada Portuguesa, administrador colonial e político conservador português que, entre outras funções, foi ministro, deputado, governador de Timor Português e governador e alto-comissário em Angola.
 
 
 
13 - Almeida
D. Francisco de Almeida fidalgo da família do conde de Abrantes.Foi nomeado governador de Angola por carta régia de 9 de Janeiro de 1592, tendo desembarcado em Luanda a 24 de Junho do mesmo ano. O seu governo não foi feliz, dado ter ordens para revogar as concessões e mercês concedidas pela Carta de Doação de 19 de Setembro de 1571, a Paulo Dias de Novais e seus companheiros. Ao cumprir-las, originou a revolta destes, que o prenderam e expulsaram de Angola em Março de 1593.
 
Jerónimo de Almeida foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola, entre 1593 e 1594, foi antecedido no cargo por Francisco de Almeida.
 
14 - Diaz
Cristóvão Avelino Dias foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1823 e 1824, tendo sido antecedido por um período de governo exercido por uma Junta Governativa entre 1822 e 1823 e sucedido por Nicolau de Abreu Castelo Branco.
 
28 - Magalhães
Também referente ao navegador Fernão de Magalhães
 
-Henrique Jacques de Magalhães (c. 1650 — Goa, 1700) Foi um fidalgo e militar português. Foi governador de Angola
Em 1694, encontrando-se no posto de capitão general, foi nomeado governador de Angola, cargo que exerceu durante 3 anos com a diligência e a firmeza a que essa responsabilidade obrigava. Logo no primeiro ano do seu mandato, foi incumbido pelo conselho de D. Pedro II de pôr em circulação em Angola a sua primeira moeda privativa, cunhada com a franquia de cinco reis. Mas como a moeda desse origem a duas rebeliões por parte da soldadesca brasileira estabelecida na guarnição de Luanda, inconformada com a prática do soldo - cujo valor nominal era de 200 reis, mas ascendia a 700 reis, quando paga em panos -, Henrique Jacques de Magalhães foi chamado a usar da sua autoridade para esmagar as conspirações que gizavam um plano de acção por forma a obrigar o governo local a alterar o padrão monetário. Denunciados por Gregório de Matos e Guerra, um poeta desterrado da Baía, os conspiradores foram descobertos e condenados, e o delator recompensado com a autorização para regressar ao Brasil,[7]. Mas essa moeda nunca chegou a circular em Angola.[8]

Em 1695 Henrique Jacques de Magalhães reclamava dos direitos que, por inerência do cargo, lhe eram devidos no âmbito da política das mercês da administração ultramarina, solicitando da Coroa a legitimação formal do mesmo privilégio que haviam tido os seus antecessores quanto ao monopólio do comércio dos escravos e do comércio do marfim na costa atlântica.[9] Convém observar que esta atitude por parte do governador integrava-se perfeitamente na linha do «homem ultramarino» da sua época, cujo perfil traçado por Mafalda Soares e citado por Andréa Gonçalves, é o do homem que procura as «suas fortunas nas colónias com o fito de regressar à Corte alcançando uma condição superior». As autoras destacam explicitamente Henrique Jacques de Magalhães como um dos exemplos mais representativos desse perfil.[10]

Em 1697 atingiu notoriedade ao intervir junto do poder central numa das questões mais delicadas da administração ultramarina, no contexto da religião e assistência, que foi a da forma como deviam ser constituídas as juntas das missões no Atlântico português. Expediu cartas ao conselho ultramarino, denunciando as arbitrariedades que vinham sendo cometidas nesse âmbito e pedindo que fosse definida com urgência «uma forma determinada para a precedência das vozes e assentos na Junta». O pedido foi atendido em Abril do mesmo ano. Reunido o conselho e consultada a questão, foi-lhe dada razão acerca do que protestava e aprovada a resolução que se guardou por muitos anos na administração colonial em Angola e que determinava «que o governador presidisse a Junta, e, na sua ausência, a pessoa que em seu lugar governasse. Sentava-se junto ao governador o bispo e, de imediato ao bispo, o Ouvidor Geral (que também servia de Provedor da Fazenda em Angola), seguindo-se logo o Prelado da Religião que fosse mais antigo no tempo de prelado e da mesma maneira os outros prelados das demais religiões».[11] Com este tributo para a boa gestão do império colonial português cessava Henrique Jacques de Magalhães as suas funções de governador de Angola.

Nos anos que se seguiram permaneceu no posto de capitão general da armada da Índia e foi neste alto posto que se manteve até aos seus últimos dias.

-João Joaquim Jacques de Magalhães foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1738 e 1748
 
29 - Sousa
Baltazar de Aragão de Sousa (?) 
 
João Correia de Sousa foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1621 e 1623.
 
João da Silva e Sousa foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1680 e 1684.
 
 
35 - Albuquerque
António de Saldanha de Albuquerque Castro e Ribafria foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1709 e 1713.
Paulo Caetano de Albuquerque foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1726 e 1732.
 
