Joana Pontes é licenciada em Psicologia pela Universidade de Lisboa. Fez estudos em Cinema e em Jornalismo Político tendo-se doutorado em História Contemporânea pelo ISCTE-IUL.
Recebeu o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian de História Moderna e Contemporânea da Academia Portuguesa da História pela publicação da dissertação, Sinais de Vida, cartas de guerra 1961-1974 (Lisboa, Tinta-da-China).
Tem sido convidada, como realizadora, para apresentar e debater documentários - Centro de Estudos Portugueses (UCSB, EUA); Instituto Camões/Univ. Santiago de Compostela (Espanha); International Doctoral Program Annenberg School of Communication (UCP, Portugal); Instituto de História Contemporânea (UNL, Portugal); Instituto Camões (Cáceres, Espanha).
Recebeu, em 2007, o Grande Prémio da Lusofonia atribuído ao documentário O Escritor Prodigioso, filme sobre a vida de Jorge de Sena. Realizou e foi co-autora do argumento da série documental Portugal, Um Retrato Social (2006) e da longa-metragem documental As Horas do Douro (2010), obra que recebeu o prémio da Sociedade Portuguesa de Autores em 2011. Em 2016 realizou para a RTP2 e foi co-autora de argumento da série documental Europa 30, tendo recebido o prémio Fernando de Sousa atribuído pela representação da Comissão Europeia em Portugal. Em 2021 estreou no DocLisboa a longa metragem documental Visões do Império, de que foi realizadora e co-autora de argumento. Recebeu o Prémio de Melhor Filme nacional no Festival de Cinema NOMA Azores e o Prémio de Melhor Filme no 39º festival Cinematográfico Internacional del Uruguay.
Dedica-se à escrita e realização de documentários, lecionando na Escola Superior de Comunicação Social em Lisboa.
Margarida Moleiro | Diretora Museu Municipal Carlos Reis (Torres Novas)
09 de Março de 2020 - 10:15 horas, sala 312Margarida Moleiro, diretora do Museu Municipal Carlos Reis (Torres Novas) esteve na Escola Artística António Arroio e partilhou com os 82 alunos e 6 professores presentes na sessão, a sua investigação e os seus conhecimentos sobre Maria Lamas, a autora de "Mulheres do Meu País" (1948-1950).
Numa sessão profundamente didática, Margarida Moleiro deu testemunho de um percurso de vida exemplar de uma mulher que, num contexto difícil - o da ditadura do Estado Novo - optou por "viver conscientemente".
Texto e Fotografias | José Fernando Vasco
Teresa Sales | Vice Presidente UMAR
03 de Março de 2020 - 10:15 horas, sala 312Teresa Sales - vice presidente da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta, fundada em 1976) - partilhou com alunos e professores participantes o seu saber em torno da Bauhaus - a famosa escola fundada por Walter Gropius há 100 anos - e do papel que nela tiveram as mulheres. Uma palestra que seguramente enriqueceu os alunos e a sua perceção da importância da famosa escola de artes alemã do período da República de Weimar e terá deixado sementes sobre colaborações e projetos futuros.
Texto e Fotografias | José Fernando Vasco
Alberto Júlio Silva desenvolveu durante um largo período funções no serviço educativo do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado e transportou consigo essa experiência de contacto com utilizadores do museu e amantes da arte portuguesa para a conversa com alunos do 12º ano sobre os percursos do Modernismo português. Articulando arte e literatura das primeiras três décadas do século XX, Alberto Júlio Silva apresentou, entre outros, os casos de Amadeo de Souza-Cardoso, Christiano Cruz, Santa-Rita Pintor, Eduardo Viana e Almada Negreiros.
LER+
José Augusto-França - O Modernismo na Arte Portuguesa, disponível para consulta em E-Books/Arte
Participaram 75 alunos do 12º ano, acompanhados por quatro professores de História da Cultura e das Artes, Gestão das Artes e Português. A Alberto Júlio Silva, o nosso muito obrigado pela partilha de conhecimentos, saberes e experiências... bem como pela sua assinalável simpatia e disponibilidade.
Texto e Fotografias | José Fernando Vasco
«Desconstrução de Vénus», palestra dinamizada por Valentina Vargas (artista chilena), foi organizada pelas professoras Nazaré Pereira e Virgínia Baptista, em articulação com a UMAR e os projetos "Cidadania" e "Amo 1 Obra Prima".
A partir de doze obras de arte produzidas entre o século XVI e XX e do cânone de representação do feminino estabelecido por Leonardo da Vinci, Valentina Vargas apresentou doze projetos de leitura/desconstrução social e remake das obras selecionadas.
A partir das perguntas elaboradas pelos presentes na assistência, Valentina Vargas refletiu ainda sobre a permanência de alguns pré conceitos relativos ao feminino e sobre a fraca presença e representação das artistas mulheres nos museus e nas coleções.