A criação de infográficos enquanto estratégia de aprendizagem ativa, prevê que os alunos criem um produto visual para apresentação de um conteúdo, combinando a lógica de um fluxograma e de uma apresentação. Os infográficos podem ser utilizados em atividades de diagnóstico, monitorização, pesquisa de informação e nas apresentações. Os infográficos podem ser apresentados à turma, partilhados com outros alunos ou divulgados para uma maior audiência, através de um blog ou nas redes sociais.
Na sequência da exploração de um determinado conteúdo, o professor fornece aos alunos um conjunto de termos-chave ou tópicos subjacentes a esse conteúdo. Os alunos são desafiados a organizar mapas de conceitos com os os termos/tópicos fornecidos de forma a estruturar visualmente uma sequência que permita estabelecer a ligação lógica entre esses elementos, por forma a traduzir o conteúdo explorado. Os mapas de conceitos podem ser apresentados à turma, partilhados com outros alunos ou divulgados para uma maior audiência, através de um blog ou nas redes sociais.
O friso cronológico é um recurso educativo com bastante valor didático. A sua organização estruturada permite uma interpretação acessível sobre a passagem do tempo, servindo como um recurso pedagógico indispensável no processo de aprendizagem de determinadas disciplinas. Os frisos cronológicos criados pelos alunos podem ser apresentados à turma, partilhados com outros alunos através de um link público ou divulgados para uma maior audiência, embutidos no post de um blog.
Outro exemplo de produto digital é a criação de um álbum de fotografias digitais para documentar o desenvolvimento de um projeto ou a realização de eventos. As aplicações sugeridas permitem adicionar fotografias a um álbum que pode ser embutido num blog ou website, partilhado através de links nas redes sociais ou códigos QR. Algumas aplicações permitem adicionar música e efeitos especiais, tornando o produto mais apelativo, sobretudo para os alunos mais novos. Esta estratégia permite realizar trabalho colaborativo quando os álbuns são partilhados online com os colegas e professores, contribuindo todos para a construção do produto. Os álbuns fotográficos podem ser vistos em qualquer plataforma: PC, Mac, laptop, iPhone, iPad ou Android.
Quando pensamos em ferramentas para criar apresentações de slides pensamos no PowerPoint. Porém, existem diversas ferramentas alternativas que permitem criar apresentações interativas de forma colaborativa e dinâmica em que o conteúdo visual é valorizado. Adicionar interatividade e animação ao conteúdo digital torna o produto mais atrativo e interessante. Ao criar uma apresentação interativa os alunos aprendem de forma criativa, ao mesmo tempo que desenvolvem competências digitais.
Existem diversas ferramentas Web 2.0 que permitem a criação de murais digitais ou quadros virtuais dinâmicos e interativos para registar, guardar e partilhar conteúdos multimédia. Funciona como um placard de cortiça, onde se pode inserir um post com qualquer tipo de conteúdo (textos, imagens, vídeos, hiperlinks). Com a mesma ferramenta podem-se criar vários murais independentes, com um temas e uma organização diferentes. Podem se convidar diversos colaboradores para o mesmo mural através do envio de um link privado. Atividade colaborativa Esta estratégia é muito relevante para o desenvolvimento de repositórios colaborativos construídos em grupo. O mural digital pode ser partilhado para a comunidade através de um link público ou de um código QR.
Os projetos, apresentações ou discursos dos alunos podem assumir a forma de vídeo. No âmbito da exploração de um dado tema, o professor desafia os seus alunos a criarem um vídeo para explicar um determinado conceito aos seus pares. Os alunos, organizados em grupo, após estudarem o conteúdo, elaboram um guião para o vídeo explicativo do conceito que lhes foi proposto pelo professor. Os alunos pesquisam e selecionam informação, imagens/gráficos/ilustrações que possam vir a ser integrados no seu vídeo, respeitando os direitos de autor. Os vídeos produzidos pelos alunos podem ser disponibilizados a toda a turma e apresentados à comunidade, depois de testados e validados pelo professor.
O quiz permite testar os conhecimentos de um grupo de forma rápida e eficiente, proporcionando feedback imediato ao aluno. Esta prática permite ao professor saber qual o grau de compreensão dos alunos, relativamente aos conteúdos explorados e monitorizar o desenvolvimento das aprendizagens ao longo do tempo, mantendo registos da participação dos alunos. Com base na análise das respostas, o professor reformula dinâmicas de aprendizagem de modo a ultrapassar as dificuldades detetadas e as aprendizagens não realizadas.
A integração dos portefólios digitais no currículo constitui a oportunidade perfeita para os alunos se apresentarem a si próprios e desenvolverem as suas capacidades e competências de aprendizagem num organizador gráfico que ultrapassa o que se pode aprender através da mera utilização e consulta do manual.
O portefólio digital pode ser explorado como uma forma de retratar o aluno. As evidências partilhadas pelo aluno no seu portefólio constituem um valioso recurso à disposição do professor para avaliar o seu desempenho numa variedade de áreas disciplinares.
Ao contrário do que acontece através da avaliação num teste escrito que decorre num momento específico e depende de como o aluno se sente naquele dia, a avaliação do mesmo aluno através do seu portefólio fornece uma grande variedade de evidências sobre o quanto aprendeu e cresceu ao longo de um determinado período de tempo.
Na implementação de portefólios deve ser clarificada a visão e o entendimento sobre o processo de desenvolvimento que se pretende alcançar. O facto de serem desenvolvidos no domínio digital traz vantagens óbvias ao nível da partilha e do trabalho colaborativo.
Curadoria de conteúdo é uma dinâmica que envolve pesquisa, seleção e agregação de conteúdos segundo a sua qualidade, originalidade e relevância. Nesta estratégia os alunos atuam como curadores para identificar conteúdos relevantes para os temas de interesse mediante a organização e disponibilização de álbuns temáticos. Estão disponíveis para este efeito ferramentas de marcadores visuais que ajudam o aluno a descobrir e guardar ideias criativas, imagens, textos e outros elementos do seu interesse. Por sua vez o professor pode colecionar e partilhar com os alunos conteúdos confiáveis que orientem o seu estudo, tais como resumos, livros, vídeos, apresentações, aulas, debates, conferências e outros conteúdos auxiliares para o aperfeiçoamento de competências. Esta estratégia pode ser de grande utilidade quando aplicada nos cursos do Ensino Secundário ou Profissionais.
O Escape Room ou jogo de fuga, é uma estratégia de gamificação que oferece um grande potencial de alteração das dinâmicas de sala de aula através de atividades baseadas na resolução de enigmas, puzzles, jogos, entre outras, motivando os alunos para a tarefa, ao mesmo tempo que desenvolvem ou aprofundam as aprendizagens.
Devido às características de gamificação inerentes a esta estratégia, os alunos são automaticamente envolvidos na atividade através de uma série de desafios que têm que ser capazes de superar num determinado limite de tempo.
Esta abordagem obriga os alunos a desenvolverem capacidades organizativas e a colaborar com os seus pares para analisar os problemas apresentados, procurar e encontrar soluções em equipa, reforçando desta forma as interações sociais.
Os Escape Room ou jogos de fuga apresentam-se como uma metodologia ativa eficiente para desenvolver competências como a colaboração, o trabalho de equipa, a criatividade, o pensamento crítico e a resolução de problemas, entre outros.
O podcast é um meio audiovisual digital criado através da gravação e edição de episódios de áudio para serem disponibilizados e difundidos na internet, de forma gratuita, por meio de plataformas de streaming tais como Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, entre outras.
Os potenciais ouvintes recorrem a estas plataformas para assinar e seguir os seus programas favoritos, recebendo notificações sempre que estiverem disponíveis novos episódios. Os conteúdos ficam armazenados no dispositivo móvel do utilizador e podem ser ouvidos de acordo com o seu ritmo e tempo disponível, em qualquer altura, em qualquer lugar.
O podcast pode ser uma estratégia educativa rica, oferecendo aos alunos acesso flexível a conteúdos educativos numa variedade de formatos de apresentação. A facilidade de criação e distribuição deste meio audiovisual, associada a um grande potencial de oportunidades de aprendizagem ativa, proporcionam uma grande vantagem educativa numa opção de baixo custo para as escolas.
A criação de um podcast exige alguma experiência em captação e edição de áudio e requer investimento em equipamento específico que inclui microfone, interface áudio e headphones, para além de ferramentas específicas de edição no computador.
A Webquest é uma estratégia de ensino que utiliza a internet como fonte de pesquisa e foi pensada para desenvolver competências de investigação e pensamento crítico nos alunos.
É uma atividade guiada, em que o professor apresenta um problema ou desafio que deve ser resolvido por meio de uma pesquisa online. O principal objetivo desta estratégia é que os alunos aprendam a pesquisar, avaliar e utilizar informação da internet de forma crítica e responsável.
Uma Webquest é dividida em seis etapas:
1.Introdução: apresentação do tema e do objetivo da atividade.
2.Tarefa: descrição do problema ou desafio que os alunos devem resolver.
3.Processo: orientações detalhadas sobre como os alunos devem realizar a pesquisa online.
4.Recursos: lista de sites, livros e outras fontes de informação que podem ser utilizados na pesquisa.
5.Avaliação: critérios de avaliação da atividade.
6.Conclusão: discussão dos resultados da pesquisa e reflexão sobre o processo de aprendizagem.
A Webquest é uma estratégia de ensino que pode ser utilizada em várias disciplinas e níveis de ensino, do básico ao secundário.
Um blog é uma plataforma online para publicação de conteúdo em texto, imagem, vídeo e outros formatos. Pode ser criado e desenvolvido por professores e alunos para partilhar ideias, apresentar trabalhos, divulgar atividades, desenvolver trabalho colaborativo, partilhar recursos educativos e todo o tipo de informação nas comunidades educativas.
Esta é uma boa estratégia para desenvolver competências de leitura e escrita. Ao publicar um post ou fazer um comentário, o aluno desenvolve a expressão escrita e o sentido crítico relativamente a um determinado tema. A leitura e comentário dos posts dos colegas contribui par o desenvolvimento da leitura e do pensamento crítico.
Tutoriais para utilização de ferramentas Web