PROJETO CONSCIÊNCIA NEGRA NA ESCOLA É DE LEI!
FEIRA PRETA ELZA SARAIVA
ESCOLA ESTADUAL ELZA SARAIVA MONTEIRO
PROJETO CONSCIÊNCIA NEGRA NA ESCOLA É DE LEI!
FEIRA PRETA ELZA SARAIVA
Projeto: Consciência Negra na escola é de lei!
Resumo
A proposta do trabalho educativo no interior da escola Elza Saraiva Monteiro surge muito antes do ano de 2021. Na década de 1990, docentes desta unidade, entendendo a necessidade de se resgatar a memória, promoviam intensos debates e reflexões em suas salas de aula em torno do dia 13 de maio, Dia da Abolição da Escravatura em 1888. Neste espaço de discussão os alunos, professores e gestores amarravam as ideias a partir do tema abolicionista e promoviam atividades expositivas que se transformaram em feiras culturais.
A escola Elza Saraiva Monteiro está localizada no extremo da região norte na capital paulista. A maior parte da população do distrito da Vila Nova Cachoeirinha é socialmente vulnerável. Na falta de políticas públicas adequadas e o acesso aos bens materiais e culturais restritos à capacidade econômica, a escola ganha cada vez mais importância na vida dos jovens desfavorecidos socialmente. É nesse contexto que buscaremos ampliar o reportório cultural dos jovens estudantes moradores do entorno da escola estadual Elza Saraiva Monteiro.
A proposta consiste em realizar uma Feira Preta escolar em conformidade com a Lei 10.639 de 2011; Lei que institui nas redes de ensino público e particular a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
Nosso projeto está amparado pela Constituição de 1988, assim como por documentos curriculares: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, as Orientações Curriculares para o Ensino Médio e a Base Nacional Comum Curricular.
Justificativa
Aos 13 de maio de 1888, foi sancionada a Lei Áurea. A Lei extinguia a escravidão no Brasil sem estabelecer mecanismos de integração dos ex-escravizados; o que os marginalizava no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. A partir dessa data, a extinção da escravidão negra dá lugar à outra escravidão: a escravidão da ditadura do preconceito e discriminação, gerando injustiças sociais em todo país. Na tentativa em corrigir essas injustiças, políticas de ações afirmativas são criadas, como as quotas para negros e indígenas nas universidades, bastantes discutidas.
Em 9 de janeiro de 2003, é aprovada a Lei 10639, sancionada em 2011, que propõe novas diretrizes curriculares para o estudo da história e cultura afro-brasileira e africana, valorizando a contribuição do povo africano na formação da cultura nacional, assim como o reconhecimento da nossa identidade multicultural.
Passados 133 anos da Abolição, quais contas fazemos? Quais os avanços na luta contra as discriminações e injustiças sociais? Quais as perspectivas para o futuro?
Objetivo
Para muito além da sala de aula, nossa escola pretende fomentar não apenas a reflexão sobre a importância dos dias 13 de Maio e 20 de Novembro. Buscamos promover a inclusão de todos na discussão sobre cotas raciais e sociais, políticas afirmativas sobre o lugar de fala da população negra, em especial a mulher negra, identificar preconceitos e discriminação em livros literários, inclusive dicionários, compreender o que é de fato e como percebemos o racismo estrutural, meios legais para denunciar atos/gestos racistas. Valorizar a identidade negra e ampliar o espaço de discussão sobre as pautas afirmativas partir da educação formal iniciada nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
Metodologia
O trabalho será realizado durante o mês de novembro e seguira pedagogicamente critérios rigorosos a partir de estudos e pesquisas orientadas pelo grupo de professores da escola Elza Saraiva Monteiro:
1) todos os professores, por área e conhecimento elaborarão ROTEIROS DE ESTUDOS a partir de tema gerador (prática comum na unidade escolar);
2) os estudantes da escola realizarão seus estudos a partir dos roteiros em formato online ou presencial;
3) no início do mês de novembro os professores e estudantes definirão o que cada série/turma realizará para apresentação na Feira Preta da última semana de novembro. Por exemplo: os 4ºs anos (Anos Iniciais) podem realizar um jogral com cantos e contos africanos; os 6ºs anos (Anos Finais) poderão montar uma sala de culinária africana; 7ºs anos uma sala de música negra ou artistas negros; 8ºs e/ou 9ºs anos podem montar uma sala de cinema; 2ª séries do ensino médio poderão promover um desfile de penteados Afro ou beleza negra; 1ª séries do ensino médio podem explorar os esportes ou esportistas de origem negra etc. A imaginação não tem limites e obstáculos;
4) os professores se reunirão em grupos por séries: um grupo trabalha com os terceiros anos (Anos Iniciais), outro com sextos anos, outro com os sétimos anos, outro com as 1ª séries do ensino médio e assim por diante.
5) Os professores auxiliares da coordenação (Proatecs e PACs) organizarão os grupos para cada série/turma de acordo com a quantidade dos professores em determinada turma.
6) A confecção e montagem das atividades práticas para a feira deve acontecer na última semana de novembro, dias 23, 24 e 25. E assim, a Feira Preta deve acontecer no dia 26 de novembro em todos os períodos.
Elementos da Cultura negra – eixos a serem trabalhados:
1) Música negra;
2) Literatura negra;
3) Esportes ou personalidades negras;
4) Cinema negro (filmes, artistas e diretores negros);
5) Culinária negra;
6) Artes negras e/ou estética negra
Observação: Serão no total seis salas montadas para o circuito da Feira Preta.
Recursos e materiais
Utilizaremos o espaço físico escolar em sua totalidade: salas de aula, sala de informática, sala de leitura, jardim pedagógico, sala de artes, pátio escolar e quadra poliesportiva. Será necessário materiais diversos de papelaria, utensílios pedagógicos como tesoura sem ponta, cola branca, cola quente, pistola para cola quente, barbantes etc.
Cronograma
Duas etapas: 1) estudos e pesquisas a partir de roteiros de estudos durante todo mês de novembro; 2) confecção e montagem das salas temáticas na última semana de novembro (dias 23, 24, 25 e 26).
COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA (BNCC)
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico - cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens — verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital —, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo- se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
HABILIDADES PEDAGÓGICAS
ANOS INICIAIS – ENSINO FUNDAMENTAL
1º ANOS (Campo das práticas de estudo e pesquisa)
Compreensão em leitura
(EF01LP22) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, entrevistas, curiosidades, entre outros textos do campo das práticas de estudo e pesquisa, considerando a situação comunicativa, o tema/assunto, a estrutura composicional, o estilo e a finalidade do gênero.
2º ANOS (Todos os campos de atuação)
Compreensão em leitura
(EF12LP02A) Buscar e selecionar, com a mediação do professor, textos que circulam em meios impressos ou digitais, de acordo com as necessidades e interesses individuais e da turma.
1º ao 5º ANOS
Compreensão em leitura. Condições de produção e recepção de textos
(EF15LP01) Compreender a função social de textos que circulam em
campos da vida social dos quais participa cotidianamente (na casa, na rua, na comunidade, na escola) e em diferentes mídias: impressa, de massa e digital, reconhecendo a situação comunicativa.
3º ANOS (Campo da vida cotidiana)
Produção de texto oral e escrito
(EF03LP15A) Assistir a programas culinários, na TV ou internet.
(EF03LP15B) Produzir receitas, considerando a situação comunicativa, o tema/assunto, a estrutura composicional e o estilo do gênero, para serem oralizadas, utilizando recursos de áudio ou vídeo.
4º ANOS (Campo das práticas de estudo e pesquisa)
Compreensão em leitura. Estrutura composicional do texto
(EF04LP24) Identificar e manter, em relatórios de observação e pesquisa, as características da estrutura composicional de tabelas, diagramas e gráficos, como forma de apresentação de dados e informações.
5º ANOS (Todos os campos de atuação)
Pontuação
(EF05LP04) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos, reticências, aspas e parênteses, reconhecendo seus efeitos de sentido.
ANOS FINAIS – ENSINO FUNDAMENTAL
6º ao 9º ANOS (Campo de atuação na vida pública)
Apreciação e réplica. Relação entre gêneros e mídias
(EF69LP01A) Diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio.
(EF69LP01B) Posicionar-se contrariamente a discursos de ódio.
(EF69LP01C) Identificar possibilidades e meios de denúncia.
6º ao 9º ANOS (Oralidade)
Participação em discussões orais de temas controversos de interesse da turma
e/ou de relevância social
(EF69LP13) Buscar conclusões comuns relativas a problemas, temas ou questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social.
