No dia 18 de setembro, os alunos do segundo ano do ensino médio do Colégio Estadual Julião Nogueira apresentaram um mural sobre genocídios, como parte da disciplina de História, ministrada pelo professor Leandro Marlon. O trabalho destacou trágicos episódios da humanidade, como o Holocausto, o genocídio de Ruanda e a perseguição à comunidade LGBT.
José Francisco, estudante da turma 2002 e participante do projeto, comentou sobre o impacto que o mural teve em seu aprendizado. "Me ajudou a entender mais sobre os acontecimentos do Holocausto, ao ver a história de pessoas que viveram naquela terrível situação," disse. Ele acredita que o mural é uma forma de despertar o interesse dos colegas pelo tema. "O mural vai acender uma fagulha naqueles que se interessam pelo assunto," completou.
Freddie Pereira, aluno da turma 2001, repórter dessa matéria e coordenador estudantil do projeto, destacou a importância do projeto para o fortalecimento da memória coletiva. "Ao realizarmos o mural, construímos um espaço de memória, relembrando os trágicos episódios que ocorreram no passado. Com isso, evitamos que genocídios venham a se repetir," afirmou.
O professor Leandro Marlon explicou sua escolha pela temática dos genocídios e a importância de expor os estudantes a esses eventos. "Escolhi o tema do Holocausto por entender que ele representa uma das expressões mais trágicas da intolerância e desrespeito à dignidade humana," disse. Para ele, o mural serve como um espaço de resistência e conscientização, alertando os alunos sobre os perigos do autoritarismo. "O objetivo principal do mural é despertar uma conscientização mais profunda sobre o papel de cada um na preservação da justiça e da dignidade humana," concluiu.
Leandro também ressaltou o impacto que estudar genocídios pode ter no desenvolvimento crítico dos alunos. "Expor os alunos a essas histórias fortalece a capacidade crítica e os prepara para agir contra injustiças em suas próprias comunidades," afirmou. Ele ainda relembrou o aprendizado que teve como estudante, especialmente após conhecer Alexander Laks, um sobrevivente do Holocausto, o que reforçou sua missão de educador.
A atividade, além de ampliar o conhecimento dos alunos sobre eventos históricos, promove a reflexão sobre questões éticas e a responsabilidade cidadã, preparando os jovens para serem agentes de mudança em suas comunidades.