36 - Oliveira Barbosa
José de Oliveira Barbosa, primeiro e único barão do Passeio Público e visconde do Rio Comprido (Fortaleza de São João, 22 de agosto de 1753Rio de Janeiro, 2 de maio de 1844) foi um militar brasileiro.

A fortaleza onde nasceu, no Rio de Janeiro, era comandada por seu avô materno, Francisco Pereira Leal. Era filho de João de Oliveira Barbosa, concluiu seus estudos no conventos dos Franciscanos e ingressou na carreira militar, como cadete, em 25 de junho de 1775 no regimento de artilharia. Serviu, em 1784, no destacamento da guarnição da Ilha de Trinidade.

Após sucessivas promoções, em 1798 foi nomeado coronel comandante do regimento de artilharia, recebendo também a ordem militar de São Bento de Avis. Com a chegada de Dom João VI ao Brasil, é promovido a brigadeiro em 13 de maio de 1808. Foi depois nomeado governador do reino de Angola, em 12 de julho de 1809, e em 23 de fevereiro de 1810, promovido a marechal.

Foi Ministro da Guerra, entre 10 e 14 de novembro de 1823, no qual referendou o decreto que dissolveu a Assembléia Constituinte. Agraciado comendador da Imperial Ordem de Avis em 1813, depois Barão do Passeio Público, em 24 de outubro de 1829, finalmente Visconde do Rio Comprido, em 18 de julho de 1841.

 
 
51 - Vasconcelos
Francisco de Vasconcelos da Cunha foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 4 de setembro de 1635 e 18 de outubro de 1639.
 
António de Vasconcelos foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1758 e 1764.
 
José de Almeida e Vasconcelos de Soveral e Carvalho Soares de Albergaria, 1.º visconde da Lapa foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1784 e 1790, tendo sido antecedido por um período de Junta Governativa que durou de 1782 a 1784 e sucedido por Manuel de Almeida e Vasconcelos de Soveral, 1.º conde da Lapa.
 
Manuel de Almeida e Vasconcelos de Soveral, 1.º conde da Lapa, foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1790 e 1797, tendo sido antecedido por José de Almeida e Vasconcelos de Soveral e Carvalho Soares de Albergaria, 1.º visconde da Lapa e sucedido por Miguel António de Melo.
 
José Maria de Sousa Macedo Almeida e Vasconcelos, Barão de Santa Comba Dão, foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1829 e 1834, tendo sido antecedido por Nicolau de Abreu Castelo Branco e sucedido por um Junta Governativa que exerceu a sua autoridade entre 1834 e 1836, sobre o mesmo território que no entanto se passou a denominar Província de Angola.
 
 
52 - Mascarenhas (também é brazão dos Silveira e dos Ferreiras)
Simão de Mascarenhas foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1623 e 1624.
 
 
 
59 - Gama
Penso que este brasão também é referente a Vasco da Gama. Porque este brasão que tem o escudo português no centro era especifico do Navegador português.
 
José Gonçalo da Gama foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General conjuntamente com João de Câmara na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1779 e 1782.
 
D. António de Saldanha da Gama (Lisboa, 5 de Fevereiro de 1778 — Lisboa, 23 de Julho de 1839), conde de Porto Santo, foi um aristocrata, militar da Armada e político que, entre outras funções, se distinguiu como diplomata e administrador colonial. Antes de completar 30 anos de idade já tinha sido nomeado governador e capitão-general do Maranhão (1802), vogal do Conselho do Ultramar (1806) e governador-geral de Angola (1807). Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros e interinamente Ministro da Fazenda. Foi sócio honorário da Academia Real das Ciências de Lisboa e membro da Maçonaria.
Foi filho de D. Manuel de Saldanha da Gama, moço fidalgo e membro do Conselho do Ultramar, e de D. Francisca Joana Josefa da Câmara, uma dama de origem madeirense. Seguiu a carreira militar, como oficial de Marinha, tendo-se reformado no posto de chefe-de-esquadra da Armada Real. Na sua carreira militar foi ajudante-de-campo do príncipe Augusto de Inglaterra, duque de Sussex. O seu primeiro cargo político foi o de governador e capitão-general do Maranhão, para o qual foi nomeado em 1802.
Logo em 1806 foi nomeado vogal do Conselho do Ultramar, cargo que fora exercido por seu pai, e em 1807 foi escolhido para governador-geral de Angola, funções que exerceu até 1810.
Durante o seu mandato como governador-geral de Angola empenhou-se na modernização económica e administrativa da colónia tendo realizado uma importante obra de fomento. Foi naquele período que se iniciou a extração de minério de ferro e cobre em Angola e se testou a extração de enxofre na região de Benguela. No campo da agricultura, realizaram-se experiências destinadas à introdução das culturas de goma copal e de cardamomo. Para fornecer montadas às forças militares, estabeleceu uma coudelaria na região do Dondo. Com o objectivo de pacificar o território, isentou os povos indígenas de alguns tributos. No campo administrativo restabeleceu a Aula de Matemática na cidade de Luanda, cidade onde promoveu a construção do primeiro cemitério que ali existiu. Também promoveu, sem sucesso, as primeiras tentativas de travessia do continente africano desde a costa atlântica angolana até Moçambique.

