A medição de alturas da árvore é o segundo tipo de informação mais importante para o engenheiro florestal acerca das árvores.
A altura total (Ht) é o produto do crescimento proveniente do meristema primário da árvore, também conhecido como meristema apical (parte aérea).
Constitui-se numa medida básica necessária para cálculos de: altura dominante (Hdom), volume (v), crescimento, funções de volume ou de forma.
É muito empregado para se conhecer a estrutura vertical do povoamento, avaliando quais árvores são Dominantes, Co-Dominantes, Intermediárias ou Suprimidas.
Para um engenheiro florestal a altura total (Ht) refere-se a uma medida de comprimento equivalente a uma linha reta entre o nível do solo e o seu ápice, geralmente referente ao meristema apical aéreo.
O engenheiro florestal também pode ter interesse em medir a altura ou comprimento do fuste, a altura de inserção do primeiro galho ou determinar a altura comercial da árvore.
O ponto de medição destes tipos de informações irão variar dependendo da cultura florestal ou do critério adotado pelo engenheiro florestal.
A medição direta é feita em contato direto com a árvore com o uso de trenas ou varas graduadas. É um procedimento empregado apenas para povoamentos muito jovens, geralmente para avaliação de experimentos. É um processo inviável para uso em inventários florestais ou com grande número de árvores.
Sendo dois triângulos ([ABC] e [ADE]) semelhantes, a razão entre as retas [BC] e [BE] serão proporcionais a razão das retas [DE] e [DF]. Portanto no exemplo acima a árvore terá 6,0 metros de altura.
Levando em conta este princípio podemos construir um hipsômetro também conhecido como hipsômetro de Christen.
Podemos fixar uma reentrância no objeto equivalente a [BC] de 0,3 m (30 cm) por exemplo. Ao mesmo tempo determinamos uma vara de referência [DF] de 2,0 metros. Por fim podemos chutar diversos valores referentes a [DE] para calcular diferentes resultados de [BE]. Por exemplo: uma árvore de 4 metros terá um valor de [BE] igual a 0,15 m (15 cm); Sendo equivalente metade da reentrância.
Após vários chutes para [DE] poderemos construir a escala de marcação para valores de [BE]. E assim usar o instrumento.
O procedimento consiste em colocar a vara de 2,0 m encostada no tronco da árvore; e distanciar-se da árvore até uma posição em que consigamos coincidir a altura [DE] com a abertura [BC] do hipsômetro. Assim o valor da altura total (Ht) poderá ser lido na escala construída no hipsômetro.
Seguindo o princípio de Pitágoras podemos usar a o cateto adjacente (distância da árvore) e a tangente de alfa para calcular o cateto oposto (altura da árvore).
Contudo, nossa visada não está na altura do solo. Por isso precisaremos calcular dois catetos opostos: h1 e h2.
Dependendo das condições do terreno podemos ter uma altura de visada abaixo do nível do solo ou acima da altura total da árvore. Para estas condições precisamos prestar atenção na maneira de calcular a altura total.
A distância até a árvore deveria sempre ser tomada de maneira linear num ângulo de 90 graus em relação ao zênite. Porém a tomamos paralela ao solo.
Em circunstâncias de declividade elevada (> 14 %) teremos problemas de superstimativas da distância até a árvore; e consequentemente superestimativas das alturas das árvores.
Para que isto não ocorra basta multiplicar a altura tomada pelo Cosseno da declividade em graus.
Este instrumento serve para medir ângulos, geralmente em graus. Portanto precisaremos medir a distância até a árvore e usar a fórmula de cálculo da altura pra cada árvore.
Este instrumento serve para medir h1 e h2 para três ou quatro escalas de distância: 15 m, 20 m, 25 m e 30 m. Sua escala já leva em conta a fórmula da tangente e fornece o valor em metros de h1 e h2.
Possui um botão de trava da agulha para leitura de h.
Semelhante ao Blume Leiss, só que possui apenas uma escala de distância.
Mesmo princípio do Blume-Leiss, mas apresenta um visor de espelhos que permite a leitura durante a observação. Geralmente apresenta duas escalas de distâncias.
É atualmente a ferramenta mais empregada para medição de alturas em inventários florestais. Precisamos medir a distância até a árvore e informar ao aparelho. Então o aparelho calcula e fornece a altura total da árvore (Ht) ao invés de h1 e h2.
Uma opção mais completa que a anterior, permitindo medir também (via sonar) a distância até a árvore.
A maioria dos erros na medição das árvores está associado com o posicionamento e a forma da árvore; ou com o posicionamento e a visada do observador.
Para não cometer este erro recomenda-se estar a uma distância, pelo menos, igual ou superior a altura da árvore.