por Ana Maria Machado*
Sou a primeira de nove irmãos e sempre quis ter uma irmã mais velha. Então, conheci Ruth Rocha, e meu sonho virou realidade. Esse encontro aconteceu quando eu estava noiva de Álvaro, irmão dela. Ruth virou tão minha amiga que senti que estava ganhando a irmã que me faltava. Isso foi no meio da década de 1960.
Essa cunhada que virou minha irmã foi um presente precioso que a vida me deu. E eu valorizei isso desde o primeiro momento. Tínhamos afinidade de gostos, sintonizávamos na mesma onda mental, compartíamos os mesmos valores morais. É impossível dizer como a sabedoria e o bom humor de Ruth ajudaram minha vida naqueles primeiros anos de recém-casada, em São Paulo. Em todos os âmbitos da mudança que eu estava vivendo, longe da minha família, dos meus amigos, da cidade em que sempre circulara e à qual estava habituada.
Com Ruth, aprendi preciosidades domésticas – tipo fazer flores de papel crepom para nossas casas algo hippies, costurar cortinas, bordar lençóis de bebê… Incluindo delícias na cozinha, entre as quais tenho de destacar um alucinante frango ao forno que leva 50 dentes de alho!
Com Ruth, eu me firmei para adquirir segurança nesse primeiro momento de sair do ninho familiar onde me criara, deixando o aconchego do meu Rio de Janeiro que amava, entre as amigas de sempre e a praia que era a extensão de casa. O apoio dela em minhas tomadas de decisões sozinha foi me dando segurança e me imbuindo de certa firmeza para fazer as coisas à minha moda, como eu queria, tomando atitudes que nem sempre eram as que se esperavam de mim. Ruth me entendia e me apoiava mesmo em coisas que hoje parecem ridículas, mas que causavam uma estranheza inconcebível na conservadora São Paulo de 1956, como usar biquíni ou minissaia em plena gravidez. Ela também foi transgressora e inovadora ao seu modo, como atestam os retratos do dia de seu casamento. Seu traje solene para a cerimônia não tinha cauda longa e grinalda, como então se exigia. Ela estava lançando moda, de vestido curto e chapéu. Elegantérrima ao lado do sempre tão querido Eduardo, destinados a se transformar, futuramente, numa dupla de tios adorados pelos meus filhos Rodrigo e Pedro, ligados para sempre à prima Mariana, maravilhosa filha do casal.
O fato é que me tornei amiga inseparável de Ruth Rocha. Incorporei os amigos dela em minha nova existência paulistana. Viajávamos nos fins de semana ou nos reuníamos em intermináveis conversas num grupo animado, interessante, composto de gente inteligente e engraçada, capaz de despertar curiosidades novas e aprofundar admirações antigas, da pintura à arquitetura, dos livros aos filmes, da música e do teatro à economia e à política. E eram tempos culturalmente efervescentes no Brasil. Com ela, cantei o fino da bossa, acompanhei com curiosidade a Jovem Guarda, vibrei com o nascente Tropicalismo. E torcemos animadamente nos festivais da TV Record, que nos maravilharam com a confirmação dos meus já conhecidos Nara Leão e Paulinho da Viola, ao mesmo tempo que nos revelavam e faziam descobrir ou confirmar tantos novos talentos, como Chico Buarque, Elis Regina, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Os Mutantes.
Com Ruth, também troquei preciosas dicas de leitura. Ambas vínhamos de famílias leitoras, cercadas de livros e histórias desde crianças. Então, nós nos estimulávamos mutuamente, com palpites, comentários e sugestões, empréstimos de livros, explorações de estantes, discordâncias e descobertas. Nesse processo, ouvi de Ruth uma frase sábia que nunca me ocorrera e que aprendi para sempre: “Mas ainda não leu este? Que bom! Vai ter o prazer de descobrir...”.
Nessa época, durante um tempo, ela teve uma lojinha de artesanato, a Sarandi, onde garimpei muitas caixinhas e objetos lindos que enfeitaram minha casa pelos anos afora. Além disso, trabalhávamos juntas no Colégio Rio Branco. Ela como orientadora educacional, eu como professora. No convívio, tecemos uma fraternidade, que se manteve mesmo depois que deixamos de ser cunhadas formalmente.
Para a cultura brasileira, porém, o que importa é outra coisa: na revista Recreio, descobrimo-nos escritoras.
Seguimos pela vida com as nossas carreiras paralelas, cada uma podendo ser para a outra uma crítica exigente e carinhosa. Corremos o Brasil e o exterior visitando colégios, participando de debates em universidades, tomando parte em feiras de livros. Posso atestar que ela passou brilhantemente por essa prova. Viajar junto com alguém é uma das coisas mais difíceis do mundo, mas Ruth é uma companheira perfeita! Adoramos conversar, ver vitrines, jantar e ficar de papo, cantarolar Cartola, Chico e Cole Porter, ou só passar um domingo preguiçando entre os jornais, sem muita conversa. Ruth tem esta qualidade rara: respeitar meus silêncios e não invadir meu espaço.
Hoje, na maturidade, eu sei que existe uma preciosa linguagem feminina de transmissão de sabedoria e amor à vida. E tenho consciência de que, para mim, Ruth foi um dos elos mais importantes e generosos nessa corrente, com sua ética rigorosa, sua sensibilidade apurada, seu senso de humor, sua inteligência brilhante, sua coragem, sua independência modelar, sua retidão. Prêmio Nobel de irmã mais velha!
Contudo, não posso encerrar este depoimento sem me deter com mais vagar para falar de Ruth Rocha escritora. Fomos construindo nossas carreiras paralelamente. Já foi muito contado, mas repito: em algum ponto no final de 1968, a editora Abril resolveu fazer uma revista infantil, a Recreio. Com textos corridos, não quadrinhos. E com autores que nunca tivessem escrito para crianças. A proposta consistia em evitar (segundo a editora Sonia Robatto) qualquer resquício de nhe-nhe-nhem ou tatibitate na linguagem. Selecionados por critérios não muito ortodoxos, alguns futuros autores foram convidados a experimentar um exercício nessa atividade dificílima. Entre eles, a então socióloga e orientadora educacional Ruth Rocha, o então historiador Joel Rufino dos Santos, e eu, então professora. A revista fez muito sucesso, firmou-se como um celeiro de novos autores e, em 1976, nós três publicávamos nossas obras, pela própria Abril, em livros de coleções especiais, inicialmente vendidas em bancas de jornal.
Como assinalam os especialistas, a literatura infantil só se implanta quando passa por um processo de massificação (geralmente feito nas escolas), que a torna conhecida do grande público e assegura sua chegada ao pequeno leitor e sua permanência. Monteiro Lobato, por exemplo, conquistou isso graças à sua atividade editorial fecunda e seus dotes de vendedor e marqueteiro, tomando carona nos almanaques promocionais de remédios e conseguindo multiplicar pontos de venda de livros por farmácias, armazéns e empórios do interior.
Já o chamado boom da literatura infantil brasileira foi beneficiado pela confluência de dois caminhos. O primeiro era a banca de jornal, que distribuía as revistas da Abril (e, em menor medida, da Bloch, com a efêmera Bloquinho, que não durou muito, mas era toda feita por Sonia Robatto e Ruth Rocha, que assim aprendeu a ser editora). O segundo? Os colégios, onde os professores descobriam esses novos autores e passavam a recomendá-los e adotá-los com entusiasmo, desde o seu início, quando ainda eram impressos apenas em revistas (e, por isso, vendiam tanto). É que, felizmente, ainda era o tempo do mimeógrafo, e não havia a cópia xerox. Se houvesse esse tipo de pirataria institucionalizada (incluindo a apoteose, nesse campo, que o futuro traria com os downloads gratuitos pelas redes sociais afora), com toda certeza a história da literatura infantil brasileira teria sido outra. Como não havia, quem queria ler comprava as revistas, o que levou os editores a perceber que existia um público ávido, ansioso para ter acesso àquele gênero e àqueles autores. A difusão em livro só veio mais tarde, como exigência do próprio mercado, louco para poder guardar por mais tempo suas histórias favoritas, antes consumidas apenas nos semanários.
Tudo isso já tem sido suficientemente enfatizado quando se recorda esse processo. Mas eu quero chamar a atenção para o papel específico e crucial de Ruth Rocha em toda essa evolução histórica e cultural. Coisa de que pouco se fala, geralmente. Nunca vi darem-lhe o devido crédito por essa contribuição fundamental. Assim, faço questão de registrar.
Por que Recreio entrou com tanta força nos colégios? É claro que as histórias eram boas, rigorosamente selecionadas e editadas com capricho. Mas cada página tinha também o equivalente a uma cobertura de chocolate com cereja no alto do sundae: uma tira vertical externa ao texto, formando uma coluna dele separada por um fio, que trazia atividades em torno do que era narrado. Era preciso ler as histórias para fazer os jogos e brincadeiras. E eram divertidíssimos. Além de ensinar um monte de coisas, estavam perfeitamente adequados a tudo o que os mais modernos conceitos de educação aconselhavam. E quem concebia tudo isso? Ela mesma, Ruth Rocha, orientadora pedagógica.
Daí o caminho natural na carreira dela acabou sendo o de ir trabalhar na própria editora Abril, em vez de ficar em casa inventando brincadeira e história e mandando para a revista. E como as ideias dela eram ótimas, Ruth foi sendo cada vez mais ouvida na chamada editoria de infantis não-Disney. Até saiu de lá por um tempo, requisitada pela concorrência, para fazer a Bloquinho, da editora Bloch. Porém, pouco depois, foi chamada de volta à Abril, como assistente de redação, e, em menos de um ano, era redatora-chefe do setor. Foi mandada pela empresa para fazer um curso de editoração nos Estados Unidos, aprendeu a editar livros e voltou editora graduada e consagrada – e não apenas da revista Recreio. Virou alta executiva, chefiava 42 pessoas diretamente. Não só foi responsável pela publicação de algumas das mais bonitas coleções de livros infantis daquele tempo (como a Conte um Conto e a Beija-Flor, de 50 títulos cada uma) como esteve por trás de grande parte da época de ouro dos fascículos da Abril. Nessa segunda fase da Recreio, Ruth ampliou o escrete de craques e tratou de buscar novos autores, revelando, para a literatura infantil, Sylvia Orthof e Marina Colasanti, entre outros.
Aí veio uma crise na empresa, Ruth teve que demitir muita gente, ficou infeliz. Foi a um congresso de escritores em Florianópolis e constatou: “Este é o meu povo”. Voltou, escreveu A menina que aprendeu a voar e pediu demissão.
Já tinha feito um bocado pelos livros infantis. Foi ser apenas escritora.
Apenas? A palavra não é adequada. Com Ruth, nada é apenas, como seus livros não são livrinhos. Com ela, nada é diminutivo, nem no estilo, nem no conteúdo.
Como escritora, Ruth Rocha publicou uma quantidade enorme de livros, foi traduzida para dezenas de línguas, vendeu milhões de exemplares. Ganhou incontáveis prêmios, entre eles o da Academia Brasileira de Letras (ABL), uma porção de Jabutis e uma preciosa indicação para o internacional Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infantil, em que ela foi finalista e teria muita chance de ganhar numa rodada seguinte (no entanto, jamais foi reapresentada pelo Brasil). Foi eleita para a Academia Paulista de Letras (APL) e escolhida “Personalidade literária” pelo Prêmio Jabuti. Teve livro apadrinhado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e lançado lá na sede, em Nova York. Recebeu a ordem do mérito cultural, a antiga ordem de Santiago, cujas origens remontam ao Rei Afonso VII de Castela, a única condecoração, no Brasil e em Portugal, voltada exclusivamente para a valorização da cultura. Teve obras adaptadas para teatro, televisão, discos e CDs. Deu nome a bibliotecas escolares e clubes de leitores, estes fundados por crianças, em bairros humildes de nossas cidades. E, sobretudo, passou a ser amada pelos leitores jovens deste país, que sabem de cor e salteado seu Marcelo, marmelo, martelo, que se emocionaram na adolescência com Pra que serve? ou De repente dá certo e que se deslumbraram, ainda bem pequenos, com Nicolau tinha uma ideia ou Palavras, muitas palavras…
Mais que isso, seus leitores de todas as idades (crianças, professores e pais que leem para os filhos) aprendem com ela que é preciso viver de olhos abertos, porque nunca se sabe o que podemos encontrar pelos caminhos da vida, tão cheios de percalços a nos exigir atenção. É que há histórias de rabos presos, reizinhos mandões, reis que não sabem de nada e idiotas sentados, cada qual no seu barril. Ou seja, por via das dúvidas, é sempre melhor não beijar sapos e não se deixar enganar, ficando de olho em promessas mirabolantes e irracionais.
Com rara dignidade e consciência profissional, Ruth Rocha teve um papel fundamental para consolidar o prestígio e garantir o respeito devido aos escritores de literatura infantil. Nunca cedeu a pressões nem chantagens emocionais paternalistas. Nunca se deixou enrolar pela sedução de elogios enganadores, que, havia anos, insistiam no vergonhoso costume de disfarçar de honorária a reles exploração do fruto do esforço alheio. Esse era um vício histórico entre nós, como já assinalava Sérgio Buarque de Holanda ao lembrar nossa aversão às virtudes econômicas e a confusão de se buscar prestígio nas letras para escapar da pecha de estar dedicado a trabalhos considerados vis. A rara firmeza de Ruth na defesa de remuneração condigna para o trabalho intelectual pode ter-lhe granjeado incompreensões e alguns desafetos, mas ela nunca cedeu um milímetro nessa área também, nem se deixou enredar por falsos argumentos sedutores.
O resultado dessa firmeza foi nítido. Tenho imenso orgulho de termos sido companheiras nessa luta difícil, mas hoje plenamente vitoriosa, a tal ponto que as novas gerações que chegam aos férteis campos da nossa literatura infantil nem imaginam que, há pouco tempo, era tudo tão diferente.
Conseguimos romper a prática tradicional de pagamentos irrisórios aos autores de livros infantis, passando a exigir os mesmos percentuais que recebem os autores de obras para adultos (também adiantamento e contrato com prazo para acabar). Processamos (e sempre ganhamos) alguns editores de livros didáticos que incluíam trechos nossos sem remuneração nem consentimento – e, muitas vezes, com profundas alterações e fora do contexto. Convencemos vários editores a deixar para trás a norma que dizia que livro infantil de texto bom se vende sozinho, nem precisa de ilustração colorida, e que a qualidade gráfica só faz diferença mesmo quando o livro é fraquinho...
Aliás, convém lembrar que, nesse aspecto da apresentação visual, como raros escritores, por sua experiência na Abril, Ruth Rocha foi uma atenta descobridora de ilustradores, incentivadora de designers e deu uma contribuição inestimável ao desenvolvimento do livro infantil de qualidade neste país. Com seu profundo conhecimento das diversas etapas da produção de um livro para crianças e do mercado específico em que o setor se movimenta, Ruth ajudou a consolidar uma característica que Ziraldo sempre fez questão de apontar como sendo um marco do mundo editorial brasileiro, responsável pela originalidade de nossa produção e pela extraordinária acolhida crítica que temos no exterior: é que fazemos livros infantis de autor, e não de encomenda (daqueles solicitados em minuciosa receita pelo editor após pesquisa mercadológica), como é a regra geral na grande maioria dos outros países. Com tudo isso, acabamos vencendo preconceitos e ajudando a derrubar as muralhas do nicho. Após um tempo, os autores brasileiros de livros para crianças passaram a ser incluídos, em pé de igualdade, em todo tipo de representação institucional de escritores, de feiras e bienais a congressos e diretorias de órgãos de classe. Esse tem sido outro aspecto importante da profissionalização, em que o Brasil vem sendo absolutamente pioneiro. E não ficou só nisso: fizemos questão de romper com uma praxe tradicional, aparentemente simpática, mas discriminatória: solicitamos que as fichas catalográficas em cada livro passassem a tratar as mulheres da mesma forma que os homens e incluíssem nossa data de nascimento. A nos situar no tempo.
