Capa de edição do livro recebido pelos estudantes do sexto ano do Ensino Fundamental. Foto: Arquivo pessoal.
A importância da democracia nas escolas
por Arthur Costa, Davy Rangel, Nina Caldas e Thaylla Peixoto, estudantes da turma 601/2024
texto para a disciplina de Projeto de Vida, ministrada pelo professor Leandro Marlon
A escola é, sem dúvida, um espaço de convivência que demanda participação democrática. Em uma escola democrática, todos têm o direito de decidir sobre seu destino. A responsabilidade é compartilhada, e as decisões que podem alterar a posição de cada um no coletivo são tomadas em conjunto, envolvendo gestores, educadores, funcionários, estudantes e pais.
A democracia é o sistema político que mais valoriza a participação do povo. Sua principal característica, que a diferencia de outros modelos de organização, é o direito ao voto, que expressa a vontade da maioria na escolha de seus governantes. No entanto, é importante lembrar que nem sempre o direito de votar foi garantido a todos.
A democracia nas escolas é fundamental para que os alunos compreendam seu poder e direitos, incluindo o direito de voto. A educação democrática ensina respeito às diversas decisões e reforça o valor da liberdade e da diversidade presentes no ambiente escolar. Assim, o ato de votar serve não apenas para escolher líderes, mas também para demonstrar o funcionamento prático da democracia, preparando os alunos para exercerem seus direitos e deveres como cidadãos em uma sociedade democrática.
A Revolução dos Bichos: Uma Sátira da Revolução Russa
por Freddie Pereira, estudante da turma 2001/2024
texto oriundo de leitura a partir da aula de História
Publicado em 1945, "A Revolução dos Bichos", de George Orwell, é uma sátira que espelha eventos da Revolução Russa e os conflitos de poder entre Leon Trotsky e Josef Stalin, representados pelos personagens Bola-de-Neve e Napoleão, respectivamente. A obra utiliza a metáfora dos animais de uma fazenda que se rebelam contra os humanos para discutir temas como o totalitarismo e a corrupção do ideal revolucionário.
Ao longo do tempo, a leitura de "A Revolução dos Bichos" continua a instigar o leitor, não apenas pela narrativa em que os animais desafiam as tiranias humanas, mas também pela maneira como os eventos históricos são refletidos na trama. O porco Major, por exemplo, é frequentemente interpretado como uma representação de Vladimir Lênin, o líder revolucionário que inspirou a Revolução de 1917.
Orwell critica o stalinismo, um regime que prometia igualdade, mas que na prática se distorceu em um sistema brutal e opressor. No livro, essa crítica é evidente nas constantes revisões dos "Dez Mandamentos", que inicialmente simbolizavam os ideais da revolução, mas que foram alterados para justificar as ações tirânicas dos líderes.
A leitura de "A Revolução dos Bichos" é não apenas pertinente, mas também uma experiência enriquecedora para quem deseja compreender as dinâmicas do poder e da manipulação. Certamente, não será o último livro de Orwell que eu leio.
Capa de edição do livro recebido pelos estudantes da segunda série do Ensino Médio. Foto: divulgação internet
Música nas Escolas: Um Assunto que Merece Mais Atenção
por Emanuela Aguiar, estudante da turma 2001/2024
texto para a disciplina de Letramneto Midiático, ministrada pelo professor Leandro Marlon
A música nas escolas é um tema que deveria ser mais discutido, mas que muitas vezes é negligenciado. Quando abordado, é comum que o foco seja apenas em gêneros populares como o funk ou em letras consideradas de baixo nível, sem nunca se aprofundar verdadeiramente na riqueza e na diversidade que a música pode oferecer. Na minha opinião, em vez de algumas disciplinas que parecem desnecessárias, as escolas poderiam oferecer aulas de música que permitissem aos alunos explorar seus gostos pessoais. Seria uma experiência interessante e prazerosa para aqueles que têm afinidade com a música.
A música é uma forma poderosa de expressão, um meio pelo qual as pessoas conseguem transmitir seus sentimentos e emoções. Na escola, muitos alunos passam a maior parte do tempo de fones de ouvido, ouvindo músicas que refletem o que sentem ou que os ajudam a passar o tempo de maneira mais leve e agradável. Se é assim, por que não incluir uma aula de música no currículo, onde os estudantes possam discutir seus gostos, aprender sobre a história por trás das canções e compreender melhor o papel da música na sociedade?
Uma aula de música onde os alunos pudessem compartilhar suas preferências e onde o professor abordasse as histórias por trás das músicas, além de explicar conceitos musicais, seria extremamente atraente para a maioria. Além disso, a música revela muito sobre a personalidade de cada um, algo que se torna ainda mais evidente no ambiente escolar.
Descobrindo a Cultura Russa com "Pássaro de Fogo"
por Yasmin Freitas, estudante da turma 2001/2024
texto oriundo a experiência com a literatura ofertada na Recomposição de Aprendizagens
Publicado em 15 de outubro de 2020, "Pássaro de Fogo" é uma obra encantadora da autora Adriana Moura, com adaptação de Paulo Rezzutti. O livro é uma coletânea de clássicos contos russos que capturam a essência do folclore desse vasto país. Esses contos começaram a ser coletados com maior vigor durante o período do romantismo, uma época em que havia um forte desejo de preservar e transmitir essas histórias através dos séculos.
