É com grande admiração que apresentamos os valorosos Bombeiros Comunitários Destaque que brilharam em seu serviço entre os anos de 2024 e 2025.
Nesta galeria, celebramos os homens e mulheres voluntários que demonstraram excepcional coragem, dedicação inabalável e um compromisso fora do comum com a segurança da nossa comunidade durante este período. Eles são exemplos vivos do espírito de altruísmo e excelência que define o nosso quartel.
Conheça os rostos e a inspiração por trás da dedicação que faz a diferença em cada chamada!
Heverton José Machado é natural de Rio Negrinho/SC e exerce a profissão de luthier, dedicando-se ao conserto de instrumentos musicais.
Sua vocação para ajudar o próximo o levou a abraçar o serviço voluntário como bombeiro comunitário, iniciando sua trajetória com a conclusão do Curso de Bombeiros Comunitários (CBC) em 2023. Para complementar sua preparação, ele também realizou a Instrução de Manutenção de Combate a Incêndio Urbano (IM-CIU).
A ocorrência mais marcante na trajetória desse bombeiro comunitário aconteceu durante seu período de estágio no ASU, no atendimento de um grave acidente envolvendo um carro e um caminhão que resultou em três vítimas, sendo dois óbitos. Apesar da gravidade e da tragédia, o que o marcou profundamente foi o cuidado com a terceira vítima:
"Vim conversando [até o hospital] com a vítima e ela agradecendo a todo o momento os nossos cuidados. Isso foi o que me fez querer mais ainda me formar bombeiro comunitário e poder ajudar o próximo nesses momentos difíceis."
Para ele, o serviço é a concretização de um desejo pessoal:
"Ser bombeiro comunitário hoje é um sonho realizado, gosto muito de ajudar o próximo, estando atuando como bombeiro comunitário a gente está a todo o momento podendo ajudar alguém, isso é gratificante..."
Por fim, ele enfatiza a satisfação em somar junto ao Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, expressando gratidão a todos os bombeiros militares e comunitários de Rio Negrinho/SC que lhe deram o suporte necessário.
Maiko Alves de Araújo é natural de Rio Negrinho/SC e atua como técnico de enfermagem, enquanto aprimora seus conhecimentos na área da saúde com o Curso Superior de Enfermagem.
A sua jornada dentro do serviço comunitário começou após a conclusão do Curso de Bombeiros Comunitários (CBC) em 2023, acompanhada de treinamentos em diversas áreas de atuação, tais como, Treinamento de Atendimento Pré-hospitalar (TAPH), Treinamento de Combate a Incêndio Urbano (TCIU) e Treinamento de Atendimento Emergências com Produtos Perigosos (TEPP).
A ocorrência que mais marcou Maiko não foi definida pela complexidade técnica, mas pelo impacto humano. Era um chamado que, à primeira vista, parecia simples e de rotina, mas que se revelou a essência do serviço:
"Mas ali, no olhar da vítima, percebi algo maior, o impacto que um gesto rápido, uma palavra certa e a presença firme de um bombeiro podem causar. Naquele momento, entendi que salvar vidas não é só sobre técnica, é sobre humanidade."
Maiko define ser bombeiro comunitário como uma vocação de entrega total, mesmo diante do cansaço:
"Ser bombeiro comunitário é carregar no peito a vontade de servir, mesmo quando o cansaço aperta. É saber que cada chamado pode mudar o rumo de uma história — inclusive a nossa. É disciplina, é empatia, é amor em forma de ação. Ser bombeiro é viver para fazer a diferença, mesmo que, às vezes, ninguém veja… porque a verdadeira recompensa está em saber que alguém respira tranquilo graças ao teu esforço.”
Robson de Souza é natural de Rio Negrinho/SC e atua profissionalmente como vigilante e motorista, funções que compartilha com seu serviço voluntário. Ele ingressou no serviço comunitário após a conclusão do Curso de Bombeiros Comunitários (CBC), em 2022. Ele também buscou aprimorar suas habilidades com treinamentos de diversas áreas, tais como, salvamento em altura, resgate veicular e combate a incêndio urbano, além de concluir o Treinamento de Bombeiro Comunitário Nível I (TBC-I).
A ocorrência que mais marcou Robson foi logo em seu primeiro dia de estágio no ASU, sendo um acidente de trânsito envolvendo um ônibus escolar, um caminhão e um automóvel. O impacto emocional da ocorrência foi grande devido à presença de crianças entre as vítimas, algumas com ferimentos leves. Robson descreve o momento em que a emoção pessoal se encontrou com o dever profissional:
"Na hora lembrei da minha filha, me coloquei como pai naquele momento, mas mantive a calma para realizar o atendimento da ocorrência junto com os meus irmãos de farda".
Para Robson, ser bombeiro comunitário é mais do que um serviço, é uma vocação definida por valores elevados:
"Ser bombeiro comunitário pra mim é uma missão de grandeza, honra, respeito e amor ao próximo. É estar ali e dar o seu melhor dia após dia em prol da comunidade."