Em 1810, terminado o seu mandato como governador-geral de Angola, fixou-se no Rio de Janeiro, cidade onde a Corte portuguesa se havia instalado. Ali foi nomeado membro do Conselho da Fazenda, cargo que exerceu durante quatro anos.

Terminadas na Europa as Guerras Napoleónicas, foi nomeado ministro plenipotenciário da delegação portuguesa que participou no Congresso de Viena. Nessas funções afirmou-se como bom diplomata, prestando distintos serviços à causa portuguesa.

Ingressou então no serviço diplomático português, sendo sucessivamente colocado como ministro plenipotenciário junto das cortes de São Petersburgo (1815-1820) e Madrid (1820). Por decreto de 24 de Maio de 1820 foi escolhido para integrar o Governo de Portugal.

No ano de 1823 foi nomeado embaixador extraordinário em Madrid. Nesse mesmo ano, por Decreto de 23 de Outubro de 1823, foi feito conde de Porto Santo, título que se deve à origem familiar de sua mãe.

Em 1825, sendo ainda embaixador em Madrid, foi nomeado pela infanta regente D. Isabel Maria para o cargo de Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, cargo que exerceu até 1826. Foi também, embora interinamente, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda no período de 4 a 26 de Setembro de 1825.

Em 1826 foi feito par do Reino, mas foi demitido do ministério o que determinou o seu afastamento da vida política.

Apesar da sua pertença à Maçonaria, em 1828 foi um dos nobres que assinou o Assento dos Três Estados do Reino que declarou D. Miguel I de Portugal como legítimo rei.

Manteve-se fora da actividade política durante a Guerra Civil Portuguesa, regressando em 1833, já depois da tomada da capital pelas tropas liberais, sendo então escolhido para primeiro presidente da Comissão Municipal de Lisboa.

Alegando 34 anos de serviço sem receber remuneração alguma, solicitou e obteve da rainha D. Maria II de Portugal as comendas da Ordem de Cristo de São Pedro do Sul, de São João do Pinheiro e de São Salvador de Baldreos, que se encontravam vagas.

Para além de ser moço fidalgo da Casa Real teve o título honorífico de veador da rainha D. Carlota Joaquina. Pelos seus serviços recebeu a grã-cruz da Ordem da Torre e Espada e da Ordem de Carlos III de Espanha e foi comendador da Ordem de São Bento de Avis e da Ordem de Cristo. Foi ainda sócio honorário da Academia Real das Ciências de Lisboa.

Aderiu à Maçonaria nos tempos em que foi ajudante-de-campo do príncipe Augusto de Inglaterra, duque de Sussex, que era então o grão-mestre daquela organização.

É autor da obra Memoria sobre as Colonias de Portugal, Situadas na Costa Occidental da Africa, Mandada ao Governo em 1814. Como homenagem, a obra foi impressa pelos alunos da Casa Pia no ano da sua morte e depois reeditado em Paris.
 
 
 
 
 
60 - Negreiros
André Vidal de Negreiros (Capitania da Paraíba, 1606Goiana, 3 de fevereiro de 1680) foi um militar e governador colonial português nascido na então colónia do Brasil.
Filho de Francisco Vidal, nascido em Santarém e falecido em Paraíba, e de sua mulher Catarina Ferreira, nascida em Porto Santo.

No contexto das invasões holandesas do Brasil (1624-1654) lutou contra os holandeses quando da invasão de Salvador na Bahia (1624), voltando a se envolver no conflito participando de todas as fases da Insurreição Pernambucana (1645-1654), quando mobilizou tropas e meios nos sertões nordestinos.

Um dos melhores soldados de seu tempo, tomou parte com grande bravura em quase todos os combates contra os holandeses. Foi nomeado Mestre-de-Campo, notabilizando-se no comando de um dos Terços do Exército Patriota, nas duas batalhas dos Guararapes, em 1648 e 1649. Comandou o sítio de Recife que resultou na capitulação holandesa no ano de 1654.

Encarregado de levar ao rei D. João IV (1640-1656), a notícia da expulsão dos holandeses, foi condecorado pelo soberano. Por seus feitos foi sucessivamente nomeado Governador e Capitão-Geral da Capitania do Maranhão (1655-1656), da Capitania de Pernambuco (1657-1661), de Angola (1661-1666), e, novamente, de Pernambuco (1667).

O historiador Veríssimo Serrão, complementa:

"Dirigiu as operações de guerra até 1654, sendo, na opinião de Varnhagen, o grande artífice da expulsão dos holandeses. A Coroa utilizou depois deu valimento como governador das Capitanias do Maranhão (1656-1666) e de Pernambuco (1657-1661 e 1667), mandando-o também governar o Estado de Angola (1661-1666). Embora o considere um valente cabo-de-guerra, Charles R. Boxer limita o papel de Negreiros na chefia do movimento, por considerar que foi João Fernandes Vieira o principal herói da reconquista de Pernambuco." (in: História de Portugal (v. V), p. 114).

