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MEMÓRIA DE ANGOLA
O RESTAURO DOS AZULEJOS
da fortaleza de São Miguel em luanda
 

João Moreira /2009

ATELIER ESCOLA ANTIGA

 
        A Fortaleza de São Miguel de Luanda é uma fortificação edificada no ano de 1634  com o objectivo de defesa da cidade. Com o decorrer dos tempos, os interesses, objectivos e fins da fortaleza alteraram-se e nos finais dos anos 30 do século XX foram realizadas importantes obras para ser adaptada a museu (Museu da História). A parte das obras mais relevante e que melhor acolhimento teve, pelo seu elevado valor artístico, foi o revestimento das paredes interiores da casamata com paineis de azulejos, do estilo da azulejaria portuguesa do século XVIII, com a singular beleza dos azuis cobalto.
        Neste conjunto azulejar  são reproduzidos acontecimentos e motivos do século XV ao XIX, relativos à história, fauna e flora de Angola. Ao centro dos paineis de maiores dimenções figuram reproduções de frontespicios do manuscrito da «Historia Geral das Guerras Angolanas», de António de Oliveira de Cadornega (exemplar da Biblioteca Nacional de Paris), e extractos de cartas de Angola e Africa do seculo XVII. As fontes de inspiração artística da maioria dos motivos foram desenhos e  gravuras antigas de diversos autores, e também algumas fotografias, as quais eram reproduzidas integralmente ou em parte, consoante o espaço a pintar e as dimensões da gravura.
        A partir da decada de 70 a deterioração e desaparecimento de azulejos dos paineis foi crescente até ao estado que se encontram hoje. Por isso o seu restauro, é praticamente, a sua reprodução total. Mas sempre, respeitando todos os motivos reproduzidos recorrendo a fotos antigas dos paineis originais e das gravuras que serviram de base de inspiração. Serão também respeitados os metodos de produção tradicionais manuais antigos, quer seja o azulejo de produção totalmente manual ou o vidrado estanifero quer a sua queima para obter os maravilhosos azuis cobalto "fumados" do tempo dos fornos a lenha.
 
 
Fotos dos paineis antes e depois de restaurados, e as fontes de inspiração 
 
TEMAS PRINCIPAIS DO CONJUNTO AZULEJAR:
PAINEIS RELATIVOS Á HISTÓRIA DE ANGOLA
 PAINEIS RELATIVOS Á HISTÓRIA DE ANGOLA
 

Painel 1 restaurado - Recepção do governador João Correia de Sousa à Rainha Jinga no palácio do governador de Luanda, e  a gravura que serviu de inspiração.

 

 

 

 

 

Painel antes do restauro

 

 

 

 

