Coromandel reconhece, valoriza e preserva seus Bens Culturais de Natureza Imaterial, entendidos, conforme o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG), como práticas, saberes, expressões e modos de fazer que constituem referências fundamentais da identidade e da memória coletiva da população.
Atualmente, o município possui seis bens imateriais registrados, que representam a riqueza cultural viva de Coromandel:
Os Saberes, Linguagens e Expressões Musicais da Viola e seu Jeito de Tocar
A Folia de Reis
A Capoeira
Os Saberes e Práticas da Cozinha Mineira
O Queijo Minas Artesanal, expressão dos saberes tradicionais do fazer queijeiro
A Banda de Música, recentemente reconhecida como Bem Cultural de Natureza Imaterial do Estado de Minas Gerais em 22/11/2025.
Esses bens são transmitidos de geração em geração e permanecem vivos por meio da participação da comunidade, reafirmando valores, fortalecendo vínculos sociais e preservando a identidade cultural coromandelense.
Preservar o patrimônio imaterial é cuidar das pessoas, dos saberes e das expressões que fazem da cultura um bem coletivo e vivo.
🎶 A Viola como Patrimônio Imaterial e a Cultura Viva em Coromandel
Os Saberes, Linguagens e Expressões Musicais da Viola em Minas Gerais foram oficialmente reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Minas Gerais em 14 de junho de 2018 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA-MG). Este reconhecimento valoriza não apenas o instrumento – caracteristicamente composto por dez cordas em cinco ordens e frequentemente identificado como viola caipira – mas também os saberes de sua fabricação, as múltiplas afinações, ritmos, toques e modos de tocar que fazem parte da paisagem sonora mineira. A viola está profundamente integrada às manifestações tradicionais, como Folias, Congados, Catiras, Rodas de Viola, Danças de São Gonçalo, Batuques, Lundus e Sussas, sendo um elemento essencial da identidade cultural do estado.
Em Coromandel, essa tradição se fortalece com o Projeto Viola é Cultura, promovido pela Casa da Cultura e pela Prefeitura Municipal, que transforma a música de viola em um espaço de encontro, expressão e transmissão de saberes. A iniciativa envolve aulas, oficinas, apresentações e atividades que conectam diferentes gerações, reforçando o valor social, afetivo e artístico da viola em nossa comunidade. O projeto promove a participação de crianças, jovens e adultos, inspirando o aprendizado e a fruição da música tradicional e sua importância como patrimônio vivo.
Assim, Coromandel celebra e preserva a riqueza dos saberes da viola — um elemento que ecoa nossas histórias, fortalece nossa identidade cultural e inspira novas vocações musicais. 🎻✨
A Folia de Reis é uma das expressões culturais e religiosas mais antigas e significativas de Minas Gerais, reconhecidas oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) desde 6 de janeiro de 2017. Elas fazem parte das tradições populares que celebram a trajetória dos Três Reis Magos até o nascimento de Jesus, combinando música, fé, canto e simbolismo, com grupos de foliões que percorrem lugares levando seus versos, ritos e devoções.
No município de Coromandel, essa tradição se mantém viva por meio de grupos registrados no cadastro de Folias de Minas do IEPHA-MG, com seus respectivos itinerários, personagens e instrumentos que compõem a jornada cultural e espiritual desses grupos.
Além de suas apresentações durante as festividades de fim de ano e início de janeiro, Coromandel também realiza anualmente um encontro de Folias de Reis que reúne grupos locais e de outras regiões, reforçando a importância da tradição, fortalecendo os vínculos comunitários e celebrando a diversidade das manifestações culturais que fazem parte do patrimônio imaterial da cidade. Esse encontro é momento de convivência entre foliões, trocas de toadas e experiências, além de manter viva uma prática secular que ecoa fé, música e identidade cultural.
Preservar as Folias de Reis como patrimônio imaterial significa reconhecer sua importância histórica, religiosa e cultural para Coromandel e para Minas Gerais — uma tradição que atravessa gerações e continua a ser celebrada com alegria e devoção.
A Capoeira é reconhecida como uma importante expressão cultural de natureza imaterial, marcada pela união entre jogo, dança, música, luta e oralidade. De origem afro-brasileira, a capoeira representa resistência, identidade, ancestralidade e transmissão de saberes, sendo praticada e preservada por meio da convivência, do aprendizado coletivo e do respeito às tradições.
