DIA MUNDIAL DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR
Trabalho coletivo do 10ºCSE
O Dia Mundial dos Direitos dos Consumidor é comemorado, todos os anos, no dia 15 de março, com o objetivo de proporcionar a consciencialização mundial sobre os direitos e as necessidades do consumidor. Esta data serve para alertar contra os abusos de mercado e as injustiças sociais, que violam os direitos dos consumidores, e exigir que os direitos de todos os consumidores sejam respeitados e protegidos. (Clica para continuar a ler)
Este dia foi instituído por John Kennedy (ex-presidente dos EUA), em 1962, como forma de dar proteção aos interesses dos consumidores americanos.
Kennedy realçou que todos os consumidores têm direito à segurança, à informação, à escolha e, sobretudo, direito a serem ouvidos. Afirmou também que “todos somos consumidores” e esta frase ficou para a história, como tomada de consciência da humanidade para a problemática associada ao consumo.
Atualmente, existe uma nova atitude e comportamento do consumidor, que é informado e consciente da sua ação e papel na sociedade, defendendo os seus direitos enquanto consumidor. Esta nova atitude dos consumidores, organizados em movimentos que pretendem ver reconhecidos os direitos dos cidadãos enquanto consumidores, constitui o consumerismo.
Para além das ações de defesa dos direitos do consumidor, o consumerismo é um movimento que procura, de igual modo, formar consumidores mais conscientes, mais racionais, mais informados e mais capazes de intervir numa sociedade de consumo, onde os grupos industriais e comerciais fazem prevalecer os seus interesses.
A defesa do ambiente e dos recursos naturais é cada vez mais uma preocupação dos consumidores que incorporam, nas suas decisões de consumo, as questões ecológicas. Se, enquanto consumidores, nos são garantidos direitos, não podemos esquecer que temos deveres a cumprir, sendo o dever de preocupação social algo que deve nortear a nossa conduta. Assim, façamos do consumo um ato consciente e responsável.
Assegurar a sustentabilidade ambiental exige uma reflexão sobre o modelo de desenvolvimento económico atual, um modelo de desenvolvimento sustentável com respeito por todo o tipo de direitos. O direito das gerações vindouras a um Planeta limpo e sustentável implica que todos os cidadãos alterem os seus comportamentos adotando atitudes consumeristas.
Juntos somos mais fortes!
No dia 3 de março de 2021, a convite do Clube do Ambiente/Eco-Escolas, na pessoa da Professora Alice Sousa, e em parceria com a Biblioteca Escolar, os alunos da Escola Secundária de Amarante participaram numa visita virtual ao Jardim Zoológico de Lisboa para comemorar o dia Mundial da Vida Selvagem. Esta atividade vem no sentido de nos sensibilizar para a necessidade de preservar e proteger a fauna /flora em vias de extinção.
Assim, as professoras Susana Cerqueira e Virginia Duarte lançaram o desafio às turmas (7º C e 7º D) de realizarem um marcador alusivo ao dia. Estes acederam com bastante entusiasmo.
Vê o vídeo realizado pela Professora Susana Cerqueira.
1º Lugar - Guilherme Pinheiro - 7º D
2º Lugar - Alicia Dias - 7º D
3º Lugar - Inês Pinheiro- 7º C
Autora: Evandra Almeida
Os direitos humanos consistem em direitos naturais garantidos a todo e qualquer indivíduo, e que devem ser universais, isto é, devem estender-se a pessoas de todos os povos e nações, independentemente da sua classe social, etnia, género, nacionalidade, posicionamento político ou qualquer outra condição.
Estes, por serem inerentes a todos os seres humanos, devem ser símbolo de respeito e de cumprimento por parte de todos nós. Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, liberdade de opinião e expressão, o direito ao trabalho e à educação, entre outros. Deste modo, são fundamentais para manter a unificação mundial e contribuem para a evolução do desenvolvimento humano, uma vez que com a sua concretização permitem tornar o mundo cada vez mais justo e igualitário para todos nós.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os direitos humanos são “garantias jurídicas universais que protegem indivíduos e grupos contra ações ou omissões dos governos que atentem contra a dignidade humana”. Quando são firmados em determinado ordenamento jurídico, como nas Constituições, eles passam a ser chamados de direitos fundamentais.