 
            É no período do governo de João Correia de Sousa que se vai dar o célebre encontro com Jinga que vai a Luanda negociar a paz. Há discrepâncias quanto à data deste encontro, mas o facto em si é que é relevante. 
           Jinga prepara um séquito numeroso e com todos os atributos da sua condição de princesa faz-se anunciar em Luanda. Os portugueses vão recebê-la como uma verdadeira rainha, com tropas perfiladas e descargas de mosquetes, sendo-lhe dada hospedagem e casa condigna.
            No dia marcado para a audiência, Jinga, acompanhada do seu séquito, dirige-se à casa do governador. Entrou para a sala onde este ainda se não encontrava e, num relance percebe que na sala só havia uma cadeira e duas almofadas de veludo franjadas a ouro sobre um tapete.
            De imediato, a perspicaz Jinga percebe que pode ficar em desvantagem. Ficar de pé perante um homem sentado. Ordena a uma das suas escravas que se dobre e lhe sirva de assento e é assim sentada que vai encarar o governador — de igual para igual. Escusado será dizer que esta atitude de Jinga deixou estupefactos todos os presentes, muito particularmente o governador que percebeu imediatamente que a mulher que estava na sua presença ora especial e que deveria usar com ela de toda a diplomacia e cortesia. Até porque muita coisa estava em jogo e um gesto em falso podia representar o recrudescer da guerra.
            As negociações ocorrem com sucesso, começando a princesa Jinga por apresentar as desculpas em nome do irmão. A sua maneira de falar e a sua postura vão deixar a assistência perfeitamente espantada. Não podemos esquecer que até ao século XIX houve antropólogos que defenderam que a raça branca era superior á negra. Imaginemos o que não seria no século XVII uma africana saber exprimir-se bem e adoptar uma atitude de superioridade para com os conquistadores.
            No final, João Correia de Sousa argumentou que, para que o acordo ficasse bem cimentado, deveria o irmão de Jinga pagar aos portugueses um tributo anual. Porém, ela contrapôs que tributo só pagavam os povos subjugados, o que não era o caso. Uma última exigência por parte dos angolanos era a devolução dos escravos. Aqui os portugueses não puderam prometer que cumprissem, porque era um negócio que envolvia muita gente, mas mostraram boa vontade para o problema.
            À despedida, o governador, reparando que a escrava se mantinha acocorada na posição de assento, perguntou à altiva Jinga porque não a manda levantar, ao que a sobranceira guerreira angolana terá respondido: “Já não preciso dela, nunca me sento duas vezes na mesma cadeira!”
            A divulgação deste facto foi, em grande medida, obra de um holandês que poucos anos depois fez desenhos deste insólito comportamento e que veio contribuir muito para a aura de admiração que se gerou em torno desta mulher angolana, uma, se não a maior heroina do seu país.
 
 
Painel 87 - Baptismo da Raínha  Jinga em 1622 na Igreja Matriz de Luanda.
 
           Muito provavelmente como estratégia diplomática, Jinga deixa-se baptizar com toda a pompa e circunstância, e muda o nome para Ana de Sousa, tendo por padrinho o próprio governador João Correia de Sousa. Dai ter adoptado o seu apelido, como era costume. Isto terá ocorrido em 1622, contando Jinga 40 anos.
            A verdade é que Jinga deixara em todos os portugueses uma profunda admiração e respeito e vai regressar ao seu reino com prendas preciosas oferecidas pelos portugueses.
            Relata então ao irmão o sucesso da sua missão. Este, entusiasmado com a descrição do baptismo, manda comunicar ao governador que lhe mande missionários para ser também ele baptizado. É incumbido dessa missão o padre Dionísio de Faria, natural do reino de Matamba. Porém, quando Mbandi vê que os portugueses lhe enviaram um padre da sua raça, isto é negro, tomando isso como uma afronta, recomeça de imediato a guerra contra os portugueses que, muito mais bem preparados o vão perseguir. Cobardemente, foge e refugia-se numa pequena ilha do Quanza, onde acaba por morrer ou ser envenenado, a mando da irmã, que percebe que é chegada a sua hora da mandar. Ela possuía já um exército fiel, engrossado continuamente com escravos que fugiam a refugiar-se nas suas terras para escaparem ao seu trágico destino.
            As mensagens entre os portugueses e a rainha Jinga prosseguiam, havendo, por parte do governador, alguma relutância em combater esta mulher que para todos os efeitos era cristã. O governador teria gostado de cumprir a sua palavra, mas as pressões de Lisboa para se aumentar o mercado de escravos para o Brasil eram demasiado fortes para que o governador pudesse agir segundo a sua consciência. 
 

Painel 4 restaurado - Painel dividido ao meio com um frontespício (F1) da obra de Cadornega. Lado Esquerdo tem uma vista das quedas de água Duque de Bragança no Lucala, (agora chamadas Quedas de Kalandula) inspirada numa foto do IICT, (arquivo Histórico Ultramarino). Lado direito do painel aspecto das Pedras de ielala no rio Zaire (gravuras na rocha feitas por Diogo Cão no limite da navegabilidade do rio Zaire  em Out/Nov de 1485 ), Inspirado em gravura antiga.

