Esta obra chama-se “Os 100” ou como alguns dizem “The 100”, mas antes vou falar um pouco da sua autora.
Kass Morgan nasceu no dia 21 de julho de 1984. É uma autora e editora americana, mais conhecida como a autora dos livros The 100, uma série de livros de ficção científica. Atualmente mora na cidade de Nova York e trabalha como editora sénior na Scholastic.
Voltando à obra, o livro está dividido em 36 capítulos e é narrado na terceira pessoa do singular. Porém, cada capítulo mostra o que acontece com uma personagem diferente. São 4 essas personagens que têm os seus pensamentos abertos nos capítulos no decorrer do livro: Clarke, Bellamy, Wells e Glass. Com os flashbacks contidos no meio do livro, é feita uma ligação entre o tempo passado e presente.
Para quem ainda não conhece, The 100 passa-se num futuro pós-apocalíptico. A Terra foi dizimada por uma guerra nuclear e os poucos sobreviventes embarcaram numa nave chamada de “Colónia” para orbitar o planeta até que ele estivesse habitável novamente. Essa nave subdivide-se em três estações: Phoenix, Arcadia e Walden. Phoenix representa a Capital, onde vivem as pessoas com melhores condições de vida e que não precisam racionar mantimentos, pois têm tudo o que necessitam. Arcadia e Walden fazem parte as pessoas mais humildes, sofrendo de grande escassez de diversos produtos e usufruindo de água corrente apenas uma hora por semana.
De acordo com a lei, na nave, qualquer crime é punido com execução. Os menores de 18 anos vão para o Confinamento até que atinjam a maioridade. Assim que isso acontece, eles passam por um novo julgamento, podendo ser absolvidos ou finalmente sentenciados à morte. A nave está a passar por problemas e não tem muito mais tempo de vida, colocando em risco toda a raça humana. Assim, o Conselho decide enviar 100 jovens delinquentes para a Terra, numa tentativa de saber se o planeta pode ser habitado novamente. Os 100 já estavam condenados, talvez assim pudessem ter uma nova oportunidade, já que, se tudo corresse bem, todos os seus crimes seriam perdoados.
Falando agora melhor sobre as personagens principais, Clarke era estudante de medicina e foi presa, acusada de traição, depois do seu namorado, Wells, entregar o projeto secreto dos pais dela para o seu próprio pai, o Chanceler. Os pais de Clarke foram executados e a menina, ao tentar defendê-los, foi acusada de ser cúmplice, indo parar ao confinamento até ao seu aniversário.
Wells arrepende-se muito do mal que causou a Clarke. Ao saber que ela seria enviada na missão para a Terra, este consegue ser confinado, pois tinha algumas regalias por ser filho do Chanceler, para partir junto com ela e tentar reconquistá-la.
Bellamy já tem 20 anos e não cometeu nenhum crime, mas quer embarcar para a Terra a todo custo. A sua irmã, Octavia, foi presa e estará na missão. A menina é tudo para Bellamy, que está acostumado a protegê-la desde criança. Na nave é proibido ter mais que um filho e a mãe de Bellamy conseguiu esconder a gravidez de Octavia até ao fim. Porém, quando foram descobertos, as crianças foram enviadas para lares de custódia diferentes em Walden e a sua mãe foi executada. Agora Bellamy tem nas mãos a chance de recuperar a sua irmã. O problema é que, para embarcar, ele faz o Chanceler de refém, que acaba baleado, fazendo com que o rapaz fique em maus lençóis.
Glass é a melhor amiga de Wells. Demoramos bastante tempo para descobrir o motivo da sua detenção, só sabemos que ela precisou dizer adeus ao namorado cruelmente, para que poupasse a sua vida. No meio da confusão causada por Bellamy, Glass consegue escapar da nave que ia para a Terra e vai encontrar-se com Luke, seu ex-namorado. O problema é que agora ele encontrou uma rapariga e tem um ódio muito grande por Glass. Esta tentará refazer a sua vida na nave sendo uma fugitiva.
