O livro aborda a presença como uma forma de expressão e experiência nas interações humanas, revelando-a como um fenômeno multifacetado e negociado a cada interação. A obra analisa como o "estar com o outro" manifesta a nossa capacidade de nos comunicar e de nos conectar, do convívio cotidiano às mídias digitais, passando por ambientes pedagógicos e situações de conflito. Em vez de uma oposição simples entre presença e ausência, os capítulos exploram as gradações, tensões e sensibilidades que definem a qualidade dos encontros e a produção de vínculos na contemporaneidade.
O artigo investiga como os textos literários traduzem dinâmicas das relações e da expressão humana. Ao cruzar os caminhos da linguagem e da psicanálise, a autora analisa os conflitos internos e os encontros que moldam e remoldam nossa subjetividade. Para ilustrar essa engrenagem de sentidos, o estudo mergulha no poema "extrair", de Arnaldo Antunes, revelando como a poesia é capaz de transformar a repetição sufocante do cotidiano em uma forma poderosa de libertação e insurgência. É um convite para pensar como a palavra escrita dá forma e voz a nossas experiências e transformações.
Estudos semióticos do plano da expressão convida o leitor a desvendar como os textos dão forma e sentido a nossas experiências e relações mais profundas. A obra investiga a linguagem como uma ponte que conduz desde a materialidade dos textos até seus conteúdos mais sensíveis. É uma leitura instigante para quem deseja compreender como a expressão humana molda a qualidade de nossos encontros, de nossos conflitos e dos vínculos que nos unem.
O artigo artigo investiga como a literatura e os textos traduzem a complexa dança das relações humanas e dos nossos estados de espírito. Longe de viverem isolados, os indivíduos estão sempre moldando seus sentimentos e pensamentos em resposta ao mundo e às pessoas ao seu redor.Para explicar essa dinâmica, o estudo propõe uma viagem pelo universo dos afetos e da razão, dividindo a nossa experiência entre o que é o nosso mundo íntimo (campo subjetivo) e o que pertence ao mundo exterior (campo objetivo). O texto discute como nos posicionamos diante do outro, oferecendo um espelho de como expressamos nossas conexões, resistências e transformações diante da realidade.
A tese investiga como a linguagem e a psicanálise traduzem as camadas mais profundas da subjetividade humana. Rompendo com visões rígidas que isolam o sentimento da palavra, a autora demonstra que nossa vida afetiva e nossa racionalidade dialogam constantemente com o outro e com a realidade. Ao analisar personagens da literatura, o estudo mapeia quatro perfis psicológicos estruturais (introvertidos e extrovertidos, em níveis moderados ou extremos). Essa tipologia ajuda o leitor a antecipar e interpretar as reações e os comportamentos humanos nas histórias. É um convite para descobrir como nossos "estados de alma" ganham voz pelas palavras, revelando que a nossa identidade se constrói na partilha com o mundo exterior.