O quarto dia da Jornada Pedagógica tem como objetivo alinhar e consolidar os projetos institucionais da escola como parte integrante do planejamento pedagógico, garantindo que todos os profissionais compreendam suas finalidades, articulações com o currículo e contribuição para a aprendizagem e a formação integral dos estudantes. Busca-se assegurar que os projetos não sejam ações isoladas, mas estratégias planejadas, coerentes com a identidade da escola e com suas prioridades pedagógicas.
Organização do trabalho no Dia 4
A Equipe Gestora e Pedagógica apresenta os projetos institucionais e conduz os momentos de estudo e planejamento coletivo. Em seguida, os professores, organizados por área e etapa, discutem como integrar cada projeto ao currículo, ao planejamento anual e às práticas pedagógicas da escola.
3. Educação Alimentar e Nutricional (EAN)
1. ERER
A ERER – Educação para as Relações Étnico-Raciais é uma dimensão fundamental do processo educativo comprometido com a equidade, a justiça social e a valorização da diversidade. Ela vai além de conteúdos pontuais: trata-se de uma perspectiva pedagógica permanente, que orienta práticas, currículos, materiais e relações no cotidiano escolar.
Seu principal objetivo é promover o reconhecimento e a valorização da história e da cultura afro-brasileira, africana e indígena, combatendo todas as formas de discriminação. A ERER contribui para a construção de identidades positivas, fortalece o sentimento de pertencimento dos estudantes e favorece um ambiente escolar mais respeitoso, democrático e inclusivo.
Ementa:
- ERER como ferramenta pedagógica para alcançar a equidade racial;
- Legislação: DCNs para ERER e EEQ e a implementação da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ);
- Racismo, preconceito e Discriminação étnica na Escola;
- Educação Escolar Quilombola;
- Práticas Pedagógicas e protoloco Antirracistas;
- Gestão Escolar e Formação Docente - organização escolar antirracista;
- Núcleos de Estudos para as diversidades e Educação Ambiental.
Etapas:
1. Sensibilizar os professores em relação ao tema de ERER (buscar parceria junto às UGs ou UEs). Responsável: CRE/Núcleo.
2. Estudar e aprofundar conhecimentos da Lei n. 10.639/2003 e Lei n. 11.645/2008.
3. Informar sobre a Portaria dos Núcleos de Estudos para as Diversidades e Educação Ambiental (disponível aqui).
4. Apresentar as ações já realizadas em 2025 na UE sobre o ERER. Responsável: Equipe Gestora da UE ou Coordenação do NEADI/UE.
5. Estudar o caderno de ERER e a Portaria 470/2024 que institui a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola. Responsável: Equipe Gestora da UE ou Coordenação do NEADI/UE.
6. Orientar os professores para que se organizem por área do conhecimento para planejar e implementar ações na UE ao longo do novo ano letivo nos dias do planejamento.
7. Sugerir que, posteriormente, os cursistas assistam aos vídeos das formações elaboradas pela Gerência de Políticas e Documentação Escolar:
Roda de Conversa Sankofa: clique aqui.
Ciclo de Seminários ERER: vídeo 1 - vídeo 2 - vídeo 3 - vídeo 4 - vídeo 5
Responsável: Equipe Gestora da UE ou Coordenação do NEADI/UE.
2. Cultura de Paz na Escola
Este eixo deve orientar ações voltadas à convivência, ao cuidado e à proteção dos estudantes. Os profissionais devem compreender e identificar as diferentes formas de violência escolar, reconhecer sinais e fatores de risco e discutir estratégias preventivas no cotidiano da escola. É fundamental fortalecer a cultura de paz e a participação das famílias, promovendo ações integradas e colaborativas. Também deve ser apresentada a orientação sobre o Programa APOIA, destacando o direito à educação e as estratégias pedagógicas que contribuem para garantir o acesso, a permanência e a aprendizagem dos estudantes.
Etapas:
1. A partir de situações reais de conflito na escola, organizar rodas de conversas que busquem soluções pacíficas a estas questões de forma que envolva a equipe pedagógica.
2. Elaborar momentos de integração entre escola e famílias ao longo do ano letivo, a fim de fortalecer o vínculo entre membros da comunidade escolar. Inserir estas atividades no PPP.
Responsável: Equipe Gestora
3. Educação Alimentar e Nutricional (EAN)
Este momento deve possibilitar a compreensão da Educação Alimentar e Nutricional como dimensão formativa essencial para a construção de hábitos saudáveis no contexto escolar. Os profissionais devem reconhecer os diferentes ambientes da escola como espaços pedagógicos de EAN e compreender o papel dos diversos atores envolvidos nesse processo. Também é necessário discutir a importância da Jornada de EAN no âmbito do PNAE e refletir sobre a transdisciplinaridade e a intersetorialidade das ações. A EAN deve ser compreendida como Projeto de Escola, previsto e fortalecido no Projeto Político-Pedagógico.