Durante a queda, os passageiros passam por diversos problemas. A nave parte-se e vários são arremessados no ar. Quando finalmente pousam, os 100 já foram reduzidos e contavam com vários feridos. Boa parte dos mantimentos foi comprometida, inclusive os medicamentos, dificultando alguns tratamentos.
Clarke logo assume o papel de médica. A sua melhor amiga, Thalia, ficou muito ferida e os mantimentos perdidos poderiam salvar a sua vida. Bellamy é o caçador. Ele mostra conhecer bastante sobre a floresta e é um craque a atirar flechas. Wells tenta ser o pacificador, mas por ser quem é, perde muito crédito com todos os jovens que o seu pai condenou à morte.
Já aliviados pela certeza que a radiação não será um empecilho, os 100, logo descobrem, que na Terra os problemas são bem diferentes do que esperavam encontrar. Até porque, não estão sozinhos… Algo se esconde nas sombras das grandes florestas que agora cobrem o nosso planeta…
No fundo, este livro é um enredo pleno de tensão, onde este grupo de jovens tenta criar uma nova sociedade na Terra. Mas não deixa de haver espaço para a intriga e para o romance, o que o torna mais interessante. Daí que recomende a sua leitura.
Não tenho um excerto do livro preferido, no entanto admiro muito uma personagem: a Clarke, não só pela sua vontade em ajudar os outros, mas também porque nunca desiste, mesmo daquilo que, às vezes, parece impossível.
O Violino de Auschwitz
Maria Àngels Anglada foi uma poetisa e romancista catalã. Nasceu em Vic, Espanha, em 1920. Formou-se em Filologia Clássica na Universidade de Barcelona. O seu primeiro romance, Les closes, ganhou o Prémio Josep Pla. O seu romance de 1985 Sandàlies d'Escuma (Sandálias de Espuma) ganhou o Prémio Lletra d'Or. Faleceu em 1999.
A ação inicia-se num concerto de homenagem a Mozart, em Cracóvia. No concerto, Regina, aprimeira violinista da orquestra, encanta o seu colega de trio com o som do seu magnífico violino, de traços rústicos. No dia seguinte, quando ele lhe pergunta como é que o obteve… conta-lhe a impressionante história de vida do seu pai, Daniel, um luthier que sobreviveu ao inferno do Holocausto. Preso no campo de concentração de Auschwitz, na Áustria, Daniel, um jovem construtor de violinos judaico, trabalhava como carpinteiro. No entanto, um dia, enquanto Daniel consertava uma porta na casa do comandante, ouviu um violino desafinado. O comandante preparava- se para castigar o violinista, quando Daniel interveio, afirmando saber qual o problema do violino.
O comandante ordenou a Daniel que o consertasse e ele fê-lo com sucesso. Rapidamente, o feito de Daniel se espalhou pelo campo e um médico, de instintos maléficos, fez uma aposta com o comandante, que consistia na troca de Daniel por uma boa garrafa de vinho, no caso de ele não conseguir fazer um violino perfeito, num certo prazo. Daniel, viu nesta missão, um propósito para a sua sobrevivência no campo e dedicou-se de corpo e alma à tarefa proposta. Desta forma, Daniel deixou de ser mais um luthier mergulhado na apatia e dominado pelo medo relativo aquilo que o campo lhe poderia reservar e reencontrou-se a si mesmo, voltando a demonstrar uma personalidade vincada e vivacidade, características que o descreveriam antes de entrar no campo de concentração. Imbuído pela tranquilidade que a música lhe transmitia, Daniel conseguia abstrair-se da fome e exaustão que sentia, esquecer, por momentos, as saudades da família e ultrapassar o sofrimento que as barbáries que ocorriam à sua volta lhe causavam, como a morte cruel de pessoas com quem tinha desenvolvido amizades no meio daquele ambiente terrífico. Após algum tempo, Daniel termina o violino. Mais tarde, o amigo mecânico de Daniel compra o violino num leilão e oferece- o a Daniel, que esteve às portas da morte durante meses internado num hospital, debilitado pelas condições a que tinha sido sujeito. Em suma, a obra retrata como o amor à arte de Daniel lhe deu uma oportunidade no mundo cruel dos Nazis.
