Ao longo do romance, a autora se baseia na colmeia e nas abelhas como uma metáfora da vida. As abelhas representam as pessoas que trabalham juntas em uma sociedade, que é representada pela colmeia. A rainha, ou figura-mãe, preside a colmeia. August mostra para Lily como as abelhas ficam confusas quando a abelha rainha morre; no entanto, se ela sendo substituída por uma nova abelha rainha em breve, elas ficarão bem. Como as abelhas operárias, Lily ficou confusa e triste com a morte de sua mãe. Por meio da intervenção das mulheres neste romance - particularmente Rosaleen e August - Lily é salva.
As abelhas constituem, entre si, um tipo de relação ecológica chamado de “sociedade”. Nesse tipo de interação todos os indivíduos mantêm-se juntos e trabalham pelo sucesso da associação, sendo assim, todos os envolvidos são beneficiados. Como a relação é benéfica para os organismos, diz-se que a sociedade é uma relação ecológica harmônica, também chamada de positiva.
As abelhas pertencem ao reino animal, à classe dos insetos (artrópodes).
As abelhas fazem parte de um grupo de insetos chamados de “insetos sociais”, devido a organização que existe na colmeia. Cada colmeia é composta por uma abelha rainha, aproximadamente 400 zangões e milhares de abelhas operárias. As operárias, de acordo com sua idade, vão mudando de função dentro do grupo.
A abelha rainha vive entre quatro a oito anos e coloca, em média, 1500 ovos por dia. Os zangões, têm a função de fecundar a rainha. Eles morrem após isso ou são mortos pelas operárias ao final da florada.
Já as operárias, grandes responsáveis pelo funcionamento da sociedade, vivem de 30 a 50 dias e são caracterizadas de acordo com sua idade da seguinte forma:
Faxineiras (um a três dias): fazem a limpeza dos alvéolos;
Cozinheiras (três a sete dias): alimentam as larvas, com mais de três dias, com mel e pólen;
Nutrizes (sete a quatorze dias): alimentam as larvas, com idade inferior a três dias, com geleia real;
Engenheiras (quatorze a dezoito dias): segregam cera e constroem favos;
Guardiãs (dezoito a vinte dias): defendem a colmeia;
Campineiras (vinte e um dias até a morte): trazem resina, néctar, pólen e água.
Os favos são estruturas de cera ou fibras vegetais usadas pelas abelhas para a construção de seus ninhos. Divididos em células chamadas de alvéolos, os favos são usados para armazenar alimento ou para o desenvolvimento da cria.
Uma abelha pode percorrer até 12 quilômetros em busca de alimento e água. Com a língua, recolhe o néctar do fundo de cada flor e guarda numa bolsa localizada na garganta. Na colmeia, o néctar passa de abelha em abelha, de modo que a água que ele contém evapore, engrossando e se transformando em mel.
A maneira com os óvulos são fecundados dizem muito sobre essa organização também. A maioria das células novas são alimentadas à base de mel e pólen. Essas células darão origem a novas abelhas operárias (estéreis).
Quando a abelha rainha já não produz a mesma quantidade de feromônio, significa que ela está ficando velha e, portanto, precisa ser substituída. As operárias, então, trocam a dieta de um grupo de células novas e passam a alimentá-la com geleia real. A primeira abelha a nascer será a nova rainha e, automaticamente, mata as demais células alimentadas com a geleia real para não ter concorrência.
A antiga abelha rainha é morta pelas operárias ou, então, expulsa da colmeia.
Já os zangões são formados por óvulos não fecundados. Um tipo de reprodução assexuada chamada de partenogênese.