A OBRA QUE ESTARÁ EM NOSSA CABECEIRA PARA O PRÓXIMO ENCONTRO SERÁ:
"O Pêndulo de Foucault", de Umberto Eco
SINOPSE
Norte da Itália, região de Milão, a partir de 1970: um trio de amigos intelectuais elabora uma teoria da conspiração chamada “O Jogo” para ironizar as teses ocultistas que permeiam a História da humanidade. O grupo é formado pelo narrador, Casaubon, um estudante acadêmico da cavalaria medieval, sobretudo da Ordem dos Templários; Belbo, funcionário de uma editora especializada em obras esotéricas; e Diotallevi, um praticante da Cabala, sistema filosófico relacionado à tradição judaica.
Cada vez mais obcecados por sua própria invenção, não se dão conta de que seu fictício plano de dominação do planeta acaba repercutindo em outras comunidades místicas. A atmosfera de suspense intensifica-se quando Belbo apresenta aos seus companheiros um manuscrito antiquíssimo, o qual supostamente revelaria o projeto dos Templários para infiltrar-se em todos os governos do Ocidente e assim se vingar da perseguição sofrida pela Ordem, quando foi dissolvida pela monarquia francesa.
O misterioso desaparecimento de Belbo leva Casaubon e Diotallevi a crerem que ele foi sequestrado por uma sociedade secreta, uma espécie de facção à imagem e semelhança dos Illuminati. Tal fato detona uma sequência de ações sinistras e pistas imprecisas durante a investigação dos protagonistas para descobrir o paradeiro do amigo; nessa enigmática espiral, o romance chega a visitar o Brasil, antes de retornar à Europa, mais especificamente a Paris, em cujo Museu de Artes e Ofícios, onde está exposto o famoso experimento do Pêndulo de Foucault, certa noite Casaubon se esconde, à espera do anoitecer - pois é nas trevas da noite, no meio do museu, que um ritual ultrassigiloso está prestes a desvendar toda a verdade…
DICAS DE LEITURA
Fique atento(a) aos seguintes aspectos da obra:
O estilo de Umberto Eco é impregnado de referências múltiplas à Filosofia, à Semiologia, à História, à Sociologia, além de tangenciar questões geopolíticas, artísticas, científicas, entre outras. Essa carga de erudição, no entanto, não afasta o leitor médio; ao contrário, contribui para a tessitura da ficção de mistério e suspense porque torna a trama ainda mais complexa e verossímil e reforça a impressão de que os destinos da humanidade são, de fato, decididos nas sombras subterrâneas de sociedades secretas.
CONTEÚDO EXTRA
Aqui você encontra outros conteúdos relacionados à obra em formato de vídeo, artigos e entrevistas, a fim de complementar sua experiência.
Literatura: Umberto Eco fala sobre o livro Número Zero
Entrevista concedida pelo escritor ao então jornalista da GloboNews, Edney Silvestre, em uma coluna assinada por este sobre lançamentos literários. Durante a conversa, o semiólogo e ficcionista discorre sobre os principais temas abordados por Número Zero, seu último romance: a dominação midiática, o sensacionalismo, a crise ética da imprensa. É um dos registros derradeiros da espontaneidade de Eco, que faleceria um ano depois.