 Nas gravações  dos rochedos de Ielala, na margem esquerda do rio vê-se o seguinte:   O Escudo português, constituído por cinco quinas todas viradas para baixo e uma cruz da ordem de Cristo  e a inscrição  “Aqui chegaram os navios do esclarecido rei D.João II de Portugal – Diogo Cão, Pero Anes, Pero da Costa”.Noutro rochedo dois nomesÁlvaro Pires, Pero Escolar e uma sigla . Noutro rochedo os nomes João de Santiago, Diogo Pinheiro (por cima do D, o sinal de uma cruz reduzida), Gonçalo Álvares e Antão e outra sigla. Nesta pedra lêem-se também as palavras “ da doença”, precedidas de uma cruz  ┼, seguida do nome João ou (Gonçalo) Álvares !?, o que quer dizer que o nauta  morreu por doença. O estudo epigráfico desta inscrição revela ser posterior às outras inscrições. A letra (grafia) utilizada é diferente. Há uma opinião sobre este assunto no capítulo das “curiosidades”.    O sinal de uma cruz reduzida por cima do D de Diogo Pinheiro, significaria que o nauta se encontrava afectado pela doença?! Diogo Cão, explorou o Rio Poderoso (Zaire ou Congo) até Ielala, não  foi mais adiante  pelo facto de ter notícias desoladoras de que o rio era intransponível, das muitas cachoeiras no percurso superior,  encontrar uma rota por esta via  até ao Índico, estava fora de questão.

 
 Painel antes do restauro

Frontespício do livro de António Cadornega que serviu de Base á pintura central do painel, sendo incorporado no seu interior um mapa de parte de Africa publicado na obra de Dapper

 Quedas de água Duque de Bragança (foto do AHU)
 

Painel 9 - painel dividido ao meio por janela, e com nativos como motivos centrais, inspirados em gravuras em baixo reproduzidas do livro "Angola à Contra-Costa"  de Autoria dos exploradores Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens.
 
Mulher Ban-Dimba - (Promenor do Lado esquerdo) 
     Tipos Bana-catuba - (Promenor do lado direito)
 
 
 

 

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 Painel 12-  Painel simétrico dividido ao meio por janela, com dois motivos de aldeias indigenas, inspiradas nas gravuras seguintes.    aldeia da lado esquerdo
   aldeia do lado direito

 Painel 18 -(promenor) Vista da cidade de S. Paulo de Luanda no século XVII. Painel inspirado numa gravura da obra de Dapper,  «Discription d'Afrique», Amesterdão, 1688)
 

 

 

 
 
 
Painel 22 - recepção do rei do Congo D. Garcia II aos Capuchinhos 1645

 

 

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Primeira recepção do rei do Congo D. Garcia II aos Capuchinhos 1645, gravura da obra P. Labat (Relation Historique de Ethiopie Occidentale,  Paris 1732)

Painel 23 - Batismo do primeiro Rei cristão do Manicongo Nzinga a Nkuwa, que recebeu o nome João em honra D. João II em Abril de 1491, baseado na gravura reproduzida ao lado.

 

 

 

 

1491: Batismo do Mani Sonho. Duarte Lopes e Filippo Pigafetta, Relatione del Reame di Congo (...) Amsterdam, 1598

Gravura da obra de Filippo Pigafetta   «Vera Descriptio Regni Africani Quod Congus Appellatur», francfort, 1624

 
Em fins de 1490, D. João II enviou vários franciscanos, teólogos e homens especialmente escolhidos para o Congo. Este empreendimento de D. João II, bem preparado teológicamente, foi também cuidadosamente organizado do ponto de vista musical. Dada à convicção da ação da Graça através da música litúrgica, as primeiras missas no Congo foram celebradas à altura de solenidades catedralícias. Para isso foram transportados livros litúrgicos, sinos, campainhas e órgãos. Do recebimento dos portugueses pelo soberano de Soio deixou Ruy de Pina relato de valioso interesse musicológico.No dia 2 de abril de 1491, o soberano recebeu o batismo,antes mesmo que a igreja que havia mandado construir ficasse pronta, pois precisava partir para uma batalha contra o povo Tio do lago malebo,também  a sua esposa principal e de um de seus filhos foram batizados. Já se aproveitando da Aliança com Portugal, o rei do Congo levou para a Batalha arcabuzes, barcos e uma bandeira considerada benta, saindo-se vencedor. O batismo realizou-se com solene música sacra. A primeira missa, celebrada não no dia do batismo, mas apenas após a chegada da pedra d'ara, entrou na história da música do Cristianismo extra-europeu como aquela cuja música mereceu pela primeira vez particular consideração.