É ascendente da atriz Alessandra Negrini.

 
 
 
74 - Brazão das Armas de Portugal
 
 
 
 
 
 
75 - Meneses
Pedro César de Meneses .foi um político e militar português Governador e Capitão-General de Angola 18 de Outubro de 1639 até 1641, altura da invasão da então colónia portuguesa pelos holandeses e de 1641 - Outubro de 1645 em oposição aos já referidos invasores [1] . Morreu em 1666.
 
Pires de Saldanha de Sousa e Meneses foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1676 e 1680.
 
Gonçalo da Costa de Alcáçova Carneiro de Meneses foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1691 e 1694.
 
Rodrigo César de Meneses foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1732 e 1738.
 
 
 
 
 
81 - Vieira
João Fernandes Vieira (Faial[1], c. 1613Olinda, 1681) foi um dos principais chefes militares portugueses nas lutas pela expulsão dos holandeses de Pernambuco. Foi nomeado governador e Capitão-general de Angola (1658-61).

Apesar das muitas dúvidas e controvérsias acerca da origem de João Fernandes Vieira, um dos heróis da Restauração Pernambucana, pode-se afirmar que nasceu na Ilha da Madeira em 1613, numa época de opressão e de pobreza, em que dominava o governo castelhano.

O historiador português Veríssimo Serrão, recorda que a biografia deste militar:

"(...) se mantém coberta de sombras e que se tornou uma personagem quase lendária da Restauração no Brasil. Nascido ao redor de 1610 na ilha da Madeira, era mulato e de origem humilde. Tendo emigrado para Pernambuco, ali exerceu pequenos mesteres até 1635, quando a proteção dos holandeses lhe fez adquirir alguns meios de fortuna. Pouco depois era senhor de cinco engenhos, exerceu o cargo de vereador de Maurícia e obteve a contratação dos dízimos sobre o pau-brasil e o açúcar."[2]

Conforme o historiador brasileiro Oliveira Lima, "João Fernandes Vieira, apesar de ser de cor, governou Angola e Pernambuco". [3]

Já segundo o Nobiliário da Ilha da Madeira, de Henrique Henriques de Noronha, também mencionado na obra de José Antonio Gonsalves de Mello, o verdadeiro nome de Vieira era Francisco de Ornellas, filho segundo do fidalgo Francisco de Ornellas Moniz e de sua esposa D. Antônia Mendes, que, sendo rapaz, fugiu para o Brasil, onde mudou de nome. Teria nascido na capitania de Machico em 1613. Os sobrenomes Fernandes e Vieira homenageavam os seus ancestrais Pedro Vieira, o grande morgado da Ribeira de Machico, e António Fernandes, sesmeiro nas Covas do Faial, no Norte da ilha.[4]

Tradicionalmente, considera-se que chegou à Capitania de Pernambuco, no Brasil, em 1620, possivelmente com menos de dez anos de idade. Humilde, trabalhou no comércio em Olinda, tendo participado, ao lado das forças de Matias de Albuquerque, da resistência à segunda das Invasões holandesas do Brasil em 1630. Poucos anos mais tarde, trabalhava na cidade para um abastado comerciante e senhor de engenho judeu neerlandês, Jacob Stachhouwer, pessoa ligada à Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (W.I.C.). [5] No convívio e no trato com os invasores, conhecendo bem Maurício de Nassau, acumulou propriedades rurais, enriqueceu, tornando-se abastado senhor de engenho que, pelos destinos da guerra, veio a perder.

Em 1639, Vieira já era uma pessoa importante na sociedade pernambucana, tendo sido indicado para o cargo de escabino (membro da Câmara Municipal) de Olinda. Posteriormente, foi escabino de Maurícia (Recife) de julho de 1641 a junho de 1642, sendo reconduzido, no exercício de 1642 a 1643.

Em 1643, casou-se com Maria César, filha do madeirense Francisco Berenguer de Andrada e de Joana de Albuquerque, descendente de Jerônimo de Albuquerque. Com o casamento, João Fernandes Vieira ingressou definitivamente na aristocracia rural pernambucana.

Ainda de acordo com Veríssimo Serrão:

"(...) em 1642, aumentou os seus bens, e viu-se feito capitão de um Corpo de Ordenanças, continuando a beneficiar de empréstimos da Companhia para manter seus negócios. Ser-lhe-ia, portanto, mais fácil garantir a independência financeira, em vez de obedecer a razões de ordem religiosa para hostilizar os holandeses, como o veio a fazer desde 1644. O seu comportamento posterior, assente em actos de coragem, mostra que Vieira sentiu o ideal da Restauração e o antepôs, com todos os riscos, ao valimento social que auferia em Pernambuco."[6]

Após a partida de Maurício de Nassau do Recife, em 1644, passou a se opôr aos invasores, assumindo a liderança da insurreição de 1645, vindo a receber apoio de seu amigo, o frei Manuel Calado, que do seu púlpito convocou o povo à luta contra os "hereges" e redigiu "O Valeroso Lucideno" (Lisboa, 1648).

