A medição do diâmetro das árvores é a principal maneira do Engenheiro Florestal avaliar o tamanho das árvores.
Este diâmetro é o produto do crescimento proveniente do meristema secundário da árvore, também conhecido como meristema cambial (câmbio).
Constitui-se numa medida básica necessária para cálculos de: área da seção transversal (g), volume (v), crescimento, funções de volume ou de forma.
Também na variável fundamental e independente em várias funções de estimativas, tais como: relação hipsométrica, equações de volume e distribuição diamétrica.
Para um engenheiro florestal o diâmetro refere-se a uma medida de comprimento de uma linha reta que passa pelo centroide da área transversal do tronco; que geralmente é considerado circular ou elipsoidal.
Até início do século XX as medições de diâmetro eram arbitrárias, sendo tomadas em diferentes alturas próximas da base. Por exemplo:
Saxônia (1804): Entre 2 e 3 pés (0,61 m e 0,91 m);
Prússia (1835): 5 pés (1,52 m);
Estados Unidos: Altura do Toco;
Pressler (1848): 5% da altura total.
Atualmente convencionou-se o uso do Diâmetro à Altura do Peito (DAP) que é uma medida do diâmetro da árvore a 1,30 metros de altura em relação ao nível do solo.
Essa convenção é justificada para padronização, pela eficiência e conforto das medições; além de ser uma altura livre da influência de sapopemas|catanas (nem sempre).
Em terrenos planos a posição para a tomada do DAP é facilmente determinada.
Muitas espécies tropicais e subtropicais possuem sapopemas em alturas superiores a 1,30 metros; podendo atingir 3,0 m, 4,0 m ou mais. Convencionou-se medir estas árvores logo acima das sapopemas.
(Machado e Figueiredo Filho, 2006).E algumas espécies em algumas tipologias Savânicas (Cerrado) apresentam bifurcações do fustes abaixo de 1,30 metros; podendo nestas situações usar outra altura padronizada.
Em terrenos inclinados, esta posição é determinada pelo nível médio do solo tomado a distância de 1,3 m ao longo do eixo da árvore.
Nem sempre encontramos circunstâncias fáceis de medição (A). As árvores podem estar inclinadas (B), podem possuir deformações no ponto de medição (C), bifurcações (D) abaixo do ponto de medição ou acima (E).
Consiste numa fita métrica graduada em centímetros ("fita costureira").
É eficiente, barata e pode ser encontrada facilmente no comércio local.
CAP = DAP / π
Consiste numa fita métrica que fornece diretamente o diâmetro, pois é graduada em Pi(π) unidades.
Por ex.: 1 = 3,14 cm; 10 = 31,42 cm
É um equipamento parecido com um paquímetro, só que possui grandes dimensões; geralmente capaz de medir diâmetros de até 60 cm.
O material deve ser resistente, leve, a prova de intempéries, de fácil manuseio, leitura e limpeza.
São necessárias duas medidas transversais, especialmente porque os troncos tendem a ser levemente elipsoidais.
Para a medição de diâmetros sucessivos ao longo do fuste (Cubagem) é o equipamento mais recomendado.
Existem versões digitais com memorização das medições.
E mais recentemente versões com bluetooth e aplicativo para coleta e memorização de dados.
Pode ser empregada para medir diâmetros de árvores em pé até aproximadamente 7 metros.
Serve para agrupamento e contabilização de árvores por classe diamétrica. Pode ser empregado em marcações de "desbastes por baixo".
Dentre as inúmeras medidas possíveis de serem tomadas com este aparelho, podem ser determinados valores dos diâmetros (di) do fuste em difetentes alturas a partir de distâncias pré-estabelecidas.
Semelhante ao anterior só que digital. Permite medir em quaisquer distância e em qualquer altura sem perder tanto a exatidão das medidas tomadas.
Um sistema de acompanhamento da circunferência (CAP) a ser instalado em parcelas permanentes com grande rigor das medidas. Possui um sistema de mola que permite a expansão da fita de medição.
A Startup Treevia lançou uma versão digital de microdendrômetro.
Numa parcela são mensurados os DAP's de diversas árvores para se conhecer a sua distribuição diamétrica.
Essa informação é importante para se conhecer a estrutura horizontal da floresta (avaliada por parcela); bem como a variância dos indivíduos dentro dessa amostra da floresta.
A partir de uma parcela contendo 50 árvores, por exemplo, podemos construir uma tabela de frequência e um histograma de frequências de indivíduos por classe diamétrica. O número de classes e sua amplitude pode ser definida de diversas maneiras; no exemplo abaixo escolheu-se arbitrariamente um número de cinco classes de diâmetros e o intervalo entre as classes equivalente a um desvio padrão dos diâmetros amostrados.
Construção de tabela e gráfico de frequências (histograma) para medidas de DAP para uma parcela exemplo.
Este tipo de abordagem acima é útil para se verificar o grau de aproximação da Normalidade dos dados pela "formato" das classes. Contudo não é muito empregado pelos engenheiros florestais.
Os engenheiros florestais geralmente estabelecem classes diamétricas de 1,5 ou 2,0 cm para poderem comparar entre si as inúmeras parcelas; bem como para acompanhar a mudança de classe das árvores ao longo do tempo (Exemplo abaixo).
Gráficos de histograma para quatro parcelas contidas num talhão exemplo.
Esta prática têm por objetivo desenvolver habilidades de manipulação de dados de árvores. Neste exemplo você deverá realizar a construção de histograma de frequências de DAP para três parcelas exemplo.
Baixe o arquivo .xlsx para o seu computador contendo as seguintes informações: {parc: parcela; arv: árvore; CAP: circunfrência à altura do peito}.
Agora você deve calcular o DAP de cada árvore, e estabelecer intervalo de classes diamétricas de 2 cm que contemple o Limite Inferior e Superior dos dados das três parcelas.
As três parcelas deverão possuir as mesmas classes de frequência; e você deve fazer a contagem das árvores em cada classe para então produzir três histogramas de frequência.
Dicas:
Crie as classes de frequência;
Use a função =FREQUÊNCIA{} disponível no excel;
A tabela dinâmica pode ajudar a montar uma única figura contendo as três frequências.
Quando tiver concluído as etapas e construído os histogramas salve o arquivo (planilha completa .xlsx) e envie para o email arthur.chaves@ifmt.edu.br
Criando dados para exercício:
Lendo o arquivo e executando a tarefa: