Desafio: O coelho madrugada a rimar…
Pedir à criança que inventa sons ou batimentos de mãos em dois versos à sua escolha:
Era uma vez um coelho,
De seu nome Madrugada,
Vivia numa verde colina,
E tinha uma pata virada.
Madrugada tinha três irmãos,
Veloz, Valente e Sabichão,
Tinham todos a mania,
De envergonhar o irmão.
Tinham uma tia Sofia,
Uma famosa contadora,
Sentavam-se à sua volta,
A ouvir uma história encantadora.
Uma das histórias mais bonitas,
Que o Madrugada gostava,
Era sobre o coelho da Páscoa,
Uma história que encantava.
As estações passaram,
Madrugada olhava o céu
Todos diziam em voz alta,
Este ainda não cresceu.
Todas as manhãs se sentava,
Gostava de observar,
As ervas e as flores,
E as borboletas a voar.
Numa tarde de dezembro,
Por altura do Natal,
Sabichão avistou ao longe,
Um estranho! O Pai Natal?
Mal ele se aproximou,
Os irmãos de Madrugada,
Acharam por bem dizer,
Que não o ajudavam em nada.
Madrugada como sempre,
Calmamente a observar,
O olhar daquele coelho,
Dava vontade de lhe falar.
Valente, Veloz e Sabichão,
Olhando para o estranho friamente,
Este acabou por virar costas,
E partir novamente.
Chegou então a noite fria,
E começou a nevar,
Regressaram todos às tocas,
Sem do estranho ninguém lembrar.
Madrugada preocupado,
Com toda esta situação,
Será que o pobre do estranho,
Ia apanhar uma constipação?
Mesmo contra o tempo agreste,
Madrugada vai procurar,
Aquele velho coelho,
Tinha mesmo que o encontrar.
De repente pareceu-lhe ver,
Uma coisa na neve a mexer,
Correu em sua direção,
Viu o estranho a tremer.
Com o estranho a seu lado,
Parecia saber a direção,
Da sua toca aconchegante,
Com sopinha no panelão.
De manhã quando acordou,
O estranho tinha partido,
Madrugada não percebeu,
Nem sequer fazia sentido.
Mas em cima da sua cama,
Estava um presente embrulhado,
Um ovo feito de pedra verde,
Deixando Madrugada baralhado.
Embrulhou muito bem o presente,
Era como um grande segredo,
Não podia contar aos irmãos,
Porque estava cheio de medo.
Chegou a linda primavera,
Também chegou um mensageiro,
Trazia uma proclamação,
Para ler ao mundo inteiro.
O coelho da Páscoa está velho,
Quer escolher o seu sucessor,
Quem terá capacidade,
Para substituir o senhor?
Os irmãos de Madrugada,
Andavam alvoraçados,
Não falavam de outra coisa,
Queriam ser os nomeados.
Madrugada inocente,
Sempre grande sonhador
Esperava que um dos irmãos,
Fosse o tal sucessor.
Até que um dia em abril,
A tia Sofia os chamou,
Avisando sobre a chegada,
De um grupo que ela avistou.
Todos os coelhos comentaram,
Que era um coelho aperaltado,
Talvez o coelho da Páscoa,
Aquele que era esperado.
O tal cortejo parou,
O coelho da Páscoa avançou,
Dizendo com toda a certeza,
Que o seu substituto encontrou.
É o melhor de todos os coelhos,
Disse-o com toda a legitimidade,
Ofereci-lhe um ovo em pedra verde,
Como prova da minha amizade.
Madrugada deu dois passos à frente,
Com uma certa ansiedade,
Tirou o ovo do casaco,
Entregou-o com toda a amabilidade.
O coelho da Páscoa sorrindo
- Não me conheces? Perguntou,
Foi então que Madrugada,
Descobriu quem o ovo doou.
À noite os coelhos da colina,
Celebraram esta novidade,
À exceção dos três irmãos,
Que pensavam que não era verdade.
Mas a mãe e a tia Sofia,
Não ficaram surpreendidas,
Madrugada tinha um bom coração,
Era amigo, dos amigos.
Se um dia destes encontrares,
Um coelho com a pata virada,
Já sabes que só pode ser,
O coelho da Páscoa …da história encantada!