Em 1645, Vieira foi o primeiro signatário do pacto então selado - no qual figura o vocábulo pátria pela primeira vez utilizado em terras brasileiras. Na função de mestre-de-campo, comandou o mais poderoso terço do Exército Patriota nas duas batalhas dos Guararapes (1648 e 1649). Por seus feitos, foi aclamado Chefe Supremo da Revolução e Governador da Guerra da Liberdade e da Restauração de Pernambuco.

Os principais chefes militares do movimento de restauração de Pernambuco contra o domínio holandês foram, além de Vieira, André Vidal de Negreiros; Antônio Filipe Camarão, à frente dos índios da costa do Nordeste; Henrique Dias, no comando de pretos, crioulos e mulatos; e o capitão Antônio Dias Cardoso, tendo-se transformando em heróis do imaginário nativista pernambucano. A "guerra da liberdade divina", nas palavras do padre Antônio Vieira, durou nove anos, sendo de assinalar que o governador de Pernambuco, António Teles da Silva, dava apoio encoberto à revolta, enquanto os holandeses pensavam que se tratava apenas de uma sublevação na capitania de Pernambuco. A diplomacia de D. João IV de Portugal, entretanto, tentava, na Europa, não indispor a Holanda. O que ocorria no Recife não tinha o apoio da Coroa, por isso o conflito entre o governador e os colonos revoltados, na primavera de 1646. Antônio Teles da Silva chegou a ser mandado regressar a Lisboa, onde esteve detido em São Gião como colaborador dos movimentos de Pernambuco, mas, aproveitando da vitória de Tabocas, foi possível recuperar outras zonas em poder dos holandeses: os fortes de Sergipe, do rio São Francisco, do Porto Calvo, de Serinhaém e de Nazaré.

Com a paz, após 1654, Fernandes Vieira recuperou os seus bens e, entre outros cargos, foi nomeado Governador e Capitão-Geral da Capitania da Paraíba (1655-57). Mais tarde, foi nomeado governador e Capitão-general de Angola (1658-61). Exerceu também o cargo de Superintendente das Fortificações do Nordeste do Brasil, de 1661 a 1681

 
 
 
 
82 - Pereira
André Ferreira Pereira foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola, entre 1591 e Junho de 1592.
 
Manuel Cerveira Pereira foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola, por duas vezes, a primeira entre 1603 e 1606, tendo sido antecedido por João Rodrigues Coutinho e sucedido por Manuel Pereira Forjaz, o segundo mandato foi entre 1615 e 1617 tendo sido antecedido por Bento Banha Cardoso e sucedido por Luís Mendes de Vasconcelos.
 
Manuel Pereira Forjaz foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre Setembro de 1607 e 1611.
 
 
 
 
 
98 - Couceiro
Henrique Mitchell de Paiva Couceiro  (Lisboa, 30 de Dezembro de 1861Lisboa, 11 de Fevereiro de 1944) foi um militar, administrador colonial e político português que se notabilizou nas campanhas de ocupação colonial em Angola e Moçambique e como inspirador das chamadas incursões monárquicas contra a Primeira República Portuguesa em 1911, 1912 e 1919. Presidiu ao governo da chamada Monarquia do Norte, de 19 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 1919, na qual colaboraram activamente os mais notáveis integralistas lusitanos. A sua dedicação à causa monárquica e a sua proximidade aos princípios do Integralismo Lusitano, conduziram-no por diversas vezes ao exílio, antes e depois da instituição do regime do Estado Novo em Portugal.
 
 
 
 
99 - Mattos
José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos GC TEGC AGC L (Ponte de Lima, Ponte de Lima, Rua do Pinheiro, 23 de Março de 1867Ponte de Lima, na sua casa de família, 2 ou 3 de Janeiro de 1955) foi um general e político português.Era filho de Tomás Mendes Norton, comerciante e Cônsul da Grã Bretanha e Irlanda em Viana do Castelo (afilhado de Baptismo de Rodrigo da Fonseca Magalhães) e de Emília de Matos Prego e Sous, neto paterno de José Mendes Ribeiro, da burguesia de Viana do Castelo, e materno de Manuel José de Matos Prego e Sousa, Doutor em Direito, da fidalguia de Ponte de Lima (Casa do Bárrio).

Depois de frequentar o colégio em Braga foi, em 1880, para a Escola Académica, em Lisboa. Quatro anos depois iniciou o seu curso na Faculdade de Matemática em Coimbra. Fez o curso da Escola do Exército e, em 1898, partiu para a Índia Portuguesa, onde organizou os cadastros das terras. Começou aí a sua carreira na administração colonial, como director dos Serviços de Agrimensura. Acabada a sua comissão, viajou por Macau e pela China em missão diplomática.

O seu regresso a Portugal coincidiu com a proclamação da República. Dispondo-se a servir o novo regime, Norton de Matos foi chefe do estado-maior da 5ª divisão militar. A 17 de Maio de 1912 é iniciado Maçon na Loja Pátria e Liberdade, N.º 332, de Lisboa (Rito Escocês Antigo e Aceite), sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano Unido, com o nome simbólico de Danton. Nesse mesmo ano tomou posse como governador-geral de Angola. A sua actuação na colónia revelou-se extremamente importante, na medida em que impulsionou fortemente o seu desenvolvimento, protegendo-a, de certa forma, da ameaça contínua que pairava sobre o domínio colonial português, por parte de potências como a Inglaterra, a Alemanha e a França. Fundou a cidade do Huambo. A 27 de Janeiro de 1913 é elevado ao Grau 2 (Companheiro) e a 18 de Abril de 1914 é elevado ao Grau 3 (Mestre). Em Outubro desse ano dá-se a cisão da Maçonaria Portuguesa: a Loja Pátria e Liberdade, N.º 332 desliga-se da obediência do Grande Oriente Lusitano Unido.

Foi demitido do cargo em 1915, como consequência da nova situação política que se vivia em Portugal durante a Primeira Guerra Mundial. Foi depois chamado, de novo, ao Governo, ocupando o cargo de ministro das Colónias, embora por pouco tempo. A 12 de Maio de 1916 reentra na obediência do Grande Oriente Lusitano Unido, filiando-se na Loja Acácia, de Lisboa (Rito Francês), e a 19 de Setembro de 1916 é elevado ao Grau 4 (Eleito) do Rito Francês. Em 1917, um novo golpe revolucionário obrigou-o a exilar-se em Londres, por divergências com o novo governo. A 16 de Fevereiro de 1918 é elevado ao Grau 5 (Escocês) do Rito Francês e a 31 de Outubro de 1918 é elevado ao Grau 6 (Cavaleiro do Oriente ou da Espada) do Rito Francês. Regressou à pátria e foi delegado de Portugal à Conferência da Paz, em 1919. Mais tarde, foi promovido a general por distinção e nomeado Alto Comissário da República em Angola. Na Primavera de 1919, foi delegado português à Conferência da Paz. A 31 de Outubro de 1919 é elevado ao Grau 7 e último (Príncipe Rosa Cruz) do Rito Francês. Em Junho de 1924, exerceu as funções de embaixador de Portugal em Londres, cargo de que foi afastado aquando da instauração da Ditadura Militar. A 6 de Novembro de 1928 a Loja Acácia, de que é membro, propõe, pela primeira vez, a sua candidatura ao cargo de Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano Unido. A 7 de Dezembro de 1928 morre Joaquim de Magalhães Lima, 10.º Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, e a 31 de Outubro de 1929 morre António José de Almeida, 12.º Grão-Mestre eleito do Grande Oriente Lusitano Unido.

Foi, a 31 de Dezembro de 1929, eleito 14.º Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido para os anos de 1930 e 1931, cargo que ocupou entre 1930 e 1935.[1] A 30 de Abril de 1930 toma posse do cargo de Grão-Mestre, dirigindo uma mensagem aos Maçons Portugueses. A 17 de Setembro parte para Antuérpia, a fim de participar na Semana Portuguesa e na Convenção Maçónica Internacional. De 25 a 30 de Setembro toma parte na Convenção da Association Maçonnique Internationale (A.M.I.), reunida em Bruxelas. Em Dezembro, devido ao período decrescente em que decorrem os trabalhos maçónicos em Portugal, é decidido suspendê-los nas lojas de Lisboa, convidando estas à imediata triangulação. Em Março de 1931 dirige uma importante mensagem à Grande Dieta e em Dezembro é reeleito Grão-Mestre.

A 5 de Julho de 1932 Salazar ascende a Presidente do Conselho. A 31 de Janeiro de 1935 protesta, junto do Presidente da Assembleia Nacional, José Alberto dos Reis, contra o projecto de lei que proíbe as associações secretas. A 14 de Maio é emitida uma Resolução do Conselho de Ministros exonerando e / ou passando à reforma uma série de funcionários que oferecem poucas garantias de fidelidade ao regime, entre os quais Norton de Matos. A 21 de Maio dá-se a Publicação da Lei N.º 1.091 que proíbe as associações secretas. Norton de Matos demite-se do cargo de Grão-Mestre, para que pudesse ser eleito alguém desconhecido do Governo.

Em 1948, participou nas eleições presidenciais de 1949, reivindicando a liberdade de propaganda e uma melhor fiscalização dos votos. O regime de Salazar recusou-se a satisfazer estas exigências. Obteve vastos apoios populares e apoio de membros da oposição. Devido à falta de liberdade no acto eleitoral, e prevendo fraudes eleitorais, ele acabou por desistir depois de participar em comícios e outras manifestações de massas.

 
 
 
105- Brasão da casa real Portuguesa
Dom João V (1706-1750)
Dom José (1750-1777), Dom Pedro III (1777-1786) e Dona Maria I (1777-1816)
Tal como já fizera antes o seu pai, Dom João V vai também ordenar a "actualização" dos ornamentos do brasão, passando a coroa a ser forrada de um barrete vermelho e o escudo terminado em bico contra curvado, no formato dito francês.
 
