O programa é desenvolvido nas escolas municipais e estaduais. Propõe o fortalecimento e empoderamento juvenil, pautado no trabalho de prevenção das vulnerabilidades sociais. É realizado em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde e da Assistência Social.
Oferece aos alunos da rede municipal oportunidade diferenciada de ensino e vivência de atividades artísticas e culturais, ao mesmo tempo, interfere na realidade educacional do município com ações direcionadas para a prevenção de comportamentos inadequados ao convívio social.
Discute e sistematiza a função e a atuação dos gestores nas escolas municipais, a fim de consolidar o trabalho em rede e, simultaneamente, oferecer um ensino de qualidade para os alunos.
Atende às necessidades pedagógicas das escolas por meio da oferta de formações continuadas aos professores. As oficinas e os cursos ministrados contribuem para o aprimoramento da prática pedagógica, à medida que visam ao desenvolvimento de habilidades e competências necessárias à ação de ensinar.
O Sistema de Avaliação das Escolas Municipais de Itabira foi criado em 2009. Objetiva dar subsídio para a melhoria da prática pedagógica das escolas municipais; traçar um diagnóstico do ensino e da aprendizagem nas diferentes áreas do conhecimento e favorecer a elaboração de planos de ação a curto, a médio e longo prazo nas escolas.
O sistema levou em conta os indicadores alcançados pela cidade no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). O SAEMI consiste em provas elaboradas e analisadas por uma equipe de professores da Superintendência Técnico-Pedagógica (STP) da Secretaria Municipal de Educação (SME).
O público-alvo é formado por alunos do terceiro, quinto e oitavo ano do Ensino Fundamental. Eles são avaliados em Língua Portuguesa (leitura e escrita), Matemática e Conhecimentos Gerais.
Como é feito o tratamento dos dados
Atualmente, a correção das provas e a tabulação dos dados são feitas nas próprias escolas, sob a coordenação dos profissionais da Superintendência Técnico Pedagógica. Esse contato mais próximo dos gestores e professores das escolas favorece uma discussão sobre os reflexos das práticas pedagógicas nos resultados alcançados.
A correção in loco também identifica as habilidades em que os alunos tiveram desempenho recomendado, as de desempenho intermediário e as de baixo desempenho. Ainda, é possível perceber quais habilidades foram alcançadas, ou não, pelos alunos.
Esse trabalho gera propostas de ações e intervenções individuais e coletivas para serem desenvolvidas de maneira a agir diretamente no foco das dificuldades detectadas pelo exame.
Um novo olhar às crianças com deficiência
No SAEMI, há forte protagonismo do Centro Municipal de Apoio Educacional (CEMAE). É a instituição quem faz o levantamento das orientações e adaptações necessárias às crianças com as chamadas necessidades educacionais especiais (NEEs), para que elas também possam ser avaliadas de forma equivalente.
Para garantir acessibilidade e a eliminação de barreiras, foram desenvolvidas provas ampliadas, em Braille, com auxílio ledor ou transcritor, por exemplo. Tudo foi pensado conforme a complexidade do quadro diagnóstico apresentado por cada aluno.
Uma das políticas públicas que o SAEMI permitiu aprofundar foi a inclusão dos alunos com Necessidades Educacionais Especiais na rede municipal de ensino de Itabira. Na avaliação do SAEMI, o CEMAE analisa os laudos e suportes necessários para que os alunos com NEEs participem, efetivamente, desse sistema de avaliação, contribuindo para a construção de estratégias de acessibilidade e adaptação ao cotidiano escolar desses alunos.
Atualmente, contamos com uma rede de suporte aos alunos com NEEs composta por serviços e profissionais que favorecem o processo de inclusão escolar, garantindo atendimento educacional especializado com recursos multifuncionais e apoio especializado para aqueles que apresentam necessidades, bem como acompanhamento da equipe técnica à equipe escolar, aos alunos e aos familiares.
Como avaliar a educação municipal no cenário pós-implantação do SAEMI? Em que pontos avançamos?
Houve um avanço na educação municipal. O SAEMI permitiu fazer um diagnóstico da educação de nosso município mais próximo da realidade e propor intervenções. Proporcionou que a Secretaria Municipal de Educação conhecesse melhor a realidade das escolas, a clientela, o perfil dos gestores e dos profissionais que nelas trabalham. Houve, também, melhoria do atendimento aos alunos com NEEs.
Pesquisa
Um levantamento da SME foi feito para conhecer melhor a realidade das crianças com NEEs e a aplicação das adaptações de que elas precisam. Para 76,1% dos entrevistados, as adaptações são mantidas em todo o cotidiano das crianças na escola. Outros 90,1% perceberam uma rede de colaboração para garantir que essas adaptações sejam contínuas. “Esse é um dado bastante positivo, tendo-se em vista que o processo de inclusão no espaço escolar só ocorre se a equipe gestora favorece a construção de aprendizagem acadêmica para todos os alunos”, pontua Edna Torquato, membro da equipe do SAEMI que acompanhou o levantamento.
O que é o Programa Cultura Empreendedora?
O Programa Cultura Empreendedora é desenvolvido em 21 escolas da Rede Municipal de Itabira em parceria com o SEBRAE e em consonância com o currículo. Tem por objetivo o desenvolvimento de habilidades do comportamento empreendedor nos alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, tais como:
Busca de Oportunidades e Iniciativa;
Persistência;
Correr Riscos Calculados;
Exigência de Qualidade e Eficiência;
Comprometimento;
Busca de Informações;
Estabelecimento de Metas;
Planejamento e Monitoramento Sistemáticos;
Persuasão e Rede de Contatos;
Independência e Autoconfiança.
Visa à implementação da educação em tempo integral nas escolas municipais, mediante o desenvolvimento de ações educativas e socialização nas práticas regulares e diversificadas do currículo, como: capoeira, taekwondo, dança, balé, xadrez e acompanhamento pedagógico dos componentes curriculares - Língua Portuguesa e Matemática.