 

 

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Painel 26 - No lado direito é  a recepção dos Portugueses na corte do rei do Congo em 1491 inspirada na gravura da obra de F. Pigafetta («Vera Descriptio Regni Africani Quod Congus Appellatur», francfort, 1624). No lado esquerdo esta pintura foi executada como sendo uma recepção dos portugueses pelo Dom Alvaro rei do Congo , mas no fundo esta gravura da obra de Dapper é relativa á recepção dos Holandesesda.  No centro tem um frontespício que é a combinação de de dois frontespicios do livro de António Cadornega (F3e F6)

 

A recepção dos Holandeses pelo rei do Congo - Gravura da obra de Dapper «Discription d'Afrique» Amesterdãon, 1688

 

 

 

 

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Gravura da obra de F. Pigafetta «Vera Descriptio Regni Africani Quod Congus Appellatur», francfort, 1624


 
 Painel 31 - Igreja do N. Senhora do Carmo
 

 
 
 Painel  34-Painel com uma vista de S. Paulo de Luanda em 1856, inspirada na gravura ao lado
 

 

 

 

Gravura publicada na  Illustração Luso-Brasileira, vol. 1 - nº22

 
 
Painel 38 - Enterro da Raínha Jinga, na Matamba em 1663 (inspirada em gravura da obra de P. Labat), e do lado direito, aspecto da igreja e fortaleza da Muxima.
 
 
 
Gravura  da obra e P. Labat «Relation Historique de L' Ethiopie Occidentale», Paris 1732 - Enterro da Raínha Jinga, na Matamba em 1663
   
F4- Frontespício central, com mapa Africano no interior
 

  Painel antes do restauro 

 

 
 Painel 42 - É uma reprodução da gravura da  de Heitor & Lallemant, que retrata os exploradores Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens nas margens do rio cueio em 1884, do livro da autoria dos mesmos   «De Angola à Contra-Costa», Lisboa,1886
 

 
 
 Painel 43- Aldeia indigena com indigena em primeiro plano inspirado em gravura ao lado descrita. 

 

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Nativo - promenor de uma gravura do livro «De Angola à Contra-Costa»

 

 

Painel 46 - Diogo Cão  e o levantamento de um padrão na costa de Africa. Painel inspirado em Aguarela do mestre Roque Gameiro - reproduzida em baixo.

 

1483 - Diogo Cão coloca o padrão conhecido por São Jorge, junto à foz da margem esquerda do Rio Congo, num local conhecido por Moita Seca, latitude 6º 3' Sul.

ilustração do livro "Quadros da História de Portugal" de Chagas Franco e João Soares)

 

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Painel 50  - Painel dividido ao meio por janela, com indígenas  como tema central.Do lado direirto (o feiticeiro de benquela) é inspirado em gravura do livro de Capelo e Ivens.
 
 

 Painel 56 - Dois promenores do painel que é dividido ao meio por janela como o painel anterior, com uma indígena de cada lado como tema central.Lado esquerdo "Mulher de Handa" e do lado direito "Mulher Quitadeira"
 
 
 
 

56 -Mulher de Handa Gravura do livro "De Angola á Contra-costa"

   

50- Gravura do livro «De Angola à Contra-Costa» que serviu de inspiração

 
 
 

 
 Painel 65 -  Painel dividido ao meio com frontespício do livro de Cadornega. Do lado esquerdo tem um  motivo religioso inspirado na estrutura e nalguns elementos, no Frontespício  do livro de Girolamo Merolla de Sorrento «Relazione del viaggio nel regno di Congo»,Napoles 1726. Na faixa está escrito "dicite in gentibus, quia Dominus regnavit", (Psalmus 95,9-l0) , que quer dizer  "anunciai a todos os povos que o Senhor está reinando"  (Sl 95,9-10). Do lado direito tem uma vista da fabrica de fundição de ferro de Nova Oeiras nas margens do Luinha.
 
