Uma Carta de Amor à Matemática
Alma Arjuna - ICMC/USP
Resumo: Matemática é arte. A arte de dar o mesmo nome a coisas diferentes, de acordo com Henri Poincaré. É a música da razão conforme James Sylvester e a poesia das ideias lógicas segundo Albert Einstein.
É impossível ser matemático sem ter alma de poeta, disse Sofia Kovalevskaya, pois o poeta precisa olhar mais fundo, ver o que outros não veem... e o matemático precisa fazer o mesmo.
Godfrey Hardy escreve que, tal como o pintor ou o poeta, o matemático é um criador de padrões. Se os seus padrões são mais permanentes é porque são feitos de ideias. Esses padrões, tais como os do pintor ou do poeta, devem ser belos: as ideias, tais como as cores ou as palavras, devem se relacionar de forma harmoniosa.
A matemática, quando vista corretamente, possui não apenas a verdade, mas uma beleza suprema — uma beleza fria e austera, como a da escultura, afirma Bertrand Russell.
A beleza da matemática cativou diversas figuras ao longo da história. Dentre elas estou eu e talvez você também. Com este seminário eu gostaria de compartilhar e, principalmente, lembrar a mim mesmo dessa beleza, de onde vem meu amor pela matemática.
Local: Auditório Professor Fernão Stella de Rodrigues Germano
Data: 02 de outubro, as 13:13.