Em Coromandel, a capoeira é registrada como Bem Cultural de Natureza Imaterial, reconhecendo os saberes, práticas, rituais, músicas, instrumentos, movimentos e valores que envolvem essa manifestação cultural. A prática da capoeira no município contribui para a formação cultural, social e cidadã de crianças, jovens e adultos, fortalecendo vínculos comunitários e promovendo inclusão, disciplina e respeito.
As rodas de capoeira, os toques do berimbau, os cantos tradicionais e a transmissão oral do conhecimento entre mestres e alunos mantêm viva essa expressão cultural, reafirmando sua importância como patrimônio imaterial e como parte fundamental da identidade cultural de Coromandel.
Preservar a capoeira é valorizar a cultura viva, os saberes tradicionais e a história que se constrói no corpo, no ritmo e na coletividade.
Os Saberes e Práticas da Cozinha Mineira constituem uma importante referência cultural de natureza imaterial, reconhecida por envolver modos tradicionais de preparar alimentos, técnicas culinárias, uso de ingredientes locais, utensílios, receitas e rituais ligados ao convívio, à hospitalidade e à memória afetiva das famílias mineiras.
Em Coromandel, esse bem é registrado como Bem Cultural de Natureza Imaterial, valorizando o conhecimento transmitido de geração em geração, presente no preparo de pratos típicos, doces, quitandas e refeições que marcam festas, encontros familiares e celebrações comunitárias. A cozinha mineira expressa saberes ligados ao território, ao tempo do fazer, ao fogão à lenha e à partilha do alimento como forma de fortalecer vínculos sociais.
A preservação dos saberes culinários contribui para manter viva a identidade cultural do município, reconhecendo que cozinhar é também um ato cultural, carregado de história, tradição e pertencimento.
Preservar a cozinha mineira é valorizar os modos de fazer que alimentam o corpo, a memória e a cultura de Coromandel.
O Queijo Minas Artesanal é reconhecido como um relevante Bem Cultural de Natureza Imaterial, por reunir saberes tradicionais, modos de fazer e práticas produtivas transmitidas de geração em geração. No território de Coromandel, inserido no bioma Cerrado, esses saberes se expressam de forma singular, diretamente relacionados às características ambientais, culturais e sociais da região.
O Queijo Minas Artesanal do Cerrado carrega a identidade do território onde é produzido. O clima, a vegetação, o manejo dos rebanhos e os conhecimentos tradicionais dos produtores influenciam diretamente o sabor, a textura e o modo de produção do queijo, conferindo-lhe características próprias. O uso do leite cru, o cuidado com o tempo de maturação e as técnicas artesanais refletem uma relação profunda entre o saber fazer humano e o ambiente do Cerrado mineiro.
Em Coromandel, o fazer queijeiro representa mais do que uma atividade produtiva: é um patrimônio cultural vivo, vinculado à história rural, à economia local e aos modos de vida da população. A produção do queijo fortalece laços comunitários, preserva práticas ancestrais e reafirma a identidade cultural do município dentro do contexto do Cerrado.
A Banda de Música é reconhecida como um importante Bem Cultural de Natureza Imaterial, por reunir saberes musicais, práticas coletivas, processos de ensino e aprendizagem, repertórios, instrumentos e valores ligados à formação cultural e à vida comunitária. Em 22 de novembro de 2025, Dia do Músico, as Bandas de Música do estado foram oficialmente reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Minas Gerais, reafirmando sua relevância histórica, social e educativa.
Em Coromandel, a banda de música representa um espaço fundamental de formação musical, convivência e transmissão de saberes, tendo sido berço de grandes talentos. Entre eles, destaca-se o mestre do clarinete Abel Ferreira, que iniciou seus estudos musicais na Banda de Música de Coromandel. Ao longo de sua trajetória, Abel Ferreira projetou-se no cenário nacional e internacional, tornando-se um dos grandes mestres do choro e uma referência da música brasileira e levando o nome de sua cidade natal para além das fronteiras do país.
A história das bandas de música em Coromandel evidencia o papel transformador dessas instituições na formação de músicos, no fortalecimento da cultura local e na preservação da memória coletiva. Sua salvaguarda como patrimônio imaterial reconhece a música como prática viva, construída no cotidiano, na dedicação dos mestres e na participação da comunidade.
Atualmente a Corporação Musical "Maestro Dedé Gomes" que foi fundada em 1983, tem como finalidade manter viva essa tradição do povo mineiro.
Preservar a banda de música é preservar histórias, talentos e a identidade cultural de Coromandel.