 
 

 
 
Painel 69 - Painel com a Ermida de Nossa Senhora da Nazaré de Luanda
 
 
 

 
Painel 70 - Painel com a Igreja de Nossa Senhora do Cabo de Luanda
 
 
Painel 73 - Painel dividido ao meio por um frontespício do livro de Cadornega, sendo do lado esquerdo o aspecto dos poços da Maianga do Rei em luanda e do lado direito  tem uma vista de São Salvador do Congo em 1686, inspirado numa das mais conhecidas gravuras sobre a capital do congo, da obra de Dapper,  «Discription d'Afrique», Amesterdão, 1688.
 
POÇO DA MAIANGA DO REI
Este Poço serviu, durante cerca de três séculos, para o abastecimento de água potável aos Departamentos de Estado de então.
Portanto, desde os meados do século XVII até princípios do século passado, os diversos sectores do clero eram abastecidos de água potável a partir deste poço.
A designação "POÇO DA MAIANGA DO REI" deve-se, exactamente, à sua ligação ao poder, isto é, ao Rei e seus colaboradores mais próximos. Este facto distinguia este poço do outro que abastecia água a população, "O POÇO DA MAIANGA DO POVO".
 
S. SALVADOR DO CONGO
A povoação de S.Salvador do Congo, primitivamente chamada Ambasse, estava desde 1485(Diogo Cão) sujeita à influência portuguesa. Com a construção no ultimo decénio do século XV da catedral de Santa Crus de Ambasse por Rui de Sousa. Da cidade indigena começa a formar-se a cidade portuguesa, apoiada na fortaleza que então se construiu na foz do Zaire. Em 1558 é evadida pelos Jagas que os portugueses acabaram por derrotar. Dapper e Ogilby tornaram muito conhecida esta vista de S.Salvador do Congo, com a parte indigena da povoação em primeiro plano e em segundo a portuguesa.
 
 
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Painel 77 - Costume indígena do juramento da bebida a que chamam "Bulungo".Este painel foi inpirado numa gravura do manuscrito da «História Geral das Guerras Angolanas» de António de Oliveira Cadornega. Em baixo foto da execução da pintura com oxido de cobalto (cor negra antes da queima a 1070º)

 
 
 
 
 
 
Painel 80 - Costume indígena do juramento do fogo a que chamam "Quilumbo". Painel inspirado numa gravura do manuscrito da «História Geral das Guerras Angolanas» de António de Oliveira Cadornega.
 
 

 
  Painel 84 - Chegada a Africa das naus portugesas.(inspirado em aguarela de Roque Gameiro) 
 
 

 
 
Painel 87 - Baptismo da Raínha  Jinga em 1622 na Igreja Matriz de Luanda, e respectiva gravura que serviu de fonte de inspiração.
 
   

 

 

 
 
 
Aspecto geral do interior da casamata antes do restauro
 
 
 

 
AZULEJOS DO BLOCO D - É composto por silhar de azulejo padrão interompido com dois paineis figurativos aqui reproduzidos.
 
A reconquista de Luanda aos Holandêses por Salvador Correia de Sá Benevides em 1648
 
 
 
 
 A fundação de S. Filipe de Benguela
 Foi em 1578 que se deu a fixação portuguesa em Benguela-a-Velha (mais tarde Porto Amboim), marcando, assim, o início da exploração do Sul de Angola. Manuel Cerveira Pereira - que foi governador de Angola de 1615 a 1617 -, fundeou na Baía de Santo António no dia 17 de Maio de 1617, sendo esta data considerada como a da fundação da cidade de S. Filipe de Benguela.

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