Como surgiram os direitos humanos?
Apesar de ao longo dos séculos terem existido diversos avanços na consideração dos direitos de cada cidadão só em abril de 1945, após o final da Segunda Guerra Mundial os delegados de cinquenta países reuniram–se em San Francisco repletos de novas esperanças e prontos para um novo começo da humanidade. O objetivo da Conferência das Nações Unidas na Organização Internacional era formar um corpo internacional para promover a paz e prevenir futuras guerras. Os ideais da organização foram declarados no preâmbulo da sua carta de proposta: “Nós os povos das Nações Unidas estamos determinados a salvar as gerações futuras do flagelo da guerra, que por duas vezes na nossa vida trouxe incalculável sofrimento à Humanidade”. A Carta da nova organização das Nações Unidas entrou em efeito no dia 24 de outubro de 1945, uma data que é comemorada todos os anos como o Dia das Nações Unidas.
Atualmente, os direitos humanos é algo que damos por garantido na nossa realidade, no entanto devemos reforçar e lutar sempre para que estes prevaleçam, uma vez que em muitos países ainda existem diversas situações de exploração e subjugação de seres humanos, nomeadamente de crianças que necessitam que cada vez mais as organizações existentes lutem pela sua estabilidade e felicidade. Deste modo é sem dúvida preciso que as nações de todo o mundo se unam para manter a justiça e igualdade, através dos nossos direitos humanos.
Apostando nas áreas de competências "Saúde, bem-estar e ambiente", "Desenvolvimento pessoal e autonomia" e "Relacionamento interpessoal", os alunos da Professora Sandra Santos (EMRC) realizaram a atividade "Salvar Palavras", desafio lançado pela Biblioteca Escolar no âmbito do "Mês Internacional da Biblioteca Escolar". Foi com entusiasmo que todos trocaram as palavras mais importantes, aquelas que não querem que o vento leve.
Turmas: 8ºD, 10ºPTRB-PTGEI-PTC, 11ºPTAS, 12º CT2"
Mote
Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.
Voltas
Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.
Ana Carolina Carvalho
10º CT5
Carolina Ferreira
10º CT4
Diana Ferreira
10º CT4
Inês Gomes
10º CT4
Juliana Teixeira
10º CT4
Catarina Andrade
10º CT5
Joel Teixeira
10º CT1
Margarida Esteves
10º AV
Nous Les Proies
Dans la rue, on est des proies.
Et parfois,
On n’a pas le choix,
Que d'être un objet sexuel
Aux yeux de ces mortels,
Remplis de désirs charnels.
Oublier ce que je suis; une Femme,
Pour ne pas subir l'infamie
De ces Chiens polygames.
Mon corps, qui m’est insupportable,
Plaide, dorénavant, Coupable.
Débora Carvalho (12ºCLH1)
Nós As Presas
Na rua, somos presas,
E por vezes,
Não temos outra escolha,
Senão ser um objeto sexual
Aos olhos desses mortais,
Cheios de desejos carnais.
Esquecer o que eu sou; uma Mulher,
Para não sofrer a infâmia
Desses cães polígamos.
Meu corpo, que me é insuportável,
Agora, declara-se Culpado.
O meu verdadeiro lar é minha família, os meus amigos e, para ser honesta, os meus inimigos também. De facto, é isso que faz de nós quem somos e nos dá alento na vida. Para que serve um telhado, quando a tempestade está no coração? Todas estas medidas isolacionistas fizeram com que eu me fechasse em mim mesma, impedindo-me, totalmente, de continuar a cultivar as minhas sementes relacionais.
Débora Carvalho, 12ºCLH1
Este vírus, embora de tamanho minúsculo, teve um impacto bem mais violento do que imaginamos. Ele provoca conflitos por coisas tão fúteis como, por exemplo, um rolo de papel higiénico. Ele provocou pânico irracional em algumas pessoas manipuladas através da mediatização de massa. Ele destruiu amizades e namoros que se romperam com o peso da distância. Também impediu encontros que podiam ter marcado a história de alguém para a vida. Não, eu não gosto desse vírus, é perigoso, letal e sua trapaçaria não tem igual.
De um ponto de vista puramente neutro, o Covid-19 coloca a sociedade atual em risco. Todas as lojas fechadas, escassez de determinados produtos, cessação completa de atividades não essenciais, como é que isto poderá gerar uma crise semelhante à de 1929[1]? Calma... eu enganei-me, já começou. Tenho medo ... tenho medo por todas essas pessoas imunossuprimidas que ficam à espera, de rosto suado, o dia em que serão declaradas positivas. Tenho medo pelos sem-abrigo que não têm mais acesso à sua fonte de rendimento infinitesimal. Receio por mim, que espero impacientemente a adoção de medidas que me permitam adquirir a matéria de que preciso em junho. De facto, eu e muitos, teremos que realizar exames de ingresso para a faculdade que determinarão as nossas vidas futuras. Infelizmente, calhou-me este ano ruim, o ano em que tudo para, e até, quem sabe, as minhas chances para o futuro.
O que devo fazer durante este confinamento? Sair? Não... Divertir-me? Também não... Trabalhar? Eu não sei... Viver? Eu sei fazê-lo, mas neste momento só metade... Deveis estar a dizer a vós mesmos, ao ler este texto, que estou completamente deprimida diante a situação atual. Não vou esconder nem mentir: um pouco. Parece-me que a Humanidade está a perder completamente a razão, afogando-se nas redes sociais lotadas de fake news e/ou queixas de pessoas que condenam à morte todas as almas. No entanto, ainda existem algumas coisas que sustentam o meu sorriso. Vejo cada vez mais médicos, ou mesmo voluntários, que se dedicam de corpo e alma, para tratar os doentes, cuidar de pacientes, organizar doações de alimentos para as equipas de enfermagem e, até, em mais pequena escala, vejo pessoas que agradecem com amor e fraternidade todas essas pessoas que se dedicam dia e noite ao bem-estar dos outros …
A partir de 23 de outubro de 1929[1], em Wall Street, local onde a Bolsa de Valores de Nova York está localizada, muitas trocas de valores criaram uma queda grave nos mesmos. Ações, por outras palavras, as ações de propriedade de uma empresa, que até ali valiam algo, já não valiam nada. O governo dos EUA não fez qualquer intervenção, pois a economia era da conta de bancos e banqueiros. O problema com esta crise é que deixou os bancos desamparados. A crise que era apenas uma crise de bolsa torna-se financeira, ou seja, o dinheiro também perde seu valor. Quando costumava ser, digamos, US $ 1 para comprar um bife, passou a ser preciso 10. É o começo da Grande Depressão. Os pequenos fracassos que se originou numa rua de Nova Iorque, causou uma grande miséria na maioria dos países do mundo e, para alguns historiadores, facilitará muito a chegada ao poder de Adolf Hitler, assim como a ascensão do fascismo.
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[1] A partir de 23 de outubro de 1929, em Wall Street, local onde a Bolsa de Valores de Nova York está localizada, muitas trocas de valores criaram uma queda grave nos mesmos. Ações, por outras palavras, as ações de propriedade de uma empresa, que até ali valiam algo, já não valiam nada. O governo dos EUA não fez qualquer intervenção, pois a economia era da conta de bancos e banqueiros. O problema com esta crise é que deixou os bancos desamparados. A crise que era apenas uma crise de bolsa torna-se financeira, ou seja, o dinheiro também perde seu valor. Quando costumava ser, digamos, US $ 1 para comprar um bife, passou a ser preciso 10. É o começo da Grande Depressão. Os pequenos fracassos que se originou numa rua de Nova Iorque, causou uma grande miséria na maioria dos países do mundo e, para alguns historiadores, facilitará muito a chegada ao poder de Adolf Hitler, assim como a ascensão do fascismo.Aqui ficam alguns registos.
Os alunos do 10º ano (CT1, CT4 e CT5), refletiram criticamente sobre o assunto a partir de um cartoon. O Prof. Paulo Faria fez-nos chegar algumas das apreciações realizadas.
Leonor Pinto, 10ºCT4
Neste cartoon podemos observar uma mulher e um homem a “conversar” através de um computador, deduzindo-se, assim, que estão a utilizar uma rede social. Nessa “conversa”, ambos comunicam coisas erradas sobre si, transmitindo um ao outro ideias erróneas sobre o seu aspeto físico, como fazendo parte dos padrões de beleza, quando na verdade, estão muito longe disso. O homem insinua que tem um metro e noventa, que é loiro, de olhos azuis, super bronzeado, atlético e que tem trinta anos, mas, no entanto, não apresenta nenhuma dessas qualidades, tal como a mulher, que refere que é modelo, morena, magra, que tem olhos verdes e que tem uma boca sensual, o que não corresponde à sua aparência.
Nos dias de hoje, as redes sociais exercem um importante papel na sociedade, quer a nível profissional, quer a nível pessoal. É através delas que podemos comunicar com o mundo exterior, sem ter que sair do lugar em que estamos. Com esta forma de comunicação, é possível realizar teletrabalho e relacionarmo-nos com outras pessoas, entre as quais amigos, família e também conhecer novas caras. Algumas pessoas mantêm contacto com os seus entes queridos através desta via, tendo em conta a sua fácil utilização, rapidez, qualidade de execução e diferentes meios de comunicação, tais como: mensagens, chamadas, videochamadas, entre outros. É também a partir daqui que algumas pessoas estabelecem relações amorosas com pessoas que conhecem pela internet, o que por vezes pode ser fraudulento, visto que nunca se tem a certeza sobre quem realmente está do outro lado. Nestes tempos controversos, em que o afastamento social é exigido devido à pandemia, é sem dúvida crucial a utilização das redes sociais em todos os setores e imprescindível para manter laços familiares e ajudar na consolidação de relações amorosas entre casais que se veem obrigados a manter a distância.
Tal como referido anteriormente, as redes sociais apresentam muitas qualidades, o que não invalida o facto de existirem desvantagens. A fácil comunicação e partilha de imagens podem fazer com que pessoas mal-intencionadas interajam com outros indivíduos de forma abusadora e maldosa, tal como no cyberbullying, pedofilia e pornografia infantil, que podem levar a uma manipulação para que haja um encontro na vida real e, mais tarde, possa eventualmente ocorrer uma violação e chantagens emocionais. São também exemplos de outras desvantagens as notícias enganosas e os hackers.
A meu ver, este cartoon foi muito bem conseguido, visto que representa na perfeição os vários casos existentes de catfish (expressão inglesa que significa aquele que engana uma ou várias pessoas às quais tem um relacionamento na internet). Este cartoon tem a capacidade de nos fazer pensar sobre os cuidados que devemos ter, quer nas redes sociais, quer na internet em geral, e consegue-nos transmitir o sentimento de cautela e um pouco de medo sobre com quem estabelecemos uma conversa através deste meio de comunicação. Este cartoon permite-nos fazer uma autoanálise, o que me proporciona a ter apenas críticas positivas, dado que esta mensagem é de fácil interpretação e usa a ironia, própria dos cartoons, o que faculta uma boa memorização, aspetos que são pretendidos neste tipo de desenho.
Duarte Miguel Lopes, 10ºCT5
Desde há muitos anos que encontros “às cegas” existem. Aliás, durante grande parte da Idade Média os casamentos eram arranjados por alcoviteiras, judeus casamenteiros ou até entre as próprias famílias (por vezes como forma de eliminar dívidas e conflitos). Este tipo de casamentos e relações ainda pode ser vistas na atualidade em muitos países, maioritariamente árabes.
Contudo, apesar destes “casamentos às cegas” terem desaparecido na nossa sociedade (considerando para o efeito a sociedade portuguesa “comum”, pois em comunidades ciganas este tipo de questões ainda continua a acontecer), isso não significou o desaparecimento de relações às cegas, apenas uma atualização de meio de contacto; este passou a ser a Internet.
Baseando-se nisto, um artista desenvolveu o “cartoon” presente na página 128, dirigindo-se essencialmente àqueles que fazem uso das redes sociais para conhecer outras pessoas. O “cartoon” é relativamente simples: mostra-nos um homem e uma mulher, ambos de meia idade, cujos aspetos são relativamente pouco atrativos e, ao mesmo tempo, de certa forma banais. Os dois estão a conhecer-se, mas as descrições que fazem de si próprios em nada correspondem à realidade (na verdade, ambos mentem em quase todos os aspetos físicos possíveis, desde a idade até à cor de pele).
Este “cartoon” minimalista consegue levar-nos a abordar uma vasta gama de problemas contemporâneos. O primeiro, e mais claro de todos, está no perigo intrínseco das conversas com desconhecidos. Bem vistas as coisas, este é a principal temática abordada (e ao mesmo tempo a maior desvantagem das redes sociais). Ainda assim, conta com uma peculiaridade: normalmente associamos os perigos de falar com desconhecidos aos adolescentes. Eles são manipuláveis, podem estar “desesperados” e acreditarão facilmente em alguém que aja em concordância com os seus interesses. Assim, nesta situação existe um enganador (normalmente adulto e com traços de pedófilo) e um enganado (o/a adolescente, que às vezes ainda é demasiado ingénuo).
Contudo, neste “cartoon”, o caso retratado é bem diferente: temos dois adultos em conversa. Dois adultos a enganar e dois adultos a serem enganados (em boa verdade, enganam-se duas vezes; uma quando acreditam no que leem sobre a outra pessoa e outra quando acreditam no que eles próprios escrevem). Isto leva-nos a quebrar o estigma de que apenas os adolescentes estão sujeitos a ser enganados no mundo virtual, principalmente quando se envolvem questões amorosas (ainda assim é inegável que são os mais sujeitos a tal, já que são os que mais usam as redes sociais, são mais fáceis de enganar e são alvos preferenciais).
Ainda assim, não podemos considerar que as redes sociais se traduzem numa ameaça constante à vida, segurança e bem-estar das pessoas. Quando utilizada de forma consciente, as redes sociais são um meio ótimo. Permitem a partilha de conteúdos, conversas com amigos distantes, podemos na mesma conhecer outras pessoas com os mesmos interesses e eventualmente desenvolver alguma relação com elas. Mas, reforço, quando usadas com consciência.
Por outro lado, temos também presente o jogo da conquista. O “cartoon” demonstra que ambos os intervenientes pretendem adquirir a imagem de pessoas atraentes para “conquistar” o outro- ou pelo menos a sua atenção. O facto é que, por muito que não queiramos admitir, vivemos numa sociedade essencialmente materialista e superficial. Desta forma, o valor das pessoas é definido de acordo com o aspeto, roupa, estatuto social, salário, casa, carro, conta bancária - e por aí além- e não através do seu efetivo valor enquanto pessoa. Bem vistas as coisas, somos tão materialistas que julgamos as pessoas literalmente como um material físico (vale ressaltar que não estou a afirmar que a parte física não importa, apenas que não deveria ter tanto valor como aquele que nós lhe damos). E por muito que tentemos não acreditar nesta questão, a imagem faz o favor de a deixar bem gravada na nossa cabeça, porque é mais importante ser alto, loiro de olhos azuis do que ser um ser humano de valor…
Concluindo, considero que a junção de realidade com um pouco de ironia confere à imagem um certo poder de captar de atenção, levando-nos a fazer reflexões e, ao mesmo tempo, entendermos a crítica social da imagem. Prova disso é toda a reflexão sobre ela anteriormente feita. Por isso, sinto-me em condições de dizer que o seu objetivo foi bem alcançado.
Diogo Abreu, 10ªCT1
No cartoon podemos observar duas pessoas distintas, uma do sexo masculino e outra do sexo feminino, ambas sentadas a falar uma com a outra através do computador. O homem responde, muito provavelmente, a uma questão posta pela mulher do outro lado: “Faz-me uma descrição de ti”. E, de facto, ele responde-lhe à pergunta, porém com uma descrição que não corresponde à realidade de como ele se parece – ele diz ser atlético e loiro quando, na verdade, é gordo e tem pouco cabelo. A mulher, no outro lado, comete o mesmo erro em não assumir como ela realmente é – diz que é morena e magra e parece-se exatamente com o oposto.
As cores usadas no cartoon são vivas e alegres, mas as expressões das caras das personagens transmitem sensações opostas, tais como angústia e tristeza por talvez não corresponderes à descrição que fizeram e desejariam ser.
As personagens estão a falar através de um computador, o que indica que a comunicação é feita à distância e provavelmente pelas redes sociais.
Na minha opinião, as redes sociais têm um papel crucial nos relacionamentos amorosos atuais, pois muitos casais não podem estar juntos no dia-a-dia, ou porque vivem longe um do outro, ou porque, principalmente na fase da adolescência, torna-se incómodo os pais andarem sempre a levar os filhos a casa do namorado/a. Assim, e nestes casos, as redes sociais permitem o contacto com o parceiro e tornam muito mais fácil a tarefa de suportar as saudades, sendo então saudáveis nestas situações.
Contudo, existem também outros aspetos positivos e negativos na utilização da internet.
Como aspetos negativos, destaco o apresentado no cartoon: não sabemos quem realmente está do outro lado e é muito fácil sermos enganados e viver momentos de ilusão. As redes sociais estão cheias de pessoas que aparentam ter a vida perfeita, corpos perfeitos, muito dinheiro e acredito que pessoas mais suscetíveis à carência tendam a ficar tristes ou, em casos extremos, apanhar uma depressão por as suas vidas não serem iguais às vistas na Internet ou por não seguirem os padrões de beleza impostos pela sociedade. Como terceiro aspeto negativo, aponto que é muito fácil distraírmo-nos e perdermos tempo nas redes sociais, pois estas estão constantemente a ser bombardeadas com nova informação.
Na outra mão temos os aspetos positivos, que também são imensos: as redes digitais são, atualmente, uma potente máquina de vendas e até as grandes empresas apostam nos chamados “digital influencers” para vender os seus produtos. Permitem ainda a artistas divulgar os seus trabalhos e permitem que todos as possam usar como forma de entretenimento.
Para concluir, tenho a dizer que o cartoon, de facto, é bastante alertador e informativo acerca de um dos problemas que podem ser vividos na Internet. É necessário usá-la de forma consciente, ter cuidado com o que partilhamos e dizemos e, acima de tudo, respeitar quem está do outro lado!
Flávia Ribeiro, 10CT4
O cartoon mostra o pensamento de duas figuras, um homem e uma mulher. Ambos estão sentados em frente a um computador e pensam numa descrição física de si próprios para fornecer ao outro. Contudo, aquilo que pensam dizer sobre si é o inverso daquilo que realmente são. O homem tem pouco cabelo e preto, é pálido, tem um peso acima da média, olhos escuros e pensa dizer que é loiro, que tem olhos azuis, que é alto, atlético e bronzeado. Da mesma forma, a mulher também tem peso acima da média, é loira, de idade média, boca pequena e olhos escuros e pensa dizer que é magra, que tem uma boca sensual, olhos verdes e que é modelo.
Com o passar do tempo, a forma de pensar da população foi mudando e com ela a tecnologia também foi evoluindo. Se no tempo de Gil Vicente, para uma mulher encontrar o seu par, tinha de recorrer a casamenteiras/os, tal como Lianor Vaz ou os Judeus, na obra A Farsa de Inês Pereira, hoje em dia essa questão é resolvida de forma mais facilitada, mas não mais segura. Existem vários sites de encontros, que qualquer pessoa pode ter acesso, marcar um encontro com a pessoa desejada e assim aumentar a possibilidade de encontrar o par dos seus sonhos. Associada à facilidade que estas aplicações nos trazem, está o risco da pessoa não ser tal e qual como se descreveu na Internet ou de não ter as intenções pretendidas.
As redes sociais trazem para o nosso quotidiano muitas facilidades de comunicação, informação, ensino e lazer. No entanto, também transportam os seus aspetos negativos. A insegurança da partilha dos dados pessoais, a desconfiança das pessoas que se conhecem online, as tão comentadas fake news (notícias falsas), são apenas alguns exemplos das desvantagens destas redes.
A meu ver, o facto das redes sociais/ aplicações de encontros serem meios facilitadores na escolha do par desejado, não acredito que sejam totalmente confiáveis. Tal como o cartoon mostra, as pessoas aproveitam-se do facto de estarem escondidas atrás do ecrã de um computador para se fazerem passar por aquilo que gostavam realmente de ser. Devemos ser cautelosos em relação às pessoas que se conhecem na internet. Acho que o cartoon está muito bem conseguido, tem uma mensagem clara e muito importante nos dias que correm.
Embora em casa, os alunos do 9º ano continuam preocupados com o ambiente. Aqui fica o registo dos trabalhos realizados no âmbito da disciplina de Geografia, com a Prof. Teresa Pinto.