O livro traz à vida várias figuras icônicas do folclore russo, como Bába Iagá, Morozko e Snegurochka, entre outros. O interessante nas narrativas russas é que essas figuras míticas não seguem o comportamento rígido que costumamos ver nas histórias ocidentais, onde personagens são frequentemente rotulados como "vilões" ou "heróis". Nos contos russos, os espíritos da natureza e outras entidades são personagens complexos, cujas ações e comportamentos mudam conforme as atitudes dos protagonistas, refletindo uma visão de mundo onde o bem e o mal não são sempre absolutos.
"Pássaro de Fogo" é mais do que uma simples coletânea de contos; é uma janela para a rica e diversa cultura russa. Ao reunir esses clássicos, o livro nos oferece a oportunidade de explorar histórias contadas de uma maneira única, distinta da tradição ocidental. Se você tem interesse em conhecer novas culturas através da literatura, "Pássaro de Fogo" é uma leitura altamente recomendada.
Capa de edição do livro recebido pelos estudantes da segunda série do Ensino Médio. Foto: divulgação internet
Capa de edição do livro recebido pelos estudantes da segunda série do Ensino Médio. Foto: divulgação internet.
Eu destilo Melanina e Mel
por Freddie Pereira, estudante da turma 2001/2024
texto oriundo a experiência com a literatura ofertada na Recomposição de Aprendizagens
Publicado em 2020, “Eu Destilo Melanina e Mel” traz poemas curtos que retratam os diversos problemas sofridos por mulheres negras, como preconceito, machismo, racismo e discriminação, formando uma narrativa de superação com críticas sociais. A autora do livro, Upile Chisala, inclui vivências e reflexões pessoais em sua obra, tais como momentos vividos com seus familiares e sua ida à Inglaterra, mencionada no livro.
É curioso ressaltar a interessantíssima história de Upile, que nasceu no Malawi, um país africano com um dos menores índices de IDH do mundo, enfrentando duras realidades. Apesar dos obstáculos, Upile não deixou que as dificuldades barrassem seus objetivos, enfrentando-as com determinação. Com isso, ela atravessou os mares em direção à Inglaterra para estudar em Oxford e graduar-se.
Esta obra é o primeiro livro da autora, estando presente na distribuição de obras literárias para reposição de aprendizagens no segundo ano do ensino médio. Um excelente livro.
Em "Eu Destilo Melanina e Mel", há muito o que pensar e valorizar.
No Fundo de Doze Histórias Corre um Rio
por Freddie Pereira, estudante da turma 2001/2024
texto oriundo a experiência com a literatura ofertada na Recomposição de Aprendizagens
"No fundo de doze histórias corre um Rio" foi publicado em 2017, em homenagem ao 452° aniversário do Rio de Janeiro. O livro caracteriza-se por ser uma coletânea de histórias/textos de autores clássicos e contemporâneos, todos com algo em comum: o Rio. Entre os autores, destacam-se Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade, conhecidos nacionalmente.
Essa foi a primeira obra que li como parte da recomposição de aprendizagens, sendo minha primeira escolha devido à beleza admirável deste livro. Pelas páginas do exemplar, diversas artes são apresentadas, com uma harmonia entre as cores vivas, que dialogam com o contexto proposto. É um livro relativamente curto, visto que pinturas e trechos narrativos compartilham espaço.
Além disso, é interessante pensar no que a obra representa como um todo. Construir uma coletânea de contos - dos doze, nove são inéditos e três foram feitos especialmente para compor a obra - tendo o Rio de Janeiro como tema e revivendo um olhar encantador sobre a cidade, é algo a se notar.
É preciso reconhecer, este livro é cativante por toda sua representatividade e beleza.
Capa de edição do livro recebido pelos estudantes da segunda série do Ensino Médio. Foto: divulgação internet
Capa de edição do livro lido pelas turmas de 3ª série do Ensino Médio para as disciplinas de História e Língua Portuguesa. Foto: divulgação internet
Anne Frank, o Diário
por Yasmin Ribeiro, estudante da turma 3002
texto para a disciplina de Língua Portuguesa, ministrada pela professora Márcia Siqueira
“Conhecimento é poder”.
‘O Diário de Anne Frank’ faz muitas críticas à sociedade e a eventos que já aconteceram no mundo. Trazendo a história de Anne e sua família, tudo o que passaram durante o Holocausto, uma realidade fatídica que esteve presente na vida de muitas pessoas no contexto histórico ligado ao preconceito racial durante o período da 2ª Guerra Mundial.
A forma que o livro traz as memórias, escritas no diário, de forma profunda e contundente, ao mesmo tempo que traz fatos horríveis, sem romantizá-los ou mascará-los, tornando-o interessante aos olhos do leitor e a maneira que Anne buscava enxergar e explicar o mundo, questionando o porquê das coisas fazendo com que tenha uma visão curiosa e filosófica dos acontecimentos que a rodeavam.
Nesse ponto de vista, vários temas críticos são colocados e analisados, como o Holocausto, o Nazismo, a morte, o machismo, uma visão que uma criança veria como estranho, improvável e até inacreditável aos seus olhos infantis.
Resumindo, é um ótimo livro para mudar a visão de mundo que temos, para ficarmos mais atentos, aprender a ler as entrelinhas dos fatos narrados através dos livros.