6º e 7º ANOS (Campo jornalístico midiático)
Estratégia de leitura
(EF67LP03) Comparar informações sobre um mesmo fato divulgadas em diferentes veículos e mídias, analisando e avaliando a confiabilidade.
8º e 9º ANOS (Campo jornalístico midiático)
Estratégia de produção: planejamento de textos argumentativos e apreciativos
(EF89LP10) Planejar artigos de opinião, tendo em vista as condições de produção do texto, a partir da escolha da questão a ser discutida, da relevância para a turma, escola ou comunidade, do levantamento de dados e informações sobre a questão, de argumentos relacionados a diferentes posicionamentos em jogo, dos tipos de argumentos e estratégias que pretende utilizar para convencer os leitores.
ENSINO MÉDIO
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando suas possibilidades de explicação interpretação e intervenção crítica da/na realidade.
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13LP52) Analisar obras significativas das literaturas brasileiras e de outros países e povos, em especial a portuguesa, a indígena, a africana e a latino-americana, com base em ferramentas da crítica literária (estrutura da composição, estilo, aspectos discursivos) ou outros critérios relacionados a diferentes matrizes culturais, considerando o contexto de produção (visões de mundo, diálogos com outros textos, inserções em movimentos estéticos e culturais etc.) e o modo como dialogam com o presente.
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13LGG502) Analisar criticamente preconceitos, estereótipos e relações de poder presentes nas práticas corporais, adotando posicionamento contrário a qualquer manifestação de injustiça e desrespeito a direitos humanos e valores democráticos.
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13LGG602) Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade.
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13MAT102) Analisar tabelas, gráficos e amostras de pesquisas estatísticas apresentadas em relatórios divulgados por diferentes meios de comunicação, identificando, quando for o caso, inadequações que possam induzir a erros de interpretação, como escala
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13CNT305) Investigar e discutir o uso indevido de conhecimentos das Ciências da Natureza na justificativa de processos de discriminação, segregação e privação de direitos individuais e coletivos, em diferentes contextos sociais e históricos, para promover a equidade e o respeito à diversidade.
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13CHS104) Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13CHS605) Analisar os princípios da declaração dos Direitos Humanos, recorrendo às noções de justiça, igualdade e fraternidade, identificar os progressos e entraves à concretização desses direitos nas diversas sociedades contemporâneas e promover ações concretas diante da desigualdade e das violações desses direitos em diferentes espaços de vivência, respeitando a identidade de cada grupo e de cada indivíduo.
1ª a 3ª SÉRIES
(EMIFCHS07) Identificar e explicar situações em que ocorram conflitos, desequilíbrios e ameaças a grupos sociais, à diversidade de modos de vida, às diferentes identidades culturais e ao meio ambiente, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, com base em fenômenos relacionados às Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.
AUTORIA: PAULO CEZAR OS SANTOS, COORDENADOR PEDAGÓGICAO DA E.E. ELZA SARAIVA MONTEIRO, Prof.ª
COLABORAÇÃO: IEDA LÚCIA, PROFESSORA DE CIÊNCIAS HUMANAS
Trabalho pedagógico da E.E. Elza Saraiva Monteiro realizado em 2020
A escola estadual Elza Saraiva Monteiro, na pessoa do coordenador pedagógico, antes da pandemia, solicitou ao grupo docente da Casa, a preparação de uma avaliação diagnostica individual. Este trabalho elaborado procurou seguir todos os parâmetros curriculares possíveis na busca de identificar as necessidades de cada estudante desta comunidade escolar. Intencionalmente, buscou-se verificar a ausência de habilidades básicas em língua portuguesa e matemática; analisar quais as principais dificuldades na aprendizagem e o nível de proficiência em que os estudantes estão. A ação em questão foi realizada, mas sem a possibilidade de análise específica devido à interrupção das aulas por causa da pandemia, Covid-19. Pensando no retorno às aulas e preocupados com a defasagem pedagógica, essa estratégia deve ser retomada em 2021.
