É com grande admiração que apresentamos os valorosos Bombeiros Comunitários Destaque que brilharam em seu serviço entre os anos de 2021 e 2022.
Nesta galeria, celebramos os homens e mulheres voluntários que demonstraram excepcional coragem, dedicação inabalável e um compromisso fora do comum com a segurança da nossa comunidade durante este período. Eles são exemplos vivos do espírito de altruísmo e excelência que define o nosso quartel.
Conheça os rostos e a inspiração por trás da dedicação que faz a diferença em cada chamada!
Marli Lopes Linzmeyer é natural de Rio Negrinho/SC, dedicando-se profissionalmente à área da saúde como Técnica de Enfermagem. Em um contínuo aprimoramento, ela também é graduanda do curso superior de Enfermagem.
Paralelamente ao desempenho de suas funções na equipe do SAMU de Rio Negrinho/SC, Marli serve ativamente a sua comunidade como bombeira comunitária, tendo concluído o Curso Avançado de Atendimento a Emergências (CAAE) em 2013.
Em sua trajetória no serviço de emergência, Marli desenvolveu habilidades, tornando-se instrutora do Projeto Golfinho e do Programa Bombeiro Mirim, iniciativas fundamentais na conscientização e prevenção de acidentes com crianças.
Questionada sobre a ocorrência mais marcante de sua carreira, Marli destaca que cada chamado possui um significado singular. Para ela, é a soma de todas as experiências que a define:
"Todas as ocorrências são marcantes, cada uma com sua particularidade. A cada chamado, um desafio profissional e pessoal, e que molda a socorrista que sou hoje."
Marli Lopes Linzmeyer define a essência de ser bombeira comunitária como um ato de entrega incondicional:
"É oferecer o seu melhor para alguém, sem esperar nada em troca."
Marli Wantowsky da Silva é natural de Rio Negrinho/SC e paralelamente à sua vida familiar, ela abraçou o serviço voluntário como bombeira comunitária, com sua formação no Curso Avançado de Atendimento de Emergências (CAAE) concluído em 2017.
A ocorrência que Wantowsky destaca como a mais marcante é carinhosamente lembrada como a "Madrugada de Parto Fora de Mão", uma emergência que se desenrolou no interior da cidade e testou a resiliência da equipe. O chamado era para atender uma gestante em trabalho de parto, mas a distância e a hora avançada trouxeram desafios inesperados. Durante o trajeto, a ausência de sinal de internet dificultou a localização e a equipe acabou entrando na rua errada. O erro culminou no encalhe da viatura, gerando um atraso crítico. Felizmente, o giroflex ligado chamou a atenção de vizinhos, que rapidamente auxiliaram a equipe a liberar o veículo. Quando finalmente chegaram à residência, o parto já havia ocorrido:
"Quando finalmente chegamos na casa, a mãe já tinha dado à luz ali na varanda. O bebê estava em cima dela, chorando um pouquinho, coberto, esperando só para cortar o cordão umbilical."
A partir desse ponto, o foco foi no cuidado materno e neonatal. A equipe agiu rapidamente para estabilizar o recém-nascido. O trajeto final até o hospital foi de alívio e celebração, com todos na viatura sorrindo pela chegada do bebê. Apesar dos percalços, a ocorrência reforçou a importância do apoio comunitário e a recompensa do trabalho em equipe.
Para Marli Wantowsky, ser bombeira comunitária é uma vocação de profunda satisfação:
"Ser bombeiro comunitário é uma honra, escolha feita com o coração!"
Jhoni Purim é natural de Rio Negrinho/SC e traz uma formação acadêmica diversificada que se complementa em sua atuação como bombeiro, sendo técnico de enfermagem e educador físico.
Sua jornada como bombeiro comunitário iniciou em 2019, com a conclusão do Curso de Formação de Bombeiros Comunitários (CFBC). Entre os treinamentos concluídos, destaca-se o treinamento de resgate veicular ministrado pelo quartel de Rio Negrinho.
A ocorrência que mais marcou J.Purim foi o combate a um incêndio em uma estufa de fumo no interior da cidade. A emergência demandou mais de seis horas de trabalho ininterrupto, em meio a uma combinação perigosa de muita fumaça e calor extremo. O desafio era imenso. Ao abrir portas ou janelas de ventilação, o calor liberado era tão intenso que parecia escaldante. Ele recorda um momento crítico:
"Em um momento crítico, uma labareda passou por cima de mim, reforçando o quanto o preparo físico e mental é essencial nessa atividade".
Apesar da exaustão ao final do trabalho, a sensação de dever cumprido foi recompensadora. A equipe conseguiu evitar que o fogo se propagasse, salvando as demais estufas, o rancho e a casa do proprietário. J.Purim ressalta que a união e o espírito de corpo da equipe foram fundamentais para o sucesso da missão.
Para Jhoni Purim, ser bombeiro comunitário é muito mais do que um título:
"Para mim ser bombeiro comunitário é carregar uma honra renovada a cada vez que coloco a farda."
Ele descreve um "frio na barriga" de emoção e dever toda vez que está de prontidão no quartel, pronto para ajudar o próximo. Essa motivação impulsiona-o a buscar treinamento constante para salvar vidas. Além do serviço à população, Jhoni destaca o profundo sentimento de família que nutre pelos seus "irmãos de farda", que o apoiam e incentivam, tornando essa jornada ainda mais especial.