Rúben Figueiredo - 9º C
Ética para um jovem
Este livro, cuja leitura iniciei após o ter recebido de prenda não refere as principais teorias ou filósofos que "brilham" nessa área. Tem, porém, um carácter quotidiano, abordando de forma simples e percetível para qualquer jovem, assuntos que aparentam ser algo óbvio, mas sobre os quais não refletimos frequentemente.
Fernando Savater, filósofo espanhol, dirige-se neste livro ao seu filho Amador, tentando cativar e motivá-lo para reflexões sobre ética.
O escritor começa por invocar o "bem" e o "mau" e fundamenta a ideia de que a liberdade é a base de todas as nossas ações, fazendo também uma breve abordagem ao determinismo. Recomendo bastante a leitura deste livro, quer seja um adulto ou um jovem. Na minha opinião este livro dá uma certa "educação" ao leitor, especialmente jovem. <Para mim, é uma leitura indispensável.
Simão Pereira - 9º C
O grande Gatsby
O nome da obra literária que eu vou apresentar é O grande Gatsby. O grande Gatsby ou The great Gatsby é um romance trágico escrito pelo autor norte americano Francis Scott Fitzgerald, que nasceu em 24 de setembro de 1896 e faleceu em 21 de dezembro de 1940,publicado em 1925.
Este romance passa-se em Nova Iorque e também na cidade Long Island, durante a primavera e o verão de 1922. A historia propõe fazer uma critica ao "Sonho Americano" e fazer um retrato dos loucos anos 20, da idade do Jazz e dos anos apos a primeira guerra mundial. É uma visão desencantada das assimetrias sociais daquela época; a pobreza de muitos, o enriquecimento repentino e inexplicado de alguns, o materialismo sem limites e a falta de moral. Trata-se de um mundo em que os valores espirituais são menosprezados ou ignorados, onde o interesse pela posse de bens materiais se sobrepõe à fé nos valores da vida e da felicidade espiritual.
Nick Carraway, um jovem comerciante de Midwest, o narrador da historia, torna-se amigo de seu vizinho Jay Gatsby,a personagem central, um bilionário conhecido pelas festas animadas que dava na sua mansão. A fortuna de Gatsby é um dos motivos de rumores, pois ninguém sabe ao certo o passado deste anfitrião. Nick tem uma prima, Daisy, que se encontra casada com Tom. Gatsby é, acima de tudo, um homem marcado por uma paixão antiga,por Daisy e pelo desejo de recuperar um passado não tão distante em termos temporais. Eventualmente, Tom percebe o amor de Gatsby por Daisy e este então expressa o seu ódio por ele através de acusações de prática de atividades ilegais. Perante a sua defesa Gastby obriga Daisy a dizer que não sente nada pelo seu marido, Tom, na esperança de apagar os últimos cinco anos de seu casamento.Tom chocado com este acontecimento pede que voltem para casa, Daisy e Gatsby vão no mesmo carro enquanto Nick e Tom vão noutro carro. Daisy dirigia o carro do Gatsby quando iam para a casa de Tom mas um imprevisto acontece...
Eu não tenho nenhum excerto preferido pois eu gostei em geral do livro. Na minha opinião achei este livro extraordinário e interessante. É um livro muito bem escrito, com momentos de rara beleza e passagens brilhantes. Infelizmente, não gostei muito das suas personagens. Gatsby nunca deixou de ser uma personagem enigmática para mim, apesar da revelação da sua história. Nick, o narrador, acabou por ser a personagem que mais me disse, talvez precisamente por ser pelas palavras dele que acompanhamos a história. Por fim Tom representa o racismo e o adultério, o poder que a riqueza tinha na época sobre as pessoas.
Apesar destas observações eu aconselho este livro a turma, pois mostra nos que a riqueza não traz felicidade nem permite a concretização dos nossos sonhos. A solidão de Gatsby é o que mais se destaca, pois ele esta sempre rodeado de pessoas extravagantes, mas nenhuma dessas pessoas consegue ser um verdadeiro amigo para aquilo que ele mais precisa. Portanto não deixa de ser um pobre solitário.
Eva Trindade - 9º C