Sabendo do desafio e motivados, os professores da escola Elza Saraiva, a Gestão escolar e a Coordenação pedagógica decidiram, a partir de estudos, realizar estratégias pedagógicas na tentativa de garantir o acesso aos conteúdos curriculares e o desenvolvimento das habilidades necessárias exigidas para a aquisição do conhecimento:
1) Periodicamente realizamos reuniões pedagógicas entre coordenação/direção e o grupo de professores;
2) Elaboração de plataforma digital (site) gratuito hospedando as atividades curriculares;
3) Aperfeiçoamento do trabalho metodológico a partir dos roteiros de estudos desenvolvidos desde 2019;
4) Criação das atividades pedagógicas a partir da tecnologia digital: Google Formulários;
5) Criação de grupos de estudos entre estudantes, familiares, professores, coordenação pedagógica, mediação escolar e direção usando ferramentas digitais: whatsapp;
6) Criação de reuniões diárias, “online” (lives), sempre às 19h desde o 2.º bimestre;
7) Realização do Conselho de Classe Participativo entre coordenação escolar, professores e estudantes: elaboramos uma planilha virtual onde os professores digitaram as notas e os alunos observaram individualmente cada progresso durante o bimestre;
8) Criamos um coletivo de professores, Conselheiros de Anciãos que auxiliaram o trabalho pedagógico durante o ano de 2020;
9) Criação da Sala Virtual Classroom;
10) Projetos online realizados pela coordenação pedagógica: Projeto AudioLivro, CineLiveDebate e Projeto Teatro de Sombras
11) Acompanhamento das aulas oferecidas pelo Centro de Mídias de São Paulo.
A escola organizou, em tempo hábil, todo trabalho metodológico em meio digital. A maior parte exitoso, mas tivemos alguns problemas durante a realização desse trabalho. Em nossa reunião pedagógica os docentes forma orientados a realizar as atividades a partir da análise dos documentos oficiais como Currículo Paulista e a BNCC. Trabalho esse alinhando a confecção das atividades oferecidas pelos profissionais do canal Centro de Mídias. No entanto, foi percebido que não seria possível um alinhamento total já que o fator tempo para os estudos, do nosso alunado, não poderia ser verificado de perto devido o afastamento presencial. Sendo assim, repensamos a estratégia e decidimos trabalhar a partir de temas geradores fomentando o trabalho interdisciplinar e seguindo o desenvolvimento das competências e habilidades do Currículo Paulista.
As atividades foram separadas por Áreas do Conhecimento e os professores tiveram autonomia entre si para decidir quais temas seriam trabalhados durante cada mês e bimestre. Em nossa escola, os professores Anciões conduziram com competência os trabalhos por área de conhecimento sempre se reunindo periodicamente. Fizeram as análises e as verificações dos conteúdos elaborados pelos professores da casa fazendo as devidas orientações para as possíveis correções. Esse trabalho apurado foi extremamente essencial e necessário, pois, o volume da produção intelectual em meio digital foi gigantesco e precisávamos de olhares diversificado e técnico antes do oferecimento deste trabalho aos estudantes.
A utilização das ferramentas digitais propiciou a todos uma nova experiência e de fato não será mais possível abondar esse meio de trabalho. Notamos como esse trabalho deve ser aperfeiçoado e cada vez mais utilizado no oferecimento das informações, para as devidas pesquisas, assim, possibilitando a aquisição do conhecimento por parte de todos. A ferramenta digital Google Formulários mostrou-se eficiente e de fácil manuseio durante nosso trabalho. Já a plataforma Classroom, não surtiu o efeito que a equipe desejava. Os estudantes tiveram dificuldades em acessar devido à falta de habilidade e conhecimento técnico em relação ao manuseio do e-mail institucional. Não tivemos alternativa e optamos por não seguir utilizando a ferramenta digital Google Classroom em virtude da dificuldade de acesso e compreensão. Já o whatsapp, se mostrou eficiente para o estabelecimento da comunicação e as informações sobre o andamento das atividades e prazos para a realização e entrega.
Deixo registrado também o oferecimento de atividades pedagógicas em material físico: livros didáticos e apostilas. Mas é necessário apontar alguns problemas em relação ao material oferecido pela Secretaria da Educação. O material São Paulo Faz Escola, Caderno do Aluno, elaborado para ser trabalhado a partir das orientações do professor e as devidas pesquisas, não contemplou a necessidade vivida pelo aluno durante a pandemia de 2020. Para esse educando, que não teve acesso aos meios digitais e aos equipamentos eletrônicos específicos não foi possível garantir o mínimo desejado em relação ao ensino-aprendizagem. Apenas a distribuição desse material, sem uma complementação didática se tornou ineficaz e as consequências serão observadas durante a vida escolar deste aluno. Seria adequado a confecção de um material específico, autoinstrucional, para o momento vivido neste ano. De qualquer forma, a escola estadual Elza Saraiva Monteiro mesmo diante do desafio ofertou, dentro das possibilidades, atividades pedagógicas em um trabalho coletivo e apurado sob coordenação pedagógica do professor Paulo Cezar dos Santos com supervisão da direção escolar. Nosso trabalho está documentado e pode ser consultado em nosso site escolar:
https://sites.google.com/prof.educacao.sp.gov.br/eeelzasaraivamonteiro/pedagogico
Professor Paulo Cezar dos Santos
Coordenação Pedagógica
Caros estudantes,
A escola Elza Saraiva Monteiro, já há algum tempo, vem experimentando métodos e desenvolvendo práticas inovadoras que possam desafiar os limites de cada um de nós, nesse sentido, explorando o que há de melhor em toda comunidade escolar, trocando experiências, hábitos e dialogando a partir da necessidade local. Nosso objetivo é poder auxiliar cada estudante em sua jornada pessoal e coletiva nos caminhos da cidadania plena.
No canal da plataforma digital YouTube, os vídeos a seguir mostram um pouco da história da escola no bairro do Jardim Peri em São Paulo.
Em 2012/13, a escola Elza Saraiva, desenvolveu o projeto Pelas Ondas da Rádio Estudantil.
VISITANTES
Projeto: Consciência Negra na escola é de lei!
Resumo
A proposta do trabalho educativo no interior da escola Elza Saraiva Monteiro surge muito antes do ano de 2021. Na década de 1990, docentes desta unidade, entendendo a necessidade de se resgatar a memória, promoviam intensos debates e reflexões em suas salas de aula em torno do dia 13 de maio, Dia da Abolição da Escravatura em 1888. Neste espaço de discussão os alunos, professores e gestores amarravam as ideias a partir do tema abolicionista e promoviam atividades expositivas que se transformaram em feiras culturais.
A escola Elza Saraiva Monteiro está localizada no extremo da região norte na capital paulista. A maior parte da população do distrito da Vila Nova Cachoeirinha é socialmente vulnerável. Na falta de políticas públicas adequadas e o acesso aos bens materiais e culturais restritos à capacidade econômica, a escola ganha cada vez mais importância na vida dos jovens desfavorecidos socialmente. É nesse contexto que buscaremos ampliar o reportório cultural dos jovens estudantes moradores do entorno da escola estadual Elza Saraiva Monteiro.
A proposta consiste em realizar uma Feira Preta escolar em conformidade com a Lei 10.639 de 2011; Lei que institui nas redes de ensino público e particular a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
Nosso projeto está amparado pela Constituição de 1988, assim como por documentos curriculares: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, as Orientações Curriculares para o Ensino Médio e a Base Nacional Comum Curricular.
Justificativa
Aos 13 de maio de 1888, foi sancionada a Lei Áurea. A Lei extinguia a escravidão no Brasil sem estabelecer mecanismos de integração dos ex-escravizados; o que os marginalizava no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. A partir dessa data, a extinção da escravidão negra dá lugar à outra escravidão: a escravidão da ditadura do preconceito e discriminação, gerando injustiças sociais em todo país. Na tentativa em corrigir essas injustiças, políticas de ações afirmativas são criadas, como as quotas para negros e indígenas nas universidades, bastantes discutidas.
Em 9 de janeiro de 2003, é aprovada a Lei 10639, sancionada em 2011, que propõe novas diretrizes curriculares para o estudo da história e cultura afro-brasileira e africana, valorizando a contribuição do povo africano na formação da cultura nacional, assim como o reconhecimento da nossa identidade multicultural.
Passados 133 anos da Abolição, quais contas fazemos? Quais os avanços na luta contra as discriminações e injustiças sociais? Quais as perspectivas para o futuro?
Objetivo
Para muito além da sala de aula, nossa escola pretende fomentar não apenas a reflexão sobre a importância dos dias 13 de Maio e 20 de Novembro. Buscamos promover a inclusão de todos na discussão sobre cotas raciais e sociais, políticas afirmativas sobre o lugar de fala da população negra, em especial a mulher negra, identificar preconceitos e discriminação em livros literários, inclusive dicionários, compreender o que é de fato e como percebemos o racismo estrutural, meios legais para denunciar atos/gestos racistas. Valorizar a identidade negra e ampliar o espaço de discussão sobre as pautas afirmativas partir da educação formal iniciada nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
Metodologia
O trabalho será realizado durante o mês de novembro e seguira pedagogicamente critérios rigorosos a partir de estudos e pesquisas orientadas pelo grupo de professores da escola Elza Saraiva Monteiro:
1) todos os professores, por área e conhecimento elaborarão ROTEIROS DE ESTUDOS a partir de tema gerador (prática comum na unidade escolar);
2) os estudantes da escola realizarão seus estudos a partir dos roteiros em formato online ou presencial;
3) no início do mês de novembro os professores e estudantes definirão o que cada série/turma realizará para apresentação na Feira Preta da última semana de novembro. Por exemplo: os 4ºs anos (Anos Iniciais) podem realizar um jogral com cantos e contos africanos; os 6ºs anos (Anos Finais) poderão montar uma sala de culinária africana; 7ºs anos uma sala de música negra ou artistas negros; 8ºs e/ou 9ºs anos podem montar uma sala de cinema; 2ª séries do ensino médio poderão promover um desfile de penteados Afro ou beleza negra; 1ª séries do ensino médio podem explorar os esportes ou esportistas de origem negra etc. A imaginação não tem limites e obstáculos;
4) os professores se reunirão em grupos por séries: um grupo trabalha com os terceiros anos (Anos Iniciais), outro com sextos anos, outro com os sétimos anos, outro com as 1ª séries do ensino médio e assim por diante.
5) Os professores auxiliares da coordenação (Proatecs e PACs) organizarão os grupos para cada série/turma de acordo com a quantidade dos professores em determinada turma.
6) A confecção e montagem das atividades práticas para a feira deve acontecer na última semana de novembro, dias 23, 24 e 25. E assim, a Feira Preta deve acontecer no dia 26 de novembro em todos os períodos.
Elementos da Cultura negra – eixos a serem trabalhados:
1) Música negra;
2) Literatura negra;
3) Esportes ou personalidades negras;
4) Cinema negro (filmes, artistas e diretores negros);
5) Culinária negra;
6) Artes negras e/ou estética negra
Observação: Serão no total seis salas montadas para o circuito da Feira Preta.
Recursos e materiais
Utilizaremos o espaço físico escolar em sua totalidade: salas de aula, sala de informática, sala de leitura, jardim pedagógico, sala de artes, pátio escolar e quadra poliesportiva. Será necessário materiais diversos de papelaria, utensílios pedagógicos como tesoura sem ponta, cola branca, cola quente, pistola para cola quente, barbantes etc.
Cronograma
Duas etapas: 1) estudos e pesquisas a partir de roteiros de estudos durante todo mês de novembro; 2) confecção e montagem das salas temáticas na última semana de novembro (dias 23, 24, 25 e 26).
COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA (BNCC)
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico - cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens — verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital —, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo- se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
HABILIDADES PEDAGÓGICAS
ANOS INICIAIS – ENSINO FUNDAMENTAL
1º ANOS (Campo das práticas de estudo e pesquisa)
Compreensão em leitura
(EF01LP22) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, entrevistas, curiosidades, entre outros textos do campo das práticas de estudo e pesquisa, considerando a situação comunicativa, o tema/assunto, a estrutura composicional, o estilo e a finalidade do gênero.
2º ANOS (Todos os campos de atuação)
Compreensão em leitura
(EF12LP02A) Buscar e selecionar, com a mediação do professor, textos que circulam em meios impressos ou digitais, de acordo com as necessidades e interesses individuais e da turma.
1º ao 5º ANOS
Compreensão em leitura. Condições de produção e recepção de textos
(EF15LP01) Compreender a função social de textos que circulam em
campos da vida social dos quais participa cotidianamente (na casa, na rua, na comunidade, na escola) e em diferentes mídias: impressa, de massa e digital, reconhecendo a situação comunicativa.
3º ANOS (Campo da vida cotidiana)
Produção de texto oral e escrito
(EF03LP15A) Assistir a programas culinários, na TV ou internet.
(EF03LP15B) Produzir receitas, considerando a situação comunicativa, o tema/assunto, a estrutura composicional e o estilo do gênero, para serem oralizadas, utilizando recursos de áudio ou vídeo.
4º ANOS (Campo das práticas de estudo e pesquisa)
Compreensão em leitura. Estrutura composicional do texto
(EF04LP24) Identificar e manter, em relatórios de observação e pesquisa, as características da estrutura composicional de tabelas, diagramas e gráficos, como forma de apresentação de dados e informações.
5º ANOS (Todos os campos de atuação)
Pontuação
(EF05LP04) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos, reticências, aspas e parênteses, reconhecendo seus efeitos de sentido.
ANOS FINAIS – ENSINO FUNDAMENTAL
6º ao 9º ANOS (Campo de atuação na vida pública)
Apreciação e réplica. Relação entre gêneros e mídias
(EF69LP01A) Diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio.
(EF69LP01B) Posicionar-se contrariamente a discursos de ódio.
(EF69LP01C) Identificar possibilidades e meios de denúncia.
6º ao 9º ANOS (Oralidade)
Participação em discussões orais de temas controversos de interesse da turma
e/ou de relevância social
(EF69LP13) Buscar conclusões comuns relativas a problemas, temas ou questões polêmicas de interesse da turma e/ou de relevância social.
6º e 7º ANOS (Campo jornalístico midiático)
Estratégia de leitura
(EF67LP03) Comparar informações sobre um mesmo fato divulgadas em diferentes veículos e mídias, analisando e avaliando a confiabilidade.
8º e 9º ANOS (Campo jornalístico midiático)
Estratégia de produção: planejamento de textos argumentativos e apreciativos
(EF89LP10) Planejar artigos de opinião, tendo em vista as condições de produção do texto, a partir da escolha da questão a ser discutida, da relevância para a turma, escola ou comunidade, do levantamento de dados e informações sobre a questão, de argumentos relacionados a diferentes posicionamentos em jogo, dos tipos de argumentos e estratégias que pretende utilizar para convencer os leitores.
ENSINO MÉDIO
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando suas possibilidades de explicação interpretação e intervenção crítica da/na realidade.
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13LP52) Analisar obras significativas das literaturas brasileiras e de outros países e povos, em especial a portuguesa, a indígena, a africana e a latino-americana, com base em ferramentas da crítica literária (estrutura da composição, estilo, aspectos discursivos) ou outros critérios relacionados a diferentes matrizes culturais, considerando o contexto de produção (visões de mundo, diálogos com outros textos, inserções em movimentos estéticos e culturais etc.) e o modo como dialogam com o presente.
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13LGG502) Analisar criticamente preconceitos, estereótipos e relações de poder presentes nas práticas corporais, adotando posicionamento contrário a qualquer manifestação de injustiça e desrespeito a direitos humanos e valores democráticos.
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13LGG602) Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade.
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13MAT102) Analisar tabelas, gráficos e amostras de pesquisas estatísticas apresentadas em relatórios divulgados por diferentes meios de comunicação, identificando, quando for o caso, inadequações que possam induzir a erros de interpretação, como escala
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13CNT305) Investigar e discutir o uso indevido de conhecimentos das Ciências da Natureza na justificativa de processos de discriminação, segregação e privação de direitos individuais e coletivos, em diferentes contextos sociais e históricos, para promover a equidade e o respeito à diversidade.
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13CHS104) Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
1ª a 3ª SÉRIES
(EM13CHS605) Analisar os princípios da declaração dos Direitos Humanos, recorrendo às noções de justiça, igualdade e fraternidade, identificar os progressos e entraves à concretização desses direitos nas diversas sociedades contemporâneas e promover ações concretas diante da desigualdade e das violações desses direitos em diferentes espaços de vivência, respeitando a identidade de cada grupo e de cada indivíduo.
1ª a 3ª SÉRIES
(EMIFCHS07) Identificar e explicar situações em que ocorram conflitos, desequilíbrios e ameaças a grupos sociais, à diversidade de modos de vida, às diferentes identidades culturais e ao meio ambiente, em âmbito local, regional, nacional e/ou global, com base em fenômenos relacionados às Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.
AUTORIA: PAULO CEZAR OS SANTOS, COORDENADOR PEDAGÓGICAO DA E.E. ELZA SARAIVA MONTEIRO, Prof.ª
COLABORAÇÃO: IEDA LÚCIA, PROFESSORA DE CIÊNCIAS HUMANAS