Etapas:
1. Assistir ao vídeo:
2. Leitura do texto presente em material de apoio.
3. Realização da atividade avaliativa coletiva presente no final do material de apoio.
4. Encaminhamento do PDF do "Projeto de Escola de Educação Alimentar e Nutricional (EAN)" e do "PPP da unidade escolar com a inclusão do mesmo" via formulário Google Forms (clique aqui).
Link com materiais de auxílio à construção do "Projeto de Escola de Educação Alimentar e Nutricional (EAN)": clique aqui.
4. Educação Ambiental para a Sustentabilidade
Ementa:
Compreender os princípios da Educação Ambiental (EA) e sua relação com a sustentabilidade. Refletir sobre práticas pedagógicas contextualizadas ao território e ao cotidiano escolar. Elaborar propostas de intervenção educativa sustentáveis. Fortalecer uma cultura escolar orientada pela responsabilidade socioambiental, alinhando aos projetos já desenvolvidos na escola.
Detalhamento:
Fundamentos e princípios da EA
Apresentação e Estudo das páginas 16 a 21 e páginas 31 a 37 do Caderno de Educação Ambiental, Políticas e Práticas Pedagógicas SED/SC Política e Programa Nacional e Estadual de EA;
Diretrizes Curriculares Nacionais para a EA;
EA na Proposta Curricular de Santa Catarina;
De que EA se está falando?
Estudo da Lei Federal Nº 14.926/24 - Altera a Lei Federal Nº 9.795/99, para assegurar atenção às mudanças do clima, à proteção da biodiversidade e aos riscos e vulnerabilidades a desastres socioambientais no âmbito da Política Nacional de Educação Ambiental.
Práticas de EA na Escola
Dividir os professores em grupos por etapa de ensino paras as seguintes ações:
A partir dos fundamentos da EA estudado no primeiro momento, elaborar planejamento das ações de EA para o ano letivo, por etapa de ensino.
Analisar se a EA está inserida no Projeto Político-Pedagógico (PPP) da unidade escolar e se está de acordo com os princípios estudados. Realizar as adequações caso seja necessário.
Contemplar no planejamento a articulação das seguintes frentes de atuação:
Programa Defesa Civil na Escola (PDCE) – promove a realização de atividades educativas voltadas às temáticas de redução de riscos, autoproteção, gestão de desastres, adaptações climáticas e cuidados com o meio ambiente;
Enfrentamento às Arboviroses – ações pedagógicas de prevenção, combate e controle dos focos de Aedes aegypti e das doenças doenças transmitidas pelo mosquito (dengue, zika e chikungunya);
Núcleos Escolares de Proteção e Defesa Civil (NEPDEC) ou Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (ComVida).
5. POLÍTICA DE EDUCAÇÃO PARA O ENVELHECIMENTO
A Política de Educação para o Envelhecimento é uma abordagem educativa voltada à promoção do respeito, da valorização e da compreensão do processo de envelhecer, reconhecendo a pessoa idosa como sujeito de direitos e parte ativa da sociedade. Seu propósito é formar uma cultura de cuidado intergeracional, combater o etarismo (preconceito contra a idade) e preparar crianças, jovens e adultos para uma convivência mais solidária e responsável com o envelhecimento humano.
Essa política fundamenta-se no princípio de que a educação para o envelhecimento não se restringe às pessoas idosas, mas deve ser desenvolvida ao longo de todo o percurso escolar, contribuindo para a construção de valores como empatia, respeito, solidariedade e cidadania. Ao tratar o envelhecimento como tema transversal, a escola amplia a compreensão sobre as transformações biológicas, emocionais, sociais e culturais da velhice, fortalecendo vínculos familiares e comunitários.
No Brasil, essa perspectiva dialoga com marcos legais como o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003), a Política Nacional do Idoso (Lei nº 8.842/1994) e a própria BNCC, que incentiva o trabalho com temas contemporâneos transversais. A implementação efetiva dessa política no contexto escolar exige planejamento pedagógico, formação dos profissionais da educação e práticas que favoreçam o diálogo intergeracional e a valorização das trajetórias de vida das pessoas idosas.
Checklist - Nossos Projetos
Ao final deste dia, todos os profissionais devem ser capazes de:
☐ Elaborar projetos e atividades voltadas para a Educação para as Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura
Afro-Brasileira e Africana.
☐ Elaborar projetos e atividades voltadas à Política de Educação para o Envelhecimento
☐ Compreender os projetos institucionais como parte do planejamento pedagógico da escola;
☐ Reconhecer a relação entre projetos, currículo e formação integral dos estudantes;
☐ Identificar como a Cultura de Paz se articula às práticas pedagógicas e à convivência escolar
☐ Compreender o papel do Programa APOIA na garantia do direito à educação;
☐ Reconhecer a Educação Alimentar e Nutricional como Projeto de Escola previsto no PPP;
☐ Identificar possibilidades de trabalhar a EAN nos diferentes espaços e componentes curriculares;
☐ Compreender os princípios da Educação Ambiental e sua relação com a sustentabilidade
☐ Planejar práticas e ações pedagógicas que integrem os projetos ao cotidiano da escola;
☐ Fortalecer a corresponsabilidade coletiva na execução dos projetos institucionais.