 
 
 
106 - Lencastre
António de Lencastre foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1772 e 1779, tendo sido antecedido por Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho e sucedido por José Gonçalo da Gama.[
 
 
 
 
113 - Brasão da casa real Portuguesa 
Dom João IV (1640-1656)
Dom Afonso VI (1656-1667)
Com a Restauração, a bandeira foi ligeiramente modificada, ficando o escudo com a ponta redonda, no formato dito português. É também a partir desta data que se inicia a distinção entre armas e bandeira reais e armas e bandeiras do Reino.
 
 
 
 
 
 
 
114 - Reino do Congo
Composição com brasão de armas de São Salvador do Congo. Com a legenda "ARMA DELL SÃO SALVADOR DELL CONGO"
 
 
 
120 - Noronha
João Manuel de Noronha (6 de Março de 1679 - Nápoles, 19 de Janeiro de 1761) foi um nobre português, 6.º conde de Atalaia desde 1722 até à sua morte e feito 1.º marquês de Tancos por carta de 22 de Outubro de 1751.

Filho do segundo casamento de Luís Manuel de Távora, 4.º conde de Atalaia, com D. Francisca Leonor de Mendoça da Câmara, era senhor de Atalaia, Tancos, Asseiceira, Vila Nova da Erra, Águias e mais lugares da Casa de Atalaia.

Foi também comendador de Santa Maria da Devesa, de Castelo de Vide, Cabeceiras de Basto e São Pedro do Vale de Nogueira na Ordem de Cristo, de Alpedriz na Ordem de Avis, de Santa Maria de Alcáçova na Ordem de Santiago, e alcaide-mor de Marvão.

Prestou serviços no Exército e na Armada, sendo capitão de infantaria da armada e mestre-de-campo do terço de Caminha em 1702.

Como o seu pai e o irmão, serviu na Guerra da Sucessão Espanhola e atingiu os postos de general-de-batalha e mestre-de-campo general. Entrou nos cercos de Alcántara e de Cidade Rodrigo e foi aprisionado na batalha de Almanza. Em 1708 desmantelou Valência de Alcântara e tomou Miranda aos espanhóis.

Foi então governador ou capitão-general de Angola, governador das armas na província do Alentejo, governador da Torre de Belém, do Conselho de Estado e do da Guerra, mordomo-mor da rainha D. Mariana Vitória, tendo tido o mesmo cargo junto da Princesa do Brasil, depois Maria I de Portugal.

 

Fernando António Soares de Noronha (Tavira, 30 de Julho de 1742Maranhão, 1814), senhor da Quinta das Torres, foi um militar e administrador colonial português que, entre outras funções, foi governador e capitão general de Angola.

 
121 - Sousa
Como o brasão 29 este também é referente ao ao sobrenome Sousa
 
 
 
 
 
 
 
128 - Dias
Também referente ao navegador Bartomeu Dias
 
Paulo Dias de Novais (c. 1510Massangano, 9 de Maio de 1589) foi um fidalgo e explorador português. Era neto do navegador Bartolomeu Dias, e foi escrivão da Fazenda Real.

Integrou uma embaixada de Portugal ao reino de Angola em 1560, juntamente com religiosos da Companhia de Jesus, que tinha como objectivo contactar o lendário rei de Ndongo Ngola Kiluanji. Acabou por ficar detido, sendo libertado em 1565 ou 1566, com o auxílio "de uma princesa filha daquele rei" sob a promessa de ir a Portugal arranjar socorro militar contra a campanha iniciada por Kiloango-Kiacongo, um temido rival de Ngola Kiluanji.

Novais obteve do rei D. Sebastião (1568-1578) uma Carta de Doação (1571), que lhe dava o título de "Governador e Capitão-Mor, conquistador e povoador do Reyno de Sebaste na Conquista da Etiópia ou Guiné Inferior", nome pelo qual a região de Angola era então conhecida. Partiu de Lisboa em 23 de Outubro de 1574 e desembarcou na chamada Ilha das Cabras (actual Ilha de Luanda) a 11 de Fevereiro de 1575.[1] Ali já existiam cerca de sete povoados e Novais encontrou sete embarcações fundeadas e cerca de quarenta portugueses estabelecidos, enriquecidos com o comércio negreiro, ali refugiados dos Jagas. Acredita-se que já estivessem ali estabelecidos há alguns anos, uma vez que na ilha também existia uma igreja e um padre.

Estabelecendo-se na Ilha das Cabras, Novais recebeu uma embaixada do rei Ngola Kiluanji Kiassamba (29 de Junho de 1576), recebendo a permissão deste para se mudar para terra firme, para o antigo morro de São Paulo, onde fundou a povoação de São Paulo de Loanda.

Pelos termos da Carta de Doação recebida, Novais deveria expandir o território para Norte até às margens do rio Dande (Bengo), para o Sul, e para o interior ao longo do curso do rio Kwanza. Tinha ainda a obrigação de construir uma igreja, fortalezas e de doar sesmarias, para assentamento dos colonos. Partiu em direção às terras do Ndongo, em busca das lendárias minas de prata de Cambambe, avançando pelo vale do Kwanza até à sua confluência com o rio Lucala, onde fundou a vila de Nossa Senhora da Vitória de Massangano, em 1583 (ver Fortaleza de Massangano).

