Olá, professor(a)!
Neste momento formativo, vamos dialogar sobre os conceitos de inclusão, equidade e diversidade, na construção de uma cultura de paz, discutindo reprovação, retenção e repetência escolar, além de refletir acerca do sucesso escolar.
Para se caracterizar como um espaço inclusivo, “a escola deve adquirir uma melhor compreensão do contexto educacional onde as dificuldades escolares se manifestam e buscar formas para tornar o currículo mais acessível e significativo” (Duk, 2006, p. 60). Uma escola construída sobre os pilares da equidade considera educar “todos os seus alunos, respeitando e valorizando sua diversidade, entendida esta como fonte de enriquecimento e de oportunidade para o aperfeiçoamento da aprendizagem de todos os membros da comunidade escolar” (Duk, 2006, p. 114).
"O conceito de diversidade é inerente à educação inclusiva e evidencia que cada educando possui uma maneira própria e específica de absorver experiências e adquirir conhecimento. [...] isto quer dizer que as diferenças individuais - aptidões, motivações, estilos de aprendizagem, interesses e experiências de vida - são inerentes a cada ser" (Duk, 2006, p. 60).
Considerando esses conceitos, a promoção de uma cultura de paz e não violenta, de acordo com o Manifesto 2000 UNESCO, envolve os seguintes compromissos:
respeitar a vida e a dignidade de cada pessoa, sem discriminação ou preconceito;
praticar a não violência ativa, rejeitando a violência sob todas as suas formas: física, sexual, psicológica, econômica e social, em particular contra os grupos mais desprovidos e vulneráveis como as crianças e os adolescentes;
compartilhar o meu tempo e meus recursos materiais em um espírito de generosidade visando ao fim da exclusão, da injustiça e da opressão política e econômica;
defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, dando sempre preferência ao diálogo e à escuta do que ao fanatismo, à difamação e à rejeição do outro;
promover um comportamento de consumo que seja responsável e práticas de desenvolvimento que respeitem todas as formas de vida e preservem o equilíbrio da natureza no planeta;
contribuir para o desenvolvimento da minha comunidade, com a ampla participação da mulher e o respeito pelos princípios democráticos.
Professor(a), convidamos você a refletir sobre a inclusão, a equidade e o respeito à diversidade no espaço escolar. Dessa forma, indagamos: de que forma a comunidade escolar pode contribuir para a construção de um espaço acolhedor, inclusivo e que respeite as diversidades?
Para lidar com algumas situações específicas no contexto escolar, a Coordenadoria de Psicologia e Serviço Social Educacional - Copase elaborou alguns protocolos. Neste momento, convidamos você a acessá-los nos links a seguir:
Professor(a), neste momento, apresentaremos brevemente a conceituação dos termos reprovação, retenção e repetência, bem como buscaremos entender o impacto da repetência na vida escolar dos(as) estudantes e refletir sobre propostas que podem apresentar resultados positivos na aprendizagem.
Para abordarmos os conceitos, podemos recorrer à autora Gil (2018, p. 6), que afirma o seguinte:
Reprovação: corresponde [...] ao resultado nos exames ou nas avaliações finais que indica que o aluno não teve o desempenho mínimo estabelecido como desejável.
Retenção: [...] determina, assumido o modelo de ensino seriado, a impossibilidade de o aluno seguir no fluxo normal de uma série à outra.
Repetência: aponta para o fenômeno da permanência na escola dos alunos retidos em determinada série, que vão se submeter a cursá-la novamente.
Assim, de acordo com Castro (2022), a reprovação, ao contrário do que se pensa, impacta, negativamente, no aprendizado. Cabe ressaltar, porém, que a autora indica que isso não significa aprovação automática de todos(as) os(as) estudantes, mas sim um olhar especial para aqueles(as) discentes que frequentam as aulas, fazem as atividades, esforçam-se ao máximo e, mesmo assim, continuam tirando notas baixas.
Observando as estratégias que são adotadas na REE/MS, para o avanço na aprendizagem dos(as) estudantes, podemos indicar:
O RAV (Recuperar para Avançar) refere-se a uma ação pontual, realizada no final dos bimestres. Teve início em 2023, com foco nos(as) estudantes que estavam com desempenho inferior ao esperado no 1º e no 2º bimestre. O objetivo dessa ação é proporcionar uma oportunidade para que eles(as) possam recuperar as habilidades, bimestralmente. Para os(as) que estão com bons índices de aprendizagem, são indicadas outras atividades ou que eles(as) auxiliem sendo monitores(as) nesse período.
Já o PRA (Programa de Recomposição das Aprendizagens) é realizado nos moldes de um componente curricular, com competências e habilidades definidas. Conforme as Orientações Pedagógicas do Organizador Curricular, documento orientativo da SED (2024, p. 3), propõe-se que:
[...] a recomposição das aprendizagens concentra-se na consolidação de habilidades fundamentais, como: leitura, escrita, produção e conhecimentos matemáticos, que são essenciais para a continuidade do processo de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, foram definidos objetos de conhecimento, competências e habilidades que, na maioria das vezes, não se remetem, necessariamente, ao ano anterior, mas a determinado período do percurso formativo do(a) estudante em que se identificou defasagem mais significativa.
Professor(a), de que forma o RAV e o PRA podem ser articulados para potencializar a aprendizagem dos(as) estudantes e contribuir para a redução das taxas de abandono, evasão, reprovação e retenção no estado de Mato Grosso do Sul? Convidamos você a refletir sobre esse questionamento.
Para finalizarmos nossas temáticas de embasamento para análise dos casos dos(as) estudantes fictícios(as), faremos agora uma reflexão sobre o conceito de sucesso escolar. Conforme analisa o Professor Doutor em Políticas Públicas e Mestre em Educação, Valter Lemos (2013), esse conceito pode ser lido como um indicador de equidade na educação. Para ele, o insucesso escolar deve ser visto como uma questão social e não como uma questão psicológica individual. A ressignificação do termo “sucesso escolar” oportuniza o olhar para a diversidade e as necessidades específicas de cada estudante, reconhecendo que o sucesso pode ter diferentes perspectivas. Considere a existência de um relativismo do termo “sucesso escolar” (Nogueira; Fortes, 2022) em que, para um grupo de estudantes, sucesso é alcançar altos rendimentos acadêmicos, enquanto que para outros pode ser a permanência na escola e a participação ativa nas atividades escolares. Para muitos(as) estudantes, simplesmente estar na escola, engajado(a) e participando, já representa um grande sucesso.
Agora, convidamos você, professor(a), a refletir acerca da necessidade de se ter um olhar cuidadoso para o Projeto Político-Pedagógico (PPP), como um documento que norteia o fazer de cada território escolar, pois leva em consideração o contexto em que a escola está inserida e seus fatores específicos que tornam a escola cada vez mais relevante e valorosa para a comunidade.
Professor(a),
Faça o download e realize a atividade 6, referente aos dias 1º e 02 de outubro, conforme as orientações que estão no próprio arquivo, e entregue ao(à) coordenador(a) pedagógico(a) da escola em que você possui a maior carga horária de lotação, para confirmar a sua participação na Jornada Formativa.
Estes slides foram utilizados no encontro presencial, em sua escola. Caso queira visualizar o que foi trabalhado no dia, clique na imagem abaixo!