Trabalhos realizados em articulação entre as disciplinas de português, matemática, EV e TIC.
Oficinas de escrita realizadas com alunos de 3.º Ciclo
Olá, talvez seja tarde demais, talvez estejas completamente cansado de mim, talvez já não me ames, talvez só estejas confuso. Eu não sei, eu só sei que dói, dói muito ficar longe de ti, dói pensar em ti e saber que já não és o meu menino. Dói ter saudades tuas, dói saber que somos estranhos que sabem tudo um do outro, dói muito, a sério, mas eu quero que saibas que eu amo-te muito, o meu coração vai ser sempre teu, estejas onde estiveres, o meu coração é teu. Espero que tenhas uma vida incrível e alguém que te ame muito e que te faça feliz. Espero que eu te tenha feito feliz um dia. Eu devia escrever isto? Eu não sei se devia. Queria ter feito diferente, eu só queria, queria mudar por ti. Oh se quero! é a coisa que mais quero. Queria poder fazer tudo de novo e tudo diferente, talvez se não tivesse sido egoísta ou então se não tivesse sido tão ingénua, estaríamos juntos. A vida é cheia de "talvez" e com isto tudo, eu quero que saibas que eu te amo muito, mesmo que tu não me suportes, eu choro por ti todas as noites e continuo a rezar por ti. Eu vou sempre amar-te e é difícil despedir-me de ti. Amo-te muito, espero que estejas bem e que sejas feliz.
Este texto foi escrito para uma amiga que nunca teve coragem de enviar esta mensagem à pessoa que amava.
Amor. O amor tem olhos castanhos, cabelo castanho e nariz bonitinho. O amor é torto e fofinho. O amor trata-me bem, o amor é engraçado, o amor faz-me bem. Amo tanto o amor que não me vejo sem.
Esta mensagem foi para uma pessoa muito amada
Amigas, as amigas são para sempre. Dizem eles, mas não. As amigas vêm e vão, umas duram, outras não. As amigas deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. Isso dói? Às vezes sim, às vezes não.
Este poema foi inspirado por uma fase da vida em que se encontrava o nosso sujeito poético
A vida apresenta dualidades: pode ser fácil ou difícil, bonita ou feia, engraçada ou triste, plena de companhia ou solitária. É construída sobre pensamentos e, principalmente, sobre as decisões que tomamos. Essas escolhas moldam o nosso caminho, inclinando-o para a leveza ou para a dificuldade, para a beleza ou para a fealdade.
Muitas vezes, as pessoas acabam por trilhar o lado mais árduo e sombrio da existência, o que frequentemente gera arrependimento. Contudo, nunca é tarde para mudar a rota e buscar uma vida mais simples e agradável, um desejo universal. Curiosamente, são frequentemente aqueles que se desviaram do caminho no passado que melhor compreendem o valor dessa transformação.
Mesmo que erremos e não tomemos as melhoras escolhas há sempre uma possibilidade de melhorar e mudar.
Poemas realizados a propósito do estudo da esparsa de Luís de Camões e do tema do desconcerto do mundo.
Destruição do amor
O amor nem sempre são rosas
nem pessoas generosas
o amor pode magoar
e muitas vezes, maltratar
Nem sempre se encontra a pessoa certa
mas às vezes aparece a pessoa que conserta
o coração partido
é sempre um inimigo
Pessoas “boas” amam
e não reclamam.
Pessoas “más” magoam
e nunca perdoam.
O amor não é diversão
é paixão
não é um brinquedo para pegar e largar
amor é AMAR.
Temos ou somos…?
Memória triste e séria,
sentir que um corpo feito de matéria
pode esvair-se, como poeira ao vento
ignorando o valor do ser e sentimento…
Armas, tiros, metais, pedras preciosas,
impõem às mentes mais perversas
desta humanidade vil e poderosa
esconder a felicidade por sendas adversas…
Culpados, inocentes, todos são iguais?
guerra, morte, fome, maldade,
poderão alguma vez os seres mortais
deles libertar a humanidade?
Tu és capaz?
Serei eu capaz?
TODOS SOMOS PAZ!
Injustiças Sociais
Num canto escuro da cidade fria,
há vozes caladas pela tirania,
rostos marcados por lutas sem fim,
onde a justiça nunca passou por ali.
Crianças com fome, sonhos por nascer,
trabalhadores curvados a sofrer,
ricos a erguer muralhas de ouro
pobres soterrados em silêncio e choro.
Mas há esperança em punhos erguidos,
em passos firmes, em olhos decididos.
A Mudança nasce da resistência
da força do Povo e da consciência.
A Escola distante, o hospital fechado
O direito negado, o grito abafado,
Quem manda escreve leis de conveniência
Esquecendo-se do povo e da sua existência.
Que este poema seja um sinal
de que o mundo pode ser mais igual.
Enquanto houver quem lute e persista
Não será eterna a injustiça.
Um Mundo Melhor!
O mundo está ao contrário, tudo parece errado,
quem mente sobe alto, quem é bom fica de lado.
Há fome, há guerra, há tanta solidão,
falta amor, falta escuta, falta compaixão.
Mas se dermos as mãos e soubermos cuidar,
o mundo começa, aos poucos, a melhorar.
Basta um sorriso, um gesto de amor,
para fazer nascer um tempo com mais cor.
Trocar a raiva por carinho,
o ego por um caminho.
Ouvir mais do que falar,
ajudar sem pensar.
Se o mundo anda ferido,
é porque tem sido esquecido.
Mas com gestos de verdade,
Podemos criar liberdade.