Faleceu em Massangano e lá foi sepultado, defronte da Igreja de Nossa Senhora da Vitória, em túmulo de pedra. As suas cinzas foram mais tarde transladadas para a Igreja dos Jesuítas em Luanda, pelo Governador Bento Banha Cardoso, em 1609.

 

 

 
129 - Brasão de armas da provincia de Angola
 
 
 
135 - Cão
Brasão referente ao navegador Diogo Cão

Diogo Cão foi um navegador português do século XV que possivelmente nasceu na Freguesia de Sá, concelho de Monção, ou na região de Vila Real, em data desconhecida, pois somente a realeza fazia registos concretos da data de nascimento e falecimento.

Enviado por D. João II, realizou duas viagens de descobrimento da costa sudoeste africana, entre 1482 e 1486. Chegou à foz do Zaire e avançou pelo interior do rio, tendo deixado uma inscrição comprovando a sua chegada às cataratas de Ielala, perto de Matadi. Ao chegar à foz do rio Zaire, Diogo Cão julgou ter alcançado o ponto mais a sul do continente africano (Cabo da Boa Esperança), que na verdade foi dobrado por Bartolomeu Dias pouco tempo depois.

Estabeleceu as primeiras relações com o Reino do Congo.

Em 1485 chegou ao Cabo da Cruz (actual Namíbia). Introduziu a utilização dos padrões de pedra, em lugar das cruzes de madeira, para assinalar a presença portuguesa nas zonas descobertas.

 
 
 
136 - Saldanha
António de Saldanha de Albuquerque Castro e Ribafria foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1709 e 1713.
 
 
143 - Brasão da cidade de São Paulo de Luanda
 
 
144 - Brasão da cidade de São Filipe de Benguela
 
 
 
150 - Coutinho
João Rodrigues Coutinho foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola, entre 1602 e 1603.
 
Manuel Pereira Coutinho foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 4 de Setembro de 1630 e 1635,
 
Fonseca Coutinho foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador interino na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1748 e 1749
 
D. Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho, (Vila Viçosa, 28 de Dezembro de 1726 - Madrid, 6 de Fevereiro de 1780), foi militar, administrador colonial português e diplomata. Ocupou vários postos militares no Reino, após o que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1764 e 1772
 
 
 
 
151 - Silva, Benevides e Castelo Branco 
 
 Luís Lobo da Silva foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1684 e 1688, tendo sido antecedido por João da Silva e Sousa e sucedido por João de Lencastre.[
 
 
(Já incluido no brasão dos Sá) - Salvador Correia de Sá e Benevides (1602, Cádis - Lisboa, 1 de Janeiro de 1688) foi um militar e político português que se destacou no comando da frota que em 1647 reconquistou Angola e São Tomé e Príncipe para Portugal, terminando a ocupação holandesa. Foi por três vezes governador da capitania do Rio de Janeiro (1637-1642, 1648 e 1659-1660); governador da capitania do Sul do Brasil (1659-1662); governador de Angola (1648-1651) e Almirante da Costa do Sul e Rio da Prata com superintendência em todas as matérias de Guerra; administrador de todas as Minas do Brasil e Conselheiro dos Conselhos de Guerra e Ultramarino.

Filho de Martim Correia de Sá, bandeirante, que descendia da família dos fundadores do Rio de Janeiro Mem de Sá e Estácio de Sá. Nascido durante a União Ibérica, em 1625 defendeu Vila Velha contra o holandês Piet Heyn participando em seguida na força luso-espanhola da Jornada dos Vassalos que reconquistou Salvador durante a primeira das invasões holandesas do Brasil. Em 1630 desceu o rio Tietê com o bandeirante André Fernandes. Nomeado por Filipe III "Almirante da Costa do Sul e Rio da Prata", foi chamado a dominar um levante dos Paiaguás e dos Guaicurus. Em 1632 dominou os Calchaquis em San Miguel de Tucumán.

Em 1641, após a restauração da Independência Portuguesa, aclamou o rei D. João IV de Portugal, o que lhe custou muitos bens que possuía no Peru e em Espanha. De regresso a Portugal, em 1643 foi nomeado almirante das frotas do Brasil e membro do Conselho Ultramarino. Em 1647 comandou a frota que reconquistou Angola e São Tomé e Príncipe para Portugal, para resolver a questão da ocupação holandesa em África, sendo nomeado governador de Angola. Em 1662 superou a chamada Revolta da Cachaça, no Rio de Janeiro. No ano seguinte regressou a Portugal, onde se manteve até a morte como um membro do Conselho Ultramarino.

 
 
 
Nicolau de Abreu Castelo Branco foi um administrador colonial português que exerceu o cargo de Governador e de Capitão-General na Capitania-Geral do Reino de Angola entre 1824 e 1829
 
 
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