Cidade-presépio, codinome atribuído à Vitória, no início do século XX, pelo jornalista Aerobaldo Léllis é captado pelo escritor, Peter Ribon Monteiro, em seu livro Vitória: Cidade e presépio, como o "mote para destacar a cidade dentre outras e, com isso, torná-la identificável, ao ressaltar sua qualidade sui generis". Em sua obra, Monteiro revela os motivos que justificam o codinome atribuído a cidade de Vitória, assinalando que 'o aconchego conferido ao pequeno núcleo urbano entre as montanhas de um Maciço Central e as águas de uma baía, que se apresentava ali como um braço de mar em canal, transmitiam, ao mesmo tempo, a modéstia da manjedoura, mas também a majestade sacralizada e implícita ao presépio natalino. Entrecruzando, então, o construído e o que ainda se apresentava como o natural, é tecida uma abordagem tão ampla quanto o panorama geofísico inicialmente apresentado, a qual situou no Brasil, entre montanhas e praias, o lugar do Espírito Santo e de sua capital'.
Informações estatísticas, com base no último censo do IBGE de 2010, contendo atualizações e projeções sobre o município de Vitória. As informações abrangem as seguintes áreas: POPULAÇÃO; TRABALHO E RENDIMENTO; EDUCAÇÃO; ECONOMIA; SAÚDE; TERRITÓRIO E AMBIENTE.
Fonte: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/es/vitoria/panorama
O turismo de observação de baleias cresce a cada ano em todo mundo. O Espírito Santo é privilegiado todos os anos pela migração da baleia mais observada pelos amantes do "whalewatching": a Baleia-jubarte.
O desenvolvimento do turismo de observação natural no Espírito Santo aproximará a sociedade ao bem natural imensurável que visita todos os anos a nossa costa. Os Amigos da Jubarte, é uma realização do Instituto O Canal, Instituto Últimos Refúgios. Eem 2019 conta com a parceria da Vale e o apoio da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Prefeitura de Vitória e Governo do Estado do Espírito Santo. Juntos acreditamos que o ecoturismo, se praticado de forma responsável, pode trazer inúmeros benefícios para a conservação dos oceanos.
O projeto, além de prever ações de caráter educacionais, científicos e culturais, aposta num novo panorama turístico, pautado no desenvolvimento sustentável, fomentando a indústria limpa, servindo principalmente de vetor para sensibilização ambiental.
Saiba mais em: https://www.queroverbaleia.com/
Do ponto de vista genético, o novo coronavírus faz parte de uma família de vírus conhecida, que inclui outros vírus capazes de provocar doenças no ser humano e nos animais. No caso do SARS-CoV-2, o coronavírus responsável pela pandemia atual de Covid-19, já foi possível realizar seu sequenciamento genético em diversos países, inclusive pelo Brasil. O conhecimento do código genético permite identificar as proteínas que o compõem, o que pode orientar diversas pesquisas e indicar a origem dos novos vírus. Essas sequências estão disponíveis em alguns sites de acesso aberto como o GenBank, por exemplo (Link: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/genbank/sars-cov-2-seqs/).
Do ponto de vista da origem da transmissão, pesquisadores chineses identificaram que o novo vírus é originário de morcegos, assim como a maioria dos outros coronavírus. É sabido atualmente que houve o fenômeno de “transbordamento zoonótico”, comum à maioria dos vírus, que fez com que um coronavírus que acomete morcegos sofresse uma mutação e passasse a infectar humanos. As pesquisas nos permitem concluir que essa mutação foi um processo natural e não induzido pelo homem.
Fontes: Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz)
Por Flávio Dias,
14/08/2020
Carcaças queimadas de cobras, jacarés, lagartos e de outros répteis já compõem o cenário devastador no Pantanal de Mato Grosso do Sul, que sofre com um grande incêndio responsável por destruir uma área 9 vezes do tamanho da cidade de São Paulo.
De janeiro até agora, Corumbá, já registrou 3.967 focos de incêndio, sendo 49 somente nas últimas 48 horas. A fumaça da queimada esconde a paisagem do Pantanal vista da cidade de Corumbá, que também está encoberta.
Segundo Thainan Bornato, gestora ambiental do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), muitos répteis não conseguem fugir dos incêndios florestais. Além deles, os tamanduás também tem se tornado vítimas, já que estes não possuem uma visão boa e também tem dificuldade para escapar do fogo, aliado com a forte fumaça.
Segundo a gestora ambiental, ainda existem aves que tem o hábito de fazer ninho no solo e também procurar alimento neste espaço estão morrendo por conta das chamas: "Outra espécie que têm sofrido é a arara-azul. Elas estão perdendo muito por terem os ninhos no opo de árvores e em palmeiras que foram destruídas e essa triste realidade pode até afetar a população delas", lamenta.
Ainda de acordo com Thainan, a situação de diversos animais ameaçados de extinção pode ficar ainda pior. Pois eles utilizavam esses lugares que antes era o habitat para alimentação, para beber água e uns até para reprodução.
Segundo o médico veterinário que trabalha com onças pintadas, Diego Viana, ele explica que não tem como prevê quanto tempo que a biodiversidade atingida pelo fogo, irá precisar para se recuperar, pois o impacto do fogo varia de acordo com as espécies.
A fauna é outra preocupação dos especialistas, conforme Thainan, o fogo tem empobrecido o solo e aí acaba que as espécies exóticas invasoras. Essas plantas tenha mais facilidade de se estabelecer e aí a há um aumento de uma única espécie no ambiente impedindo outras espécies da biodiversidade como árvores e frutos se restabelecerem.
O fogo também preocupa no país vizinho: a Bolívia. Os focos de incêndio no Canal do Tamengo, em Porto Quijarro, cidade boliviana vizinha a Corumbá, foram controlados. Mas ainda há risco de atingirem barcaças com combustíveis que estão no porto.
O racismo é o ato de discriminar, isto é, fazer distinção de uma pessoa ou grupo por associar suas características físicas e étnicas a estigmas, estereótipos, preconceitos. Essa distinção implica um tratamento diferenciado, que resulta em exclusão, segregação, opressão, acontecendo em diversos níveis, como o espacial, cultural, social. Conforme definição do Artigo 1º do Estatuto da Igualdade Racial:
“Discriminação racial ou étnico-racial: toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada”|1|.
O termo raça, no século XIX, era baseado nas classificações taxionômicas das ciências biológicas pelas quais os seres vivos eram categorizados. Assim, presumia-se que, nos grupos humanos, características genéticas determinavam características fenotípicas e mesmo sociais. A expressão, ainda hoje utilizada, que bem exemplifica essa associação é dizermos que uma pessoa tem determinado comportamento ou habilidade porque “está no sangue”.
A aplicação da teoria darwinista às ciências humanas produziu teorias racialistas e evolucionistas sociais que partiam de premissas de que haveria uma superioridade racial de determinados grupos sociais sobre outros e que a história humana era unilateral e dividida em fases, as quais levariam da barbárie à civilização (as sociedades consideradas superiores julgavam-se no estágio de civilização). Esse tipo de pensamento serviu como justificativa para empreendimentos neocoloniais e também para a já estabelecida escravidão de povos não brancos, que reverberaria nos séculos seguintes nas mais variadas formas de racismo.
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/racismo-no-brasil.htm