Uma “cultura vocacional” é apenas um primeiro passo, mas necessário e fundamental para sustentar as abordagens que esta Circular oferece. Sem essa cultura, toda e qualquer Pastoral Vocacional carece de raízes sólidas e é incoerente. Com ela, podemos dirigir-nos àqueles que parecem atraídos pelo carisma lassalista e ajudá-los a discernir se acaso se sentem chamados a viver sua identidade lassalista como uma vocação. Esse é o foco da Pastoral Vocacional Lassalista que se abordará no próximo capítulo.
BOAS PRÁTICAS DE CULTURA VOCACIONAL
1. Em cada centro educativo, existe uma cultura local de equipes vocacionais, representativas dos diferentes chamados à vida.
2. Participação dos administradores locais nas equipes de Pastoral Vocacional.
3. Programas de formação coerentes e sustentáveis para a cultura dos animadores vocacionais.
4. “Semanas vocacionais” nas quais se reflete, dialoga e aprofunda temas relacionados com a “cultura vocacional”.
5. Conhecimento de como outras religiões enfocam perguntas sobre o objetivo da vida.
6. Partilhar experiências vocacionais com outras espiritualidades e religiões.
7. Organizar “painéis vocacionais” nos quais pessoas com diferentes vocações partilham suas experiências para animar os jovens a descobrirem sua própria vocação.
8. Promover conferências sobre cultura vocacional.
9. Incluir temas vocacionais no plano de estudos (como nas aulas de Ensino Religioso), aperfeiçoamento profissional, etc.
10. Incluir temas vocacionais em programas de debate, concursos de oratória, projetos de escrita, coral, artes, projetos de aula, retiros, etc.
11. Promover experiências que facilitem o contato com os marginalizados e com as realidades da pobreza que proponham questionamentos sobre o sentido da vida e as respostas às questões.
12. Formar grupos que se reúnem sistematicamente para refletir sobre vocação.
13. Promover a colaboração com a Igreja local e com outras congregações que contribuem no desenvolvimento dessa cultura.
14. Organizar projetos de serviço dirigidos pelos estudantes com a metodologia “ver, julgar e agir”.
15. Proporcionar os meios para pôr em prática o lema adotado pela UMAEL (União Mundial de Antigos Alunos Lassalistas): “Entramos para aprender. Saímos para servir”.
16. Promover retiros espirituais para refletir sobre o itinerário de vida.
17. Usar as redes de comunicação social para divulgar mensagens vocacionais consistentes sobre “cultura vocacional”.
CRITÉRIOS POSSÍVEIS PARA AVALIAR A ABORDAGEM DA "CULTURA VOCACIONAL"
1. Nesta Circular, o centro do Instituto propõe uma definição antropológica e teológica clara e bem elaborada de uma “cultura da vocação”, bem como uma visão do que quer alcançar.
2. A Comissão Internacional Lassalista de Vocações propôs um instrumento comum para avaliar periodicamente o impacto real dos planos de ação da “cultura vocacional” e dar a conhecer as boas práticas.
3. O Instituto, a Região e a Província oferecem sessões de formação nas quais se trabalha na sensibilização para uma compreensão mais profunda de uma “cultura vocacional”.
4. A Província e a Região adaptaram seus programas de formação para uma “cultura vocacional” que responda às necessidades locais.
5. O Instituto, a Região e a Província incluíram critérios de avaliação em seus planos de ação.
6. O Instituto, a Região e a Província proporcionaram espaços para fomentar uma “cultura vocacional” com outras entidades da Igreja.
7. A Província propõe diretrizes precisas para preparar um plano de ação local de “cultura vocacional”.
8. Em cada Comunidade de Irmãos e de Colaboradores Lassalistas e em cada obra educativa lassalista, há uma cultura local de um plano de ação vocacional.
9. O plano de ação local se partilha nos âmbitos provincial e regional, com especial atenção às boas práticas.
10. Cada Lassalista (diretor, professor, educador, catequista, animador vocacional, leigo, Irmão, Irmã, ativo ou aposentado) está pessoalmente comprometido na promoção de uma “cultura vocacional” baseada no plano de ação local.