Ainda dá para alguém querer pensar nela como apenas escritora? Ruth? E dá para esquecer suas temporadas como cantora de jazz na noite paulista, deliciando as plateias do Piu-Piu e do 2001 com standards dos anos 1940 e 1950? E sua participação na televisão paulista, como debatedora permanente em um programa semanal de política e cultura por muitos anos?
Mas é que, diante da escritora, cessa tudo. Porque suas histórias são inesquecíveis. Porque o humor e a linguagem inconfundível de Ruth Rocha, sempre a serviço de uma inteligência aguda e estimulante que provoca o leitor a pensar, são um presente para cada um de nós, em qualquer idade.
No entanto, apesar disso, o fato de estar tão ligada a seu tempo nunca fez de Ruth Rocha uma panfletária, nem uma autora que inventa uma história apenas para disfarçar mensagens ou palavras de ordem, vício tão comum em nossos dias e tão tradicional da literatura infantil, em sua mistura de arte com didática a serviço de maniqueísmos rasteiros. O diálogo da autora com a realidade é vivo, inteligente e sutil. Coisa de leitora requintada. E de autora que se apoia num estilo em que poesia e humor convivem à vontade.
Dessas reviravoltas operadas pelo humor na obra de Ruth, resulta um efeito que a agudeza crítica de Marisa Lajolo assinala com grande acuidade: trata-se de uma escritora que traz a realidade de seu tempo para dentro da obra e, depois de deixar o leitor sorrindo, devolve a ele essa realidade. Mas, na operação de rir do narrado, o leitor já está crítico e lúcido. Transformado pela leitura divertida.
Esse processo é potencializado pela impressionante economia que Ruth Rocha tem no uso da linguagem. Logo à primeira vista, parece colada na fala cotidiana, mas dela se afasta pela invenção literária, gestada por muita leitura e fecundada pelo ludismo verbal característico do linguajar popular ou do registro familiar. Com esse procedimento, Ruth chega ao sumo da linguagem narrativa, densa e tecida em várias camadas de alusões, eliminado todo o supérfluo.
Por tudo isso e muito mais (que nem dá para resumir), ela se consagra como uma das maiores escritoras do Brasil. Para qualquer idade. Sem restrições como “apenas” e sem “infantil”. E se consolida, inegavelmente, como uma de nossas maiores intelectuais, com uma contribuição à cultura brasileira que não pode ser ignorada nem esquecida – ainda que não se traduza necessariamente em cliques ou número de seguidores nas redes sociais. Merece todas as honras, sempre. E me alegro em poder me juntar a um coro variado agora, a lhe cantar louvores.
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*Ana Maria Machado é escritora, jornalista, professora e tradutora. Reconhecida por sua contribuição no campo da literatura para as infâncias e juventudes, compõe, em suas obras, um espaço ficcional no qual elementos míticos misturam-se com fatos sociais, políticos e culturais de seu tempo – por exemplo, o direito de escolha, a situação da mulher e os novos modelos de organização familiar. Em 2000, Ana ganhou o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante da literatura infantojuvenil, e, três anos depois, passou a integrar a Academia Brasileira de Letras (ABL).
Abertura
9 de maio de 2026, às 11h
Visitação
até 2 de agosto de 2026
terças-feiras a sábados, das 11h às 20h
domingos e feriados das 11h às 19h
Piso térreo
OCUPAÇÃO RUTH ROCHA
Concepção e realização
Itaú Cultural
Curadoria
Equipe Itaú Cultural
Projeto expográfico
Érica Pedrosa, Iago Germano, Rodrigo Auba e Sofia Gava (terceirizada)
Projeto de acessibilidade
Equipe Itaú Cultural
ITAÚ CULTURAL
Avenida Paulista, 149 – próximo à estação Brigadeiro do metrô | Entrada gratuita
Espaços acessíveis
o prédio do Itaú Cultural apresenta facilidades para pessoas com deficiência física
Estacionamento
Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas
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