O projeto demonstrou, ao longo de sua trajetória, um profundo compromisso com o diálogo democrático e a construção coletiva de soluções para os desafios urbanos, por meio de parcerias estratégicas e de práticas inclusivas. Como as oficinas, o projeto pôde transcender os muros da universidade para ouvir e mobilizar as comunidades, fortalecendo o debate sobre o direito à cidade e aproximando a universidade da população, por intermédio da prática extensionista.
A transição do projeto "Agenda Popular pelo Direito à Cidade", em 2024, para a "Construção Coletiva do Plano de Bairro do Aureny IV", em 2025, evidencia a evolução e aprofundamento das ações. A metodologia, que combina mobilização popular com oficinas participativas, provou ser eficaz ao transformar inquietações individuais, como a insegurança, a precariedade de serviços e a falta de espaços de lazer, em uma agenda coletiva e propositiva.
As atividades realizadas, desde as panfletagens e mapeamentos afetivos até os seminários com autoridades, não apenas deram voz aos moradores, mas também criaram um ambiente de colaboração e pertencimento. Ao estimular a unidade e o compartilhamento de experiências, o projeto não só coletou demandas, mas capacitou a comunidade a ser protagonista na construção de um futuro mais justo e acolhedor para seu próprio território. O Plano de Bairro que emergirá desse processo é, portanto, mais do que um documento: é o reflexo vivo das aspirações e da força comunitária do Aureny IV.
Ao final, essa experiência nos ajudou a crescer não apenas como estudantes, mas como pessoas e futuros profissionais mais conscientes, éticos e comprometidos com a sociedade. Mais do que aprender teorias, entendemos como o conhecimento pode, e deve, sair do campus e se tornar uma ferramenta concreta para melhorar a vida das pessoas. No Aureny IV, vivenciamos na prática o que significa lutar pelo Direito à Cidade.