No mês de setembro, os professores de História José Flávio Santana e Gilceia dos Santos, do Colégio Estadual Julião Nogueira, foram entrevistados sobre a relevância de estudar e relembrar os genocídios ao longo da história. A atividade faz parte do complemento avaliativo para as turmas do segundo ano do ensino médio.
A professora Gilceia dos Santos ressaltou a importância de conhecer os episódios dramáticos do passado para evitar que se repitam. "Temos genocídios na História desde que o homem é homem. Por exemplo, fala-se muito do Holocausto, mas não se menciona tanto outras mortes ocorridas em guerras do mesmo período, como o exercício nuclear estadunidense," explicou. Gilceia também destacou que o estudo crítico da história permite aos alunos refletirem sobre o futuro. "Ao conhecer e estudar, podemos criticar o rumo que estamos tomando, evitando a repetição de erros passados."
O professor José Flávio Santana, por sua vez, enfatizou o valor da memória coletiva como resistência ao esquecimento. "Manter a memória dos genocídios é essencial para que as futuras gerações não esqueçam e não distorçam os fatos," afirmou. Para ele, o estudo desses crimes permite que os alunos reflitam sobre as injustiças do presente. "Estudar esses eventos, cujas raízes estão na exploração, no racismo e na xenofobia, nos faz questionar o mundo atual e lutar por uma sociedade mais justa e inclusiva, onde a vida e a dignidade de todos sejam respeitadas," concluiu.
Ao discutirem a importância de relembrar genocídios, os professores reforçaram o papel fundamental do ensino da história em promover o pensamento crítico e a conscientização sobre os erros do passado, incentivando os estudantes a